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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Com persistência e honestidade baseados em dados e conhecimentos.
Juncker já deu ordens para que o ex-presidente da Comissão Europeia seja tratado como qualquer outro lobista.
Durão Barroso vai tornar-se no primeiro ex-presidente da Comissão Europeia a ver retirados os chamados "privilégios de passadeira vermelha" por Bruxelas, na sequência do cargo que ocupa na Goldman Sachs, avançou ontem o jornal Financial Times.
Isto é tudo triste... é triste e, para ele, uma vergonha, perder a influência priviligiada que tinha em Bruxelas; é triste, para ele e para nós, que tenha escolhido, após sair da Comissão, não usar a influência que tinha em Bruxelas para beneficiar o povo do seu país, que foi o seu trampolim para os privilégios da sua vida - uma espécie de segundo abandono; é triste que tenha sido o exemplo dele a tornar visível a falta de ética e a promiscuidade entre os negócios e os políticos; é triste que seja o Juncker, esse facilitador de negócios -lobista- às grandes multinacionais no seu país a fazer esta figura de regulador ético; é triste que a UE se tenha tornado um local onde alguns vivem com excesso de privilégios à custa das pessoas dos países que os pagam a ferro e fogo; é triste porque ele não precisava deste tacho para viver e podia ter optado por dignidade em vez de ganância.
Esperemos que o Presidente não se esqueça que jurou obediência à Constituição da República e não ao Vaticano ou outra instituição particular qualquer...
Jorgo Riss, director of Greenpeace EU, said: “These leaked documents confirm what we have been saying for a long time: TTIP would put corporations at the centre of policy-making, to the detriment of environment and public health. We have known that the EU position was bad, now we see the US position is even worse. A compromise between the two would be unacceptable.”
(Isto foi dito há um ano - quem se poderá espantar com as conclusões do Tribunal de Contas sobre a privatização da REN e EDP se estas coisas eram já sabidas? E porque é que ninguém fez coisa alguma? Bem, pelos vistos, o Presidente da Comissão de 'fazer alguma coisa' é o mesmo que não lhe interessa que alguma coisa se faça...)
(há um ano - será por isto que Decreto-lei Governo obriga a registar lobby mas deixa de fora deputados...?)
EUA: os tiroteios nas escolas começam a ser rotina mas em vez de se proibirem as armas preparam-se as crianças para serem soldados...

US students will be able to shield themselves during school shootings with the latest in body armour, the Bodyguard Blanket
http://goo.gl/WwvECT
No 10.º e 11.º continua a ser obrigatória, mas, segundo o presidente da SPF, as medidas adoptadas contagiam também estes anos: "Registou-se uma desvalorização da disciplina. Os alunos deixaram de investir tanto nela e há uma maior desmotivação dos docentes".
Ricardo Santos está convicto de que a reafirmação da importância da disciplina será bem acolhida pelos estudantes e que não será difícil cativá-los: "O ensino antes era muito centrado na história da Filosofia. Hoje esta já não tem tanto peso e o ensino é mais focado em problemas que os jovens sentem e que os perturbam e a Filosofia dá-lhes respostas diferentes para estes problemas". Defende, no entanto, que o programa em vigor "está muito ultrapassado, não sendo, por isso, adequado".
Em primeiro lugar, não percebo bem o que é dito porque o exame que existiu até 2007 era para o 12º ano, apenas. Portanto, para alunos de Humanidades que escolhiam a Filosofia como disciplina específica. Ora, o que parece pela notícia é que o vão repôr mas para o 11º ano.
Em segundo lugar, sendo verdade que no 12º ano a disciplina quase desapareceu por ter deixado de ser específica para entrar na faculdade, não sinto nada que a disciplina tenha sido desvalorizada nos outros anos, até porque a nota conta para a média de conclusão do Secundário.
Em terceiro lugar, acho que o programa do 10º está mal construído e muito desequilibrado e até agora, a vantagem que tínhamos era a de podermos reorganizá-lo de modo a dar-lhe interesse e coerência, coisa que vai deixar de ser possível em virtude de termos de treinar os alunos para os exames. Este programa é do tempo do Guterres que achava qua a Filosofia era uma 'coisa' que sevia para dar educação cívica aos alunos. Tem sido influenciado por um grupo que indivíduos que se apelidam a eles próprios de filósofos (pensam que qualquer um que publica um livro sobre um tema filosófico já é filósofo) e têm para aí um lobbie que hostiliza todos os professores que não adoptam os seus manuais e têm uma visão da filosofia que parece estagnada na filosofia analítica dos anos cinquenta, próxima do cientismo: parece que estão ainda no início do século XX, na época do positivismo e têm medo que a Filosofia tenha menos importância que as outras ciências e então querem reduzi-la à Lógica e dar-lhe uma aparência de ciência exacta.
Finalmente a conversa da Filosofia já não olhar para a sua História e servir para responder às questões que perturbam os alunos é uma uma falsa dicotomia porque a Filosofia é a sua História e os filósofos não se tornam obsoletos como os cientistas.
Os problemas da Filosofia no seu contexto histórico e a própria problematização dos temas não são coisas incompatíveis, muito antes pelo contrário.
Depois, a filosofia não é uma terapia, uma mezinha ou um conjunto de receitas ou de conselhos para a vida e para as perturbações dos jovens. É uma ciência que reflecte sobre o Homem, os seus rumos, o que ele é, o que conhece e o que faz. Nessa medida responde a questões que perturbam o ser humano, o que inclui os alunos...
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