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"Professor", Património Imaterial da Humanidade

Rui Nunes

O professor deveria ser considerado pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade. Não "um professor" individualmente considerado, mas o magistério e a profissão que ele representa.

Porque a educação é o mais potente fator de desenvolvimento de um povo e o garante da construção de uma sociedade plural, igualitária e inclusiva devemos acarinhar e respeitar o "professor". Desde logo o do Ensino Básico e Secundário. Porquanto é ele que molda a personalidade de todas as crianças e jovens e lhes garante, apesar de outras condicionantes sociais e económicas, um futuro aberto às diferentes experiências que a vida pode proporcionar. E potencia a aquisição das competências necessárias a uma plena autorrealização. Não há igualdade de oportunidades sem educação.

 

 

publicado às 06:31


Coisas que revoltam na educação

por beatriz j a, em 27.04.17

 

 

Ontem e hoje tive reuniões de pais. As três DTs têm uma maioria de alunos cujos pais têm em média o 9º ano. Alguns têm mais mas são poucos. As turmas são fracas, os pais não têm recursos, nem económicos, nem intelectuais para ajudar os filhos como eles precisavam. É aí que devia entrar a escola pública, não é verdade? Pois devia... mas não entra. Todas as três turmas têm aulas misturados com outras turmas nas diferentes disciplinas: numa podem estar com a turma x, na outra com a y e na outra foram divididos e metade tem aulas com a x e a outra metade com a z. Quer dizer, a turma em si só existe como entidade teórica no livro de ponto (excepto em algumas disciplinas específicas) ou nem isso e está repartida por dois livros de ponto com letras diferentes numa baralhada total... isto tudo para que as turmas estejam no máximo de alunos possível. O resultado é os professores trabalharem com turmas que na realidade são conjuntos de alunos de duas, três ou quatro turmas diferentes somados em número de 30 ou mais dentro da sala. Claro que é impossível fazer um trabalho diferenciado com estes alunos fracos e cheios de dificuldades, em turmas descaracterizadas, sem identidade, enormes, sem dinâmica própria e, muitas vezes, como acontece em duas das minhas DTs, francamente antagónicas.

 

Hoje os pais de uma das turmas perguntavam-me, 'mas os professores não chamam a atenção da Direcção, não dizem que os alunos assim não conseguem?'. É claro que chamamos a atenção e vai escrito em todas as actas das reuniões mas ninguém quer saber. O Ministério não quer saber de investir na educação, quer é reduzir custos e a inspeção aprova estas barbaridades todas e ainda outras... [como o meu e outros horários, por exemplo...]. E não me venham dizer que é uma questão de dinheiro porque há dinheiro aos milhares de milhão para todos os calotes de todos os bancos, ano após ano...

 

É difícil vermos estas pessoas, que trabalham em fábricas, em supermercados, em restaurantes terem já os filhos a trabalhar metade do dia para pagarem as contas da casa [uma das alunas do 12º ano que trabalha na caixa de um hipermercado disse-me que agora foram proibidas de sentar-se porque isso reduz a produtividade de modo que estão horas de pé a atender clientes, sem pausas... ] e irem aos poucos desistindo da ideia de os verem ter uma vida melhor que a deles porque a escola pública se demite de investir nos alunos e só trabalha para inglês ver: primeiro tratam-se assim os miúdos e a maioria vai abandonando os estudos e chumbando por falta de condições reais de igualdade de oportunidades e depois vem o ministro e manda acabar com os chumbos para fingir que todos têm sucesso, que é uma maneira de tapar as rachas da parede com pintura bilhante. É revoltante.

 

 

publicado às 20:56


As universidades como modelos de expectativas

por beatriz j a, em 25.09.16

 

 

... na questão da igualdade de oportunidades e da violência sexual.

 

 

publicado às 04:56


É sempre bom saber quem é quem

por beatriz j a, em 28.11.13

 

 

 

Uma comissão da assembleia-geral da ONU adotou, na quarta-feira à noite, uma resolução histórica em defesa dos direitos das mulheres, apesar de uma forte campanha contra o texto.

Para conseguir uma aprovação por consenso, os promotores da resolução,  liderados pela Noruega, foram obrigados a retirar um parágrafo que condenava  "todas as formas de violência contra as mulheres". 


Países africanos, Vaticano, Irão, Rússia, China e Estados muçulmanos  conservadores procuraram enfraquecer a resolução, adotada pela Comissão  dos Direitos Humanos da assembleia, disseram diplomatas e militantes, que  assistiram aos debates.  


A campanha para os defensores dos direitos das mulheres beneficiou,  nos últimos meses, do "efeito" Malala Yousafzai, a adolescente paquistanesa  ferida pelos talibãs por ter defendido o direito à educação para as mulheres,  e de Denis Mukwege, médico da República Popular do Congo obrigado a exilar-se  pelo trabalho de ajuda às vítimas de violação.  

Os dois foram candidatos ao prémio Nobel da Paz este ano.  


A resolução apela a todos os Estados para que condenem publicamente  a violência contra os defensores dos direitos das mulheres, para que modifiquem  a legislação que os impede de atuar e para que facilitem aos militantes  um acesso gratuito aos organismos das Nações Unidas.  

"A comunidade internacional enviou uma mensagem clara. É inaceitável  criminalizar, estigmatizar ou restringir os direitos dos defensores dos  direitos das mulheres", declarou Geir Sjoberg, líder dos negociadores do  Governo norueguês sobre a resolução.  


Sjoberg acrescentou que o objetivo principal atualmente era conseguir  que os governos respeitassem os compromissos assumidos neste texto.  

"Há uma grande distância entre as realidades das mulheres corajosas  no terreno e que o que foi acordado hoje  1/8quarta-feira 3/8. O verdadeiro trabalho  começa agora", sublinhou o norueguês.  


O texto deu origem a duras negociações.  

Os países africanos insistiram no respeito dos costumes e tradições,  enquanto a Rússia, o Irão e a China exigiram que os defensores dos direitos  respeitar as leis de cada país, disseram diplomatas e militantes.  


A Noruega decidiu eliminar um parágrafo a estipular que os Estados devem  "condenar firmemente todas as formas de violência contra as mulheres e contra  as defensoras dos direitos humanos e abster-se de invocar os costumes, tradições  ou religião para esquecer obrigações" assumidas.  


Mais de 30 países europeus, entre os quais o Reino Unido, a França e  a Alemanha, retiraram-se enquanto coautores da resolução, em protesto por  esta concessão.  


A Islândia manteve-se como coautor, mas a embaixadora junto das Nações  Unidas, Greta Gunnarsdottir, disse que a concessão era "um mau ponto" para  a comissão da ONU.  


O Vaticano liderou os opositores às referências, neste projeto, em defesa  dos militantes nos domínios da sexualidade, procriação e igualdade dos sexos,  disseram observadores. 


Os prémios Nobel e anciãos ("Elders"), um grupo de antigos chefes de  Estado como o ex-presidente norte-americano Jimmy Carter e o ex-secretário-geral  da ONU Koffi Annan apoiaram a resolução.

 

É sempre bom saber quem são os que procuram manter a 'tradição' da menorização e violência contra as mulheres. Sobretudo para que se desmascarem os falsos 'bonzinhos'...

 

 

publicado às 13:24


Iniciativas para a igualdade de oportunidades

por beatriz j a, em 25.02.12

 

 

 

 

A Plan UK, uma organização não governamental, colocou na paragem de autocarro em Londres um outdoor que só se revela perante as mulheres

Este outdoor não reconhece homens. Só acende quando passam ...

 


Outdoor com reconhecimento facial
Só as raparigas podem ver este anúncio
D.R.

23/02/2012 | 17:50 |

A Plan UK quer alertar para as diferenças de acesso à educação entre homens e mulheres no mundo. E para isso instalou numa paragem de autocarro em Londres um outdoor cuja mensagem só será vista por raparigas.

"Milhões de raparigas por todo o mundo vêem-se negadas ao direito e escolha à educação. Este anúncio é uma tentativa de gerar o debate público sobre este tema", justifica Marie Staunton, CEO da Plan UK. "Embora não estejamos a dar aos homens e rapazes a escolha de ver a totalidade deste anúncio nesta oportunidade - assim têm um vislumbrar do que é ter as suas escolhas mais básicas retiradas - os homens e os rapazes têm um papel vital em ajudar as raparigas em tudo o que quiserem ser", conclui a responsável, citada pela TechCrunch.

 

publicado às 20:20


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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