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Chantagem?

por beatriz j a, em 23.09.09

 

 

Expresso

Distribuição de 'Magalhães' está suspensa

Os alunos que entraram em 2009 para o 1.º ano do ensino básico não sabem se vão ter ou não direito ao computador Magalhães. O Ministério da Educação esclareceu hoje que a decisão caberá ao próximo Governo.

O Ministério da Educação esclareceu hoje que caberá ao próximo Governo decidir se o computador Magalhães será entregue aos alunos que entraram este ano para o ensino básico. 

 

E com isto se desmascaram, porque fica à mostra o que já sabíamos: que o Magalhães era apenas um instrumento de propaganda, usado à medida das necessidades, não das crianças, mas da máquina do PS.

 

 

publicado às 12:55


cowboyadas

por beatriz j a, em 04.07.09

 

 

 

 

Fundação fictícia

por Paulo Pinto de Albuquerque<input ... > Ontem  DN 

A Fundação das Comunicações Móveis foi o artifício de que o Governo se serviu para fazer o ajuste directo dos computadores Magalhães e outros no âmbito da sua política da educação. Mas fê-lo contrariando o direito nacional e comunitário.


O direito nacional e comunitário obriga à realização de um concurso público para a aquisição dos ditos computadores.

 

O Governo defende-se alegando que não celebrou qualquer contrato de aquisição de computadores e programas informáticos, seja por ajuste directo, seja por qualquer outra forma. No âmbito das iniciativas do programa e-escola, é o operador de telecomunicações que contrata com os fornecedores do equipamento necessário para a concretização das iniciativas.

Mas é manifesta fraude à lei nacional e comunitária evitar a obrigação do concurso público através da celebração de contratos de aquisição de bens, por ajuste directo feito por interposta pessoa jurídica de direito privado.

Com efeito, a referida Fundação das Comunicações Móveis é controlada por emissários do Governo, financiada pelo Governo, sediada em imóvel do Governo e prossegue objectivos políticos do Governo, realizando uma operação de colocação de computadores nas escolas amplamente explorada pelo Governo para fins de propaganda política no país e no estrangeiro.

O artifício da interposição de uma pessoa jurídica de direito privado num negócio desta natureza tem um propósito claro de evitar a aplicação das regras do direito público, que imporiam a realização do concurso público e a fiscalização do Tribunal de Contas.

 

Estas são, aliás, as conclusões preliminares do relatório do comissário Charlie McCreevy...   Este modo de fazer política através de artifícios e fraudes à lei revela um desprezo grave pelas regras como funciona um Estado de direito. Não há império da lei quando o Governo é o primeiro a defraudar os mecanismos de transparência e fiscalização da actuação da administração pública, afastando mesmo o Tribunal de Contas do exercício das suas competências legais.

A actuação tortuosa do Governo no negócio dos computadores terá consequências políticas a nível nacional, competindo a cada português avaliar nas próximas eleições os governantes responsáveis. Mas a actuação do Governo terá também consequências jurídicas altamente nefastas para o País, na medida em que as instâncias europeias venham a sancionar Portugal pela utilização do artifício da Fundação fictícia. Nessa altura serão todos os portugueses a pagar pela política ilegal do Governo. C

 

 

Tudo está dito neste artigo. O governo na questão do Magalhães é um fora da lei que recorreu a artíficios para defraudar a entidade fiscalizadora. O primeiro ministro e a incrível ministra da educação, que tanto massacraram os professores com a porcaria do Magalhães que só tem dado barracas e benefícios, nem vê-los, são afinal 'outlaws' como se dizia nos filmes de 'cowboys'.

Quando me lembro dela e dele a dizerem à boca cheia que ninguém está acima da lei, a propósito de não termos entregue a outra porcaria ainda mais mal enjorcada que são os objectivos da não-avaliação... que lata tem esta gente!

Mas o Rendeiro e o Loureiro também diziam essas coisas aos professores.. e agora é vê-los. Não vamos mais longe: ainda ontem num noticiário se pedia a opinião do Paulo Pedroso a propósito dum assunto qualquer, e ele deu-a!!! Pregou moral aos telespectadores!

Isto não parece um daqules filmes de 'cowboys' onde os bandidos tomaram conta da cidade e passam o tempo aos tiros, a roubar e a embebedarem-se no 'saloon'? Parece pois. Ficamos à espera do duelo final.

 

 

 

publicado às 12:42

 

 

 

Leia-se a entrevista desse indivíduo, um tal António Magalhães, defender que o problema da educação são os professores do secundário que não sabem que os alunos mudaram e pensam que todos são semelhantes às classes médias dos anos 60, isto é, que têm livros e outros materiais culturais em ambundância.

 

Vamos lá ver, os professores trabalham todos os dias com alunos que mostram não ter lido um único livro na sua vida, que mostram não fazer ideia de quem foi o Eça, que fazem os trabalhos fora de horas, na escola, por não terem computadores em casa; os professores também falam com os pais deles, sabem se trabalham, em quê, se têm a antiga 4ª classe ou se estudaram mais, sabem o que se passa nas casas dos alunos, etc, etc., mas pensam que os alunos são todos da classe média antiga!? Este homem é burro?

 

Depois dá exemplos da incompetência dos professores: pois se um aluno sabe o que significam as palavras em inglês da música que ouve, como é possível que tenha má nota a inglês!? Então se um aluno sabe traduzir uma música inglesa - por exemplo, I am taking back my love, my love, my love, my love, my love, não é aceitável que não queira saber de ler e escrever e utilizar a gramática da língua inglesa!?  O homem é burro? Isto é demais! Não há paciência...

 

www.prof2000.pt/prof2000/agora2/agora2_4.html

 

 

 

 

publicado às 10:27


As virtudes do Magalhães

por beatriz j a, em 11.03.09

 

 

 

 

 

 

 

publicado às 18:15


Guerra Junqueiro e os 'gadgets'

por beatriz j a, em 09.03.09

 

 

  

 

O Luís Contumélias enviou-me um texto do Guerra Junqueiro que eu, confesso, não conhecia. O texto é perfeito, na análise e na actualidade. Dá que pensar... passado mais de um século, uma ditadura, uma revolução política e quinhentos mil 'gadgets' tecnológicos o país que temos ainda é o país do Guerra Junqueiro.

A evolução está muito para além de Magalhães e quadros interactivos. Precisa de outros alimentos... e precisa das gentes das Letras.

 

 

Crónica num pasquim português

 

Excerto

 

    (...) Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de miséria, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia de um coice, pois que nem já com as orelhas consegue sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando de onde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da inconsciência como que um lampejo misterioso de alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.

       Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida política em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a infâmia, da mentira da falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedem, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis.

    Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este, criado de quarto do moderador; e este, finalmente tornado absoluto pela abdicação unânime do País.

    A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas; dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogo nas palavras, idênticos nos actos. Iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu ao parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.

 

Abílio Manuel Guerra Junqueiro

in Pátria Março 1896

 

 

publicado às 11:33


Poema ao Magalhães

por beatriz j a, em 27.11.08

 

 

(para ser lido com sotaque açoreano, que fica melhor - sem desprimor para os Açores, que são uma terra de que muito gosto)

 

 

Magalhães, Magalhães

aqui me tães

contigo zangado

pois não é

que estava descansado

por ter em ti ter arranjado  

um amigo, um aliado

que via o meu puro lado

de génio camuflado.

 

Eu já me via contigo

a resolver duma vez

os problemas do país

a conseguir muita riqueza

e tudo com a minha esperteza.

O meu nome em rua ou em ponte

no futuro citado como fonte

de memórias de grandeza.

 

Ah Magalhães, Magalhães

Aqui me tães

muito zangado contigo

porque já me vieram dizer

que afinal era traído

e a outros já te tinhas vendido

antes de seres meu amigo.

 

Magalhães, Magalhães

vou-me embora,

já não me tães.

 

 

 

publicado às 18:31


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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