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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
... mas é só por tradição. Dizem-me que é costume atraiçoar uma resolução pelo menos uma vez :) e é só porque li esse título e pensei, 'isto cá nunca aconteceria!'

by Eamon Gallagher
ISABEL ALÇADA no Público
Não há suspensão do actual ciclo avaliativo. Quanto ao próximo, o Ministério da Educação vai comunicar com as escolas para que “não haja trabalho que não corresponda às necessidades efectivas, que não tenha consequências”, declarou Isabel Alçadaapós reuniões com organizações sindicais de professores.
A ministra comprometeu-se a manter o diálogo para analisar o actual modelo de avaliação e o Estatuto da Carreira Docente. Contudo não estabeleceu um prazo para rever estas matérias. “Tudo faremos para que os professores se reconheçam no estatuto e na avaliação”, prometeu. Até lá “todos os professores vão completar o seu processo de avaliação, que será tido em conta na progressão da carreira”, afirmou.
Sobre a divisão da carreira, a ministra disse que será uma matéria a analisar, mas adiantou que deve haver articulação entre o estatuto e o modelo de avaliação.
'Será uma matéria para analisar', 'diálogo', 'logo se vê', 'isso fica para mais tarde', etc.
Não sei porque é que os sindicatos e movimentos estão todos contentes com as declarações da ministra. O que eu leio nelas é: não vamos mudar grande coisa e vamos arrastando a conversa até, ou os sindicatos assinarem um entendimento ou os professores se cansarem.
Se a ministra tivesse intenção de fazer as mudanças que queremos, tinha-o dito. Logo. Assim que chegou ao cargo. Mas não. Deixou que Sócrates e o da Assembleia assegurassem que nada vai mudar e agora vem dizer 'que depois se vê', que há-de pensar-se no assunto', mas mais tarde, que agora é 'para todos serem avaliados' com o regime da outra indivídua...e calados.
Não tenho expectativas positivas desta ministra. Isto tudo me parece fogo-fátuo. Estratégias para não perder face e votos. Mas a educação neste país não precisa de estrategas de votos. Precisa de pessoas que tenham consciência dos problemas, que tenham uma visão educada, que saibam reunir esforços para encontrar caminhos, que tenham uma política, objectivos, visão de futuro, etc.
Esta ministra já disse alguma coisa sobre o que pensa ser o desafio da educação? O que pensa devam ser os grandes objectivos? De que modo esses objectivos servem o país para o seu futuro?
Não vejo liderança à altura dos desafios. Vejo moços de recados ao serviço da agenda pessoal do Sócrates. Nada mais.
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