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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Envolvidos no planeamento terão estado madeireiros, donos de, pelo menos, quatro das maiores empresas de madeiras da região e donos de fábricas que compram e vendem o material, que, alegadamente, reuniram secretamente para acordar os pormenores e também os preços da madeira.
... é que elas depois dizem as coisas e o que dizem não agrada e a esmagadora maioria dos políticos está de acordo com a Manuela Ferreira Leite em não responsabilizar políticos, de modo que, geralmente, a coisa faz-se assim: o político erra, o político nomeia a comissão de inquérito, o político arquiva, o político volta à sua vidinha no cargo seguinte. (veja-se o relatório de 'esclarecimento' do roubo de Tancos elaborado pelo ministério da defesa... é uma risota.)
José Carlos Feijoeiro

Costa, que estava no governo como ministro da Administração Interna aquando dos grandes fogos de 2005 e prometeu uma reforma para nunca mais se verem tais fogos, que não a fez e tivémos que ver morrer mais de 100 pessoas em 2017 para que a reforma começasse vem agora dizer que a culpa das tragédias dos fogos é... da comunicação social... onde já ouvimos isto...? Pois... Socas... Costa em modo Socas a mil à hora.

jornal i, ontem
Relatório diz que há diferenças nas fitas do tempo onde se registou o que aconteceu em Pedrógão. Xavier Viegas diz que "Pedrógão pode não ser caso isolado".
Falta de percepção, falta de conhecimentos, falta de experiência, descoordenação, nomeações à pressa de pessoas sem competência técnica (amiguismo político), falta de comando, comunicações deficientes ou ausentes... estas são as conclusões do relatório que aponta a origem do fogo a cabos eléctricos da EDP que passam pelo meio das árvores e não a raios e coriscos.
No centro disto tudo está a ministra responsável que é mais um exemplo de político agarrado ao poder com unhas e dentes. Tão agarrada que nem os 120 mortos deste ano e as vidas destruídas de milhares lhe abrem os olhos. Uma pessoa que é parte do problema e impede qualquer solução. O paradigma de muitos chefes: medíocres, incompetentes mas crentes, dogmaticamente crentes, na sua grande competência e inteligência e incapazes de assumir responsabilidades. Faz lembrar o Sócrates na negação infantil da realidade. Repugnante.
O pior é esta impressão que temos que ninguém no governo sabe o que fazer e que estamos entregues a incompetentes de maneira que estamos a viver crónicas de tragédias esperadas.
E o primeiro ministro que mostra a sua pior face, a socrática de, 'não tenho culpa, está tudo contra mim, não há nada que possa fazer, é o tempo, os meus ministros são óptimos, a minha lealdade aos amigos é maior que o interesse do país'... tudo repugnante.

fotografia de Fernandes Sofia
Jorge Gomes justifica a afirmação com o facto de as áreas em chamas serem aquelas onde há pastorícia
São estas coisas que retiram credibilidade ao seu trabalho. Se num caso tão dramático o secretário de Estado não se interessa por saber, com um inquérito sério, o que (ou quem) esteve na origem dos incêndios para poder prevenir o futuro, o que será o seu MO em casos muito menos graves...? Na sua enorme sabedoria a verdade cai do céu directamente para a sua cabeça e depois decide sem saber nada do que se passa... é isso que podemos concluir.
Militares portugueses chegaram ao local dos incêndios e depararam-se com militares espanhóis a andar por ali à vontade com veículos e armas próprias como se estivessem no seu país, o capitão português e o espanhol sem saber quem primeiro bate pala a quem e isto sem ninguém ter sido avisado? Portanto, podemos ser invadidos que nem damos por isso?
A moção da assembleia de moradores foi aprovada por unanimidade no domingo e prevê a criação de uma zona de proteção de pelo menos 100 metros à volta da Ferraria de São João.
À volta de Ferraria de São João, o pouco verde que se vê vem das folhas dos sobreiros.
"Foi a demonstração a quem não queria acreditar. Provou a todas as pessoas que não acreditavam", realçou.
Segundo Pedro Pedrosa, há também uma preocupação para que as pessoas "não percam rendimento", querendo replantar árvores de onde as pessoas também possam retirar algum proveito económico.
José Gonçalves, de 48 anos, mora há 25 na Ferraria de São João e, por ele, "o eucalipto devia ser proibido de plantar. O sobreiral foi o que nos valeu".
"Números que deveriam envergonhar qualquer português"
Foram analisados dados de 2000 a 2013 de Portugal, Espanha, França, Itália e Grécia. Nesse período 53,4% de todos os incêndios haviam ocorrido em Portugal. Ou seja, o nosso país tinha maior número de incêndios do que Espanha, França, Itália e Grécia juntas. Em termos de área ardida, o número baixava para 37,7%, mas como a Portugal corresponde apenas 14,7% do território em causa, o resultado é este: temos 3,5 vezes mais incêndios do que a média dos países mediterrânicos e 2,5 vezes mais área ardida.
Um país que é do tamanho de uma região dos outros e não é capaz de fazer prevenção e preservar as florestas do fogo.
Ah! Espera lá que já sei o que é! É ter políticas opostas a fomentar a desertificação do interior, o abandono das terras, a diminuição de efectivos da GNR e outros que vigiam as matas e fazem prevenção. É ter uma política de ocupação rentável dos terrenos. Já repararam que raramente os vastos campos de sobreiros ou de vinhas têm fogos? Pois é...
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