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Um ano e meio de medicina organizado

por beatriz j a, em 02.08.19

 

Faz amanhã um ano que acabei o mês (perto disso) de tratamentos diários de radioterapia. Os outros ainda continuaram e continuam mas estes, que foram dos que mais me custaram em vários sentidos, acabaram a 3 de Agosto do ano passado.

Resolvi pôr ordem na papelada médica deste ano e meio de luta contra a doença, que estava caótica.  Ia atirando tudo para um mesmo saco, à balda. Pus num saco os exames médicos, relatórios e algumas análises importantes (as outras deitei fora), agrupadas por hospital e por tipo de exame e no outro saco, as facturas mais relevantes, também agrupadas por tipologia de análise, de exame e de tratamento. Não é pouca coisa...

 

A medicina está tão atrasada... eu bem sei que se isto tivesse sido há 15 anos já cá não estava e, mesmo há 10 anos, estaria presa numa cama de hospital cheia de morfina e talvez sem saber que dia era mas, mesmo assim, com todos os avanços, os problemas ainda custam muito a perceber e é preciso fazer muitos testes e análises até se perceber as coisas.

Muito tempo perdido que, em certas doenças, como esta, é dramático porque justamente o tempo é um factor chave, determinante mesmo, para o desfecho das coisas... se não fossem as diligências da minha médica alergologista sabe-se lá quando percebia estar alguma coisa errada e se não fossem depois as diligências do meu médico, tenho a certeza que não tinha sobrevivido à fase do diagnóstico, ali numa altura em que comecei a piorar a um ritmo alucinante.

A medicina está ainda muito atrasada ou, dito de outro modo, as doenças progridem muito mais depressa que os conhecimentos acerca delas.

Enfim... estão os papéis organizados não vá o Centeno querer ver tudo e mais alguma coisa :))

 

saco dos exames

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saco das facturas

IMG_3086.jpeg

 

publicado às 11:00


As quotas já existem

por beatriz j a, em 25.09.16

 

How Doctors Take Women's Pain Less Seriously

In her essay, Jamison refers back to “The Girl Who Cried Pain,” a study identifying ways gender bias tends to play out in clinical pain management. Women are  “more likely to be treated less aggressively in their initial encounters with the health-care system until they ‘prove that they are as sick as male patients,’” the study concludes—a phenomenon referred to in the medical community as “Yentl Syndrome.”

 

Nationwide, men wait an average of 49 minutes before receiving an analgesic for acute abdominal pain. Women wait an average of 65 minutes for the same thing. (from 2015)

 

... e desde há milénios beneficiam metade dos habitantes do planeta silenciosamente. Calculo que isto que se lê neste artigo tenha que ver com os estereótipos que dizem que todas as mulheres choram por qualquer coisinha, são histéricas e gritam por tudo tal... muitos homens gostam de acreditar nisso porque é uma maneira de diminuir os outros o que automaticamente os faz sentir maiores...

 

 

publicado às 07:05


🐸 A vida em pequenos milagres

por beatriz j a, em 14.01.14

 

 

 

Ward Miles nasceu três meses e meio prematuramente.

 

 

 

publicado às 22:05


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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