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Humm... e que tal começar a negociar com a oposição os temas que quiser ver aprovados? E a oposição negociar com o governo? Tipo, praticar a democracia, com práticas democráticas...

 

 

publicado às 22:25


o que tem de mudar é isto

por beatriz j a, em 16.05.11

 

 

 

Fernando Nogueira diz que Portas está com "tiques socráticos" e pede-lhe que tenha "ego mais reduzido"

"Temos de apostar naquilo que deu provas no passado de que pode funcionar. Uma coligação PSD/CDS pode funcionar, desde que o doutor Paulo Portas tenha um pouco mais de modéstia e quando se olha ao espelho não esteja a ver o primeiro-ministro que só ele é que vê naquele espelho, mais ninguém vê", declarou Fernando Nogueira aos jornalistas, em Sintra.

 

 

Os dois partidos do centro acham-se donos da política, dos eleitores e dos votos. Os votos são deles por direito natural e se por vezes têm de fazer coligações com outros partidos, fazem-no como grande favor, desde que estes sejam humildes e obedeçam aos grandes senhores. Este Nogueira, sem demérito para a sua pessoa, não é ninguém, em termos de currículo político, ao lado do Portas. Não que eu seja fã do Portas. Não tenho ídolos, e muito menos na política, mas o Portas tem um passado de intervenção política que o Nogueira está longe de ter, para já não falar da eficácia da sua prestação ao partido que lidera.

Se são assim para partidos que têm assento na Assembleia há tanto tempo quanto eles, como seriam para cidadãos comuns que quisessem participar na vida pública como políticos?

A política não é dos partidos e nenhum partido tem mais valor por ter tido maiorias absolutas: senão o Sócrates era um dos campeões do valor político.

Nós, o povo, gostaríamos que, para variar, os políticos se preocupassem com o país e percebessem que a política é um serviço em vez de andarem entretidos a medir pilas.

 


publicado às 11:16


em banho maria

por beatriz j a, em 02.09.10

 

 

 

 

No que respeita à educação penso que estamos em banho maria até às próximas eleições. Daqui até lá nada mudará e a única coisa que se pode fazer é ir denunciando as situações mais graves, porque de resto, o que havia a dizer sobre os erros cometidos já foi dito mil vezes. Quem manda não está interessado. Quem está nos sindicatos está a boiar para não se afundar e aquilo a que se assiste é a divisões: uns a favor dos sindicatos, outros contra, uns a favor da ministra(!) mesmo em face das evidências.

Nada mudará porque as pessoas são as mesmas e têm as suas ideias e prioridades definidas há muito tempo e de modo visível.

Acho que as pessoas vêem as coisas mas escolhem não ver. Aqui há uns anos, naquele Maio da manifestação dos 200.000 professores tive uma discussão na escola, porque não fui à manifestação. Estava-se em vésperas da manifestação, toda a gente em grande excitação, porque 'desta é que ia ser' e tal e eu disse que não ia, porque quem liderava a manifestação eram os mesmos sindicalistas que no passado, de todas as vezes que se viram com força de negociação, aproveitaram para cortar um acordo que lhes fosse benéfico. Bem! Iam-me matando! Chamaram-se divionista, falta de solidariedade e por aí fora. Mas eu não queria ser um instrumento dos negócios dos sindicalistas. Uns meses antes assisti a uma cena na escola numa pseudo-sessão de esclarecimento por parte dos sindicatos a respeitos dos titulares que me pôs completamente esclarecida sobre quem é quem e quem quer o quê... de modo que não fui. A ideia de criar uma falsa esperança sabendo de antemão que ia sair daquilo traída e lixada...'no way josey'

No dia da manifestação recebi mensagens dos colegas em êxtase, que desta vez não havia volta atrás, que era impossível não ganhar...ouvi o secretário geral da CGTP dizer 'meus queridos professores que derão uma lição de coragem e democracia' e tal... depois, foi o que se viu...acordozinho na mão, ordem para desmobilizar os professores, sindicalistas a titulares...

Por acaso, vejo mais que os outros? Por acaso sou mais esperta que os outros? Acho que não. Acho que o que eu sabia os outros também o sabiam mas escolheram não ver, talvez para se animarem, não sei.

Agora estamos na mesma. As pessoas são as mesmas e já mostraram o que são e o que querem e não vão mudar. Só quem quer ser cego ou tem interesses, agendas pessoais, como se diz agora, é que não vê.

Sendo assim, estou à espera que a oposição elegível se pronuncie sobre a sua política de educação, se é que a tem. Se não a tem e se não há nanhum compromisso de mudança não voto neles. Deus me livre de contribuir para uma maioria absoluta de outros que sejam a continuidade disto, e destes!Talvez vote num daqueles partidos cuja sigla tem imensas letras. Logo vejo. Mas não passo cheques em branco a ninguém.

 

publicado às 16:50


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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