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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
A Alemanha lida há vários anos com uma forte carência de profissionais e tem-se desdobrado em esforços para captar recursos qualificados. Mas houve algo que mudou entretanto, conta ao DN fonte ligada ao setor do recrutamento. "As unidades são mais seletivas. Procuram mais profissionais que tenham formação, cultura e língua semelhantes. Por isso têm apostado mais em Portugal, Itália ou Espanha em detrimento dos países de Leste ou árabes."
Daqui a uns anos, quando precisarmos de ir ao médico, vamos até à Alemanha. Quem diz um médico diz um engenheiro, um enfermeiro, etc.
Que futuro tem um país sem os seus jovens qualificados, com uma divída com que nunca poderemos saldar, juros de usuário, não de parceiros, com uma situação tão dramática que a sua sobrevivência depende de estarem todos caladinhos e quietinhos virados para o mesmo lado, género, play dead, para não sobressaltar as hienas [credores] e serem comidos vivos, como disse o Presidente: queremos um governo maioritário na AR para que não haja oposição possível, que ninguém levante ondas [para se poder cortar ainda mais na função pública, nas pensões, mandar mais jovens para Inglaterra e Alemanha, dar mais dinheiro aos bancos, bombardear de vez o SNS, fechar as portas da escola pública, nomear incompetentes sem ter que aturar portugueses queixinhas, etc.] porque se alguém espirra em sentido contrário em Portugal, sobe logo a dívida, os mercados queixam-se, a Alemanha puxa-nos as orelhas, os credores baixam-nos a nota... enfim, estamos na situação do Sísifo... cujo esforço era tremendo e... inútil... sem esperança, como se sabe...
Portugal tem agora a quarta taxa de desemprego mais elevada na união monetária, sendo apenas superado pela Espanha, Eslováquia (14,1%) e Irlanda (13,2%).
A ideia de que temos licenciados a mais e que estão todos no desemprego é falsa. Temos licenciados a menos quando comparados com outros países e o número de licenciados que estão no desemprego são uma minoria quando comparados com os desempregados não licenciados.
Para além disso, mesmo que haja licenciados temporariamente a fazer trabalhos abaixo das suas qualificações, isso não prejudica o país, muito pelo contrário. Uma pessoa com uma formação superior, que estudou mais anos, que se desenvolveu intelectualmente, leva essa formação em termos de mentalidade e visão para qualquer trabalho que faça. Educará os seus filhos com outras expectativas e um horizonte muito mais alargado o que a médio e longo prazo tem influência, não só no seu imediato familiar, mas no país em que vive.
A ideia de que é um desperdício tirar um curso superior foi da da Maria de Lurdes Rodrigues e do Sócrates, esses dois provincianos deslumbrados consigo próprios, que pareciam querer uma sociedade salazarista no pior sentido do termo.
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