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Epá, dêem o nome do Saramago a uma rua ou avenida nova qualquer sem História mas não aos sítios cujo nome nos remete para a História e para a nossa memória colectiva. Um povo não vive sem memória porque sem memória, como bem vemos nas pessoas com Alzheimer, perde-se a identidade. Que diabo! Mas perderam a cabeça? Acham-se donos das cidades, do país, das pessoas e até das suas memórias, à maneira soviética? Chiça! Livrem-nos desta gente!

 

publicado às 19:56


Um problema disjuntivo

por beatriz j a, em 05.10.18

 

 

“Quero reconhecer aqui o que considero ser essencial: a recuperação da confiança dos portugueses nas instituições da República," ??!! Ou está intoxicado ou é ceguinho ou é só um passarão descarado...

 

Medina salienta "confiança"

“Quero reconhecer aqui o que considero ser essencial: a recuperação da confiança dos portugueses nas instituições da República, processo para que muito contribui a acção conjunta dos titulares cimeiros dos órgãos de soberania aqui hoje presentes”, disse o presidente de Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, nas comemorações do 5 de Outubro que decorrem esta sexta-feira na Praça do Município, em Lisboa...

 

publicado às 11:41

 

 

Fernando Medina subiu ao Pico sem autorização e arrisca multa até 4 mil euros

Nesse dia, conta a RTP Açores, a opção de fazer a subida de forma autónoma estava esgotada. Mais de 50 pessoas aguardam por uma vaga. Mas Medina subiu. Sem registo nem equipamento de segurança.

 

publicado às 10:58

 

 

 Porque tira o sentido à música rock e dá uma ideia errada do que são os poderes políticos. Ali estão governantes do PSD e do PS com responsabilidades grandes no estado de pobreza de grande parte deste país onde cada vez maior é o fosso entre pobre e ricos, pessoas que andam há dezenas de anos no poder, armados aqui em, 'somos todos porreiros, pá', quando não são.

Ao mesmo tempo esvaziam de sentido a música rock que sempre foi, e é, uma música contra-poder, uma música de crítica e de oposição ao establishment de que os políticos aqui na fotografia são representantes assumidos. Isto é que é populismo: autoridades do Estado e das autarquias que ajem com frequência contra os interesses da maioria do povo a favor de uns poucos, a fingirem que são 'um com o povo'.

É uma hipocrisia da parte deles porque estão a fazer política eleitoralista encapotada, fingindo que estão ali apenas enquanto fãs. Fazem-me lembrar o Salazar quando dizia, 'porquê haver partidos políticos? Somos todos portugueses, todos queremos o bem do País, estamos todos do mesmo lado'.

Por outro lado, que os próprios elementos da banda e a viúva do Zé Pedro tenham aceite isto, é uma desvirtuação da própria banda cujas músicas e letras são de crítica dos poderes que nos  oprimem, nos roubam, nos enganam, nos destróem com a sua incompetência, uns, malícia, outros.

Dos políticos não esperamos muito sentido de vergonha, já da banda esperava e foi uma grande desilusão.

Deixo ali mais abaixo uma letra de uma música dos Xutos. Ora vejam lá se isto se coaduna com estas figurinhas de somos todos porreiros, pá? 

 

 

 

Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um “passou bem”

 

Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar, despedir
Ainda se ficam a rir

 

Eu quero acreditar
Que esta merd@ vai mudar
E espero vir a ter uma vida bem melhor
Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir encontrar mais força para lutar

 

Mais força para lutar
Mais força para lutar
Mais força para lutar

 

Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer

 

É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir

Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar, enganar
O povo que acreditou

Conseguir encontrar mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Mais força para lutar

 

Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a f@der

 

publicado às 15:36


Medina

por beatriz j a, em 08.05.18

 

 

Um dia que alguém faça a história dos dinheiros que este tipo sorve e das negociatas da Câmara, não vai ser bonito... o orçamento da Câmara de Lisboa tem mais dinheiro e acesso a bens que muitos ministérios...

 

IMI a triplicar chegou neste ano a 8239 proprietários

 

publicado às 04:30


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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