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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Queria pôr aqui um dueto de ópera porque hoje passei o dia a armazenar óperas completas para a minha colecção. Descobri coisas lindas, antigas, extraordinárias que andam aí na 'net' - algumas só para fãs, mesmo. Mas não este dueto que é para qualquer bom apreciador do Otelo de Verdi. Aqui numa produção famosa do Scala de Milão, sob a direcção do Carlos Kleiber uma interpretação histórica do Plácido Domingo e do Pietro Capuccilli no final do segundo acto depois da cena em que Iago instila todo o seu veneno nos ouvidos ciumentos do Otelo. Brutal! (para ouvir alto, claro)
Discute-se muito qual é a melhor versão de Nessum Dorma da Turandot de Puccini. Ouvi o Pavarotti cantá-la no Coliseu dos Recreios em 90 e tal. Muito emocionante. Ele tinha uma voz excelente para cantar os italianos, sobretudo o Bellini, o Puccini. Mas nunca o ouvi cantar esta ária em palco, numa representação da ópera. Só em concerto. É totalmente diferente. Esta ária aparece na ópera depois do 1ºacto, que é muito violento, ter sido cantado, depois do segundo acto também. Não é nada fácil cantá-la depois de horas a esforçar a voz.
A Deanna Durbin cantava esta ária, em inglês. Acho que é a única mulher que canta esta ária (que foi escrita para tenor).
Pessoalmente, a interpretação que mais gosto desta ária é a do Franco Corelli que tinha uma voz linda, cheia de força, beleza e virilidade. Mas as gravações dele em vídeo são antigas. Esta também não é nova. Mas é boa. É de uma representação no Scala de Milão. Ele canta de um modo que parece fácil. Só no fim quando o vemos a tentar recuperar o fôlego nos apercebemos do esforço a que a ária obriga.
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