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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Durão Barroso apresentou o livro de Relvas
Aliás, todo o governo e políticos de oposição que lá estavam a assistir ao lançamento do livro de um indivíduo que não tendo sido travado pela pressão da opinião pública sabe-se lá onde teria chegado com o seu curso à Socas, discurso à Socas, declarações de patriotismo e responsabilidade à Socas, maneiras à Socas, oportunismo à Socas...
Mas o pior é mesmo o Barroso. Tem o descamento de dizer que se não fosse a troika não se faziam as reformas por causa das manifestações... isto dito por um indivíduo que há 30 anos está na política, é um político profissional, a quem cabe a responsabilidade de fazer reformas, foi para ao governo como primeiro-ministro depois de ter-se comprometido a fazer reformas e que fugiu para Bruxelas à má fila para tratar da sua vidinha... e os que estão ali a ouvi-lo são todos políticos... dizer, perante todos, que foi preciso a troika vir para se fazerem as reformas é passar um atestado de incompetência a si mesmo e a todos os outros que ali estão.
Vejamos: de quem é a culpa desta crise? Dos bancos? Não. Dos gastos faraónicos dos governos? Não. Da corrupção? Não. Dos parasitas satélites dos governos? Não. Dos políticos que se deslumbram com o poder e gastam o que não é seu? Não. Dos políticos incompetentes a quem damos tanto dinheiro em impostos e que o fazem desaparecer? Não.
É evidente que os culpados da crise são: em Portugal, os professores que se manifestaram, os agricultores que se manifestaram, os trabalhadores precários que ganham 300 euros por mês que se manifestaram; já na Grécia, a culpa é dos pastores de Creta que se manifestaram, dos pescadores do Mar Egeu que se manifestaram e dos desempregados que se manifestaram.
Nega as palavras de Tsipras que disse que os governos de Portugal e Espenha lideram uma campanha de requerer a rendição incondicional da Grécia.
Porque é que querem que a Grécia se transforme numa colónia de UE? Porque insistem numa austeridade que não funciona, sobretudo em relação a um país que tem problemas tão parecidos com os nossos? Ela diz que é um engano, que não tem nenhuma animosidade contra a Grécia, que no Eurogrupo há abertura mas que eles [gregos] têm que ajustar-se às realidades do seu país. O entrevistador pergunta-lhe se não acha que as palavras que o PPC utilizou sobre os gregos, ao falar em 'contos de crianças' são humilhantes? Ela acha que não, que ele disse isso porque os gregos não são realistas nas promessas... [UAU!]
Ela nega que estejam a tentar humilhar a Grécia e diz que o problema é da Grécia.
A mulher não tem resposta para as perguntas do entrevistador e está à defesa a construir uma narrativa de pseudo-razões e evasivas 'chapa 5': todos têm que fazer o mesmo, os sacríficios calham a todos no ajustamento, blá, blá, blá... parece uma moça de recados da política da Alemanha.
Os sacrifícios tremendos dos portugueses valeram a pena, o crescimento da pobreza, pergunta ele? Ela diz que o investimento social cresceu sempre durante a crise!!! WHAT!!!??? Epá!! Que mentirosa! O entrevistador ri-se e diz que que os relatórios todos dizem que em Portugal as crianças estão na pobreza e que houve um recuo tremendo nas políticas sociais. Resposta dela: enganaram-se nos relatórios... lol. Diz que diminuiram o custo da electricidade, que têm muitos protocolos de ajudas sociais, que aumentaram as contribuições sociais durante a crise... LOL!!! Que falta de vergonha... a maneira como mente!! Mas ela achará que em Portugal ninguém vê a BBC?
Quanto ao desemprego, diz ele já era enorme e a crise apenas expôs o que já havia. A culpa não é deles... que até contiveram o seu crescimento. Basicamente, todos os dados que ele apresenta ela responde que estão enganados. Ele ri-se e pergunta se estão todos enganados menos ela?
Bem, a quem lhe dava ainda o benefício da dúvida é só ver isto... é que, ou não tem noção da pobreza e problemas socias gravíssimos que a austeridade trouxe às pessoas e ao país ou tem e mente com os dentes todos! Entre uma e outra hipótese venha o diabo e escolha.
O entrevistador diz-lhe que os portugueses não 'compram' a conversa dela pois mesmo em coligação estão a cair em todas as sondagens. Ela diz que estão enganados.
Vê-se que está habituada aos jornalistas submissos portugueses que não fazem perguntas difíceis e não tem resposta de modo que anda ali a dizer coisas... desculpas patéticas... e o tipo a ver que ela está a inventar...
Esta pessoa não me representa, nem ela nem o chefe dela nem ninguém que defenda estas ideias. Estou chocada com esta entrevista! Que falta de nível para uma ministra das finanças em representação do país.
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