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As costas do sr. Costa doem que nem Tancos

por beatriz j a, em 30.09.19

 

O mestre apareceu logo a solidarizar-se com o presunto implicado o que fez logo o dog sair da casota dourada para abanar a cauda ao dono. Queixam-se os dois de que estas coisas não se dizem nas campanhas. Onde é que já se viu incomodar os presuntos implicados e, quem sabe, prejudicar-lhes os votos por causa de minudências como ser cúmplice de ladrões de armas do exército? E como quem se mete com o PS leva, o jornal do brother in arms adoptou a táctica de melhor defesa ser o ataque e até a ex-PGR abocanha. A tal que despacharam por ser demasiado despachada para o gosto de alguns tancosos profissionais. Com isto tudo, não admira que as costas do sr. Costa doam que nem tancos.

 

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publicado às 12:20

 

 

... e como promovem apenas aqueles que sabem poder ovelhar.

 

Margaret Thatcher’s government drew up a secret blacklist of its own civil servants thought to be “subversives” in order to keep them under observation and block their promotion, papers released at the National Archives disclose.

...

The government overcame similar problems in the surveillance of teachers by arranging for school inspectors to report directly to MI5.

...

The need for the utmost secrecy is stressed repeatedly throughout the files that have been made available at Kew. One SPL chair, John Chilcot, wrote in June 1988: “It is right on balance to continue with this exercise, despite its acute sensitivity and the high risk of embarrassment in the event of any leak.”

 

publicado às 06:54

 

‘Find Your Passion’ Is Awful Advice

 

Tenho esta conversa/discussão com os alunos desde o 10º ano e continuo pelo 11º e 12º anos. Por dar uma disciplina que iniciam ali no 10º ano e por saber que a maioria, de início, vai achá-la difícil, até ganharem um certo à vontade nas metodologias próprias da disciplina, insisto muito nesta questão de terem que dar oportunidade a novos interesses e serem capazes de auto-motivarem-se para ultrapassar as dificuldades iniciais que sempre existem quando começamos algo completamente novo e que isso é importante para crescerem enquanto pessoas, para lidar com os problemas da própria vida, aumentarem as probabilidades de satisfação com a vida e evitarem ser pessoas que enformam o estereótipo 'trabalho/casa/futebol/telenovelas/trabalho...' ou 'trabalho/shopping/telenovelas/casa/trabalho...'

 

Não é fácil porque a maioria já vem muito formatada neste sentido de pensarem que as coisas, ou se gosta ou não se gosta delas definitivamente, logo à cabeça. As primeiras pessoas a desenvolver o interesse das crianças deviam ser os pais e os primeiros professores porque entre os seis e os dez anos as crianças interessam-se por tudo e estão completamente receptivas a desenvolver novos interesses. Na adolescência, quando começam a preocupar-se em comparar-se com os outros e se tornam muito conscientes e receosas de tudo o que entendem como 'defeitos' e 'incapacidades' é muito mais difícil fazer esse percurso.

 

Nas aulas tenho um nome para isto, chamo-lhe 'atitudes para a aprendizagem', tenho alguns testes de auto-diagnóstico para os alunos se avaliarem nos seus pontos fortes e fracos em diversas áreas formativas fundamentais para a aprendizagem positiva e que incentivo façam duas ou três vezes ao longo do ano para poderem ver a sua progressão e avalio-os eu mesma nas práticas de trabalho de investimento em sala de aula sem as quais não pode haver aprendizagem.

 

Eu própria sou um exemplo desta ideia de que as paixões de desenvolvem com persistência, conhecimentos e experiência, já que fui parar à educação por acaso, não era coisa que me interessasse muito, o que me interessava era a Filosofia, de início foi difícil, mas acabei por desenvolver um enorme gosto pela profissão. Na verdade, cada vez gosto mais do trabalho com os alunos nesta idade da adolescência em que os apanho.

 

O discurso dos governantes e opiniadores sobre os professores terem que ser pessoas que vão para a profissão com grande paixão pela educação, que devem ter espírito de missão, etc. (termos que fazem lembrar o que dizem às mulheres acerca de serem mães - lá está, penso que esta profissão é mal tratada por ser uma profissão maioritariamente de mulheres) não só é irreal (de facto, imensas pessoas que desde novas querem muito ser professores, quando chegam à realidade da profissão desiludem-se e desistem ou não são capazes de ultrapassar-lhes as dificuldades) e ignorante como é pernicioso no sentido de levarem as pessoas a duvidarem da sua capacidade de progredir enquanto professores pelo facto de não terem tido uma paixão de freira pela profissão. 

 

É por isso também que a avaliação de professores não pode ser uma acto de punição (esse desejo de punir professores e o discurso de ódio dos governantes contra os professores parece-me sempre muito freudiano) mas devia ser um trabalho que permitisse às pessoas crescer na profissão. Tantas medidas na educação são tomadas contra as possibilidades das pessoas crescerem e desenvolverem gosto pela profissão... tratam as pessoas como inimigos a abater, criam as piores condições possíveis, físicas, intelectuais e psicológicas, mostram grande ignorância no que respeita às dinâmicas dos alunos, individuais e grupais, em sala de aula, obrigando a práticas estéreis e anti-pedagógicas e depois esperam paixão pela actividade profissional e lealdade aos chefes...

 

Não quer isto tudo dizer que não haja pessoas com grandes talentos e paixões desde muito novas, que as há mas, em primeiro lugar essas são uma minoria e, depois, mesmo essas, têm espaço para desenvolver interesses noutras áreas que não a da sua paixão.

Ainda ontem vi um pequeno documentário sobre uma rapariga que tem agora 12 anos mas que desenha e pinta desde os quatro anos com um talento parecido aos dos autistas 'savants'. A mãe dizia que ela na escola só frequenta as disciplinas que gosta e lhe interessam e que por isso não estuda matemática nem biologia e que acahava que todas as crianças só deviam estudar o que gostam. Achei um discurso tão pobre e fez-me pena a miúda, desde nova, tendo tanto talento, ser impedida de desenvolver-se integralmente e até de melhorar a sua arte com intersecção de conhecimentos de outras áreas.

A maioria dos miúdos, é na escola que tomam contacto com áreas de estudo e trabalho diversificados que lhes abrem portas de interesse e crescimento e um currículo reduzido ao essencial ou ao que 'se gosta' é um fechar de portas no período da vida em que mais interessa abri-las.

Se aplicarmos estas ideias à alimentação vemos como isto é pernicioso: se déssemos às crianças apenas o que gostam de comer e não as levássemos a comer comidas que à partida não gostam, os miúdos só comiam doces e batatas fritas em frente à TV e a videojogos. Aliás, hoje em dia muitos pais têm estas práticas e estes discursos com os filhos mas depois esperam, ao mesmo tempo e muito contraditoriamente, que eles na escola sejam alunos esforçados e trabalhadores ou que os professores os transformem, miraculosamente, em tais pessoas, capazes de investir em áreas que não são imediatamente aprazíveis. Depois dizem que os miúdos se aborrecem nas aulas. Pudera... 

 

publicado às 06:46


Poe a lista cá fora

por beatriz j a, em 20.10.16

 

 

PS não sai em socorro de Rocha Andrade 

Rocha Andrade falou em “lista” de inibições dos governantes face a empresas sobre as quais não devem tomar decisões. Governo apanhado de surpresa.

 

 

publicado às 04:48


"Somos o país do pequeno poder" II

por beatriz j a, em 06.07.16

 

 

É isto: o primeiro ministro teve que ser forçado a entregar a declaração e tem inconsistências relativamente ao que tinha anteriormente declarado. Há 7 conselheiros de Estado que não entregam declarações no prazo legal, entre eles, Guterres e Louçã. A acuidade das declarações não é controlada...

Quando os principais responsáveis pelas decisões que a todos nos afectam têm que ser forçados a cumprir a lei que se pode esperar da sua ética política?

 

 

Clicar nas imagens para ler.

 

 

publicado às 07:59


Mais uma professora agredida

por beatriz j a, em 23.10.14

 

 

 

Uma professora da Escola Básica e Secundária do Cerco, no Porto, foi agredida pelos familiares de uma aluna. A docente, de 43 anos, sofreu vários hematomas ao ser agredida a murros e pontapés.

 

Tudo ocorreu por volta das 15h00 de ontem. A professora, que estava a dar aulas de Matemática a uma turma do 6º ano, confiscou um telemóvel a uma aluna, de 12 anos, na sala de aula.

 

No final da aula, a jovem foi tentar reaver o telemóvel, mas a professora disse que o ia entregar à direção da escola. Depois da situação, a aluna telefonou aos pais, através de um telefone de um amigo, e afirmou que a professora a tinha agredido.

 

Ao saber do incidente, os pais da aluna deslocaram-se à escola e agrediram a professora dentro de uma sala reservada aos docentes, situada no segundo andar de um dos edifícios escolares. Apenas a intervenção de um outro professor evitou que as agressões se prolongassem.

 

A situação gerou preocupação nos outros docentes da escola. "Estamos preocupados com a nossa segurança, pela forma como os pais conseguiram entrar na escola sem que ninguém os impedisse", disse um professor, que não quis ser identificado. As aulas foram canceladas da parte da tarde, devido a este episódio de violência. Os professores estiveram reunidos e exigiram que fossem tomadas medidas de segurança. Foi aberto um processo disciplinar à aluna, que pode agora vir a ser suspensa.

 

Cá para mim estes pais deviam ser proibidos de voltar a entrar na escola. Querem falar sobre a filha? Falem ao portão da escola. A aluna devia ser expulsa. A escola não pode ter um ambiente de pátio de prisão com ameaças e pancadarias.

Os pais conseguem entrar assim nas escolas porque as escolas têm uma dramática falta de funcionários de modo que não há maneira de vigiar nem um décimo do espaço escolar... e a maioria dos funcionários são contratados que passam uma parte do ano a aprender o trabalho para serem mandados embora no fim do ano e recomeçar tudo outra vez. Às vezes admiro-me que não haja mais casos destes...

 

Choca-me sempre estes pais que mandam os filhos para a escola para que os professores os eduquem enquanto eles os deseducam pelo exemplo que dão. E estes pais acreditam sempre nas coisas que os filhos dizem como se não vivessem com eles e não soubessem que os miúdos são miúdos e têm comportamentos de miúdos...  a quantidade deles que se volta para nós e diz, ' o meu filho/a não mente' com ar categórico... mas qual é a criança ou adolescente que nunca mentiu...? Qual é a família onde os pais nunca apanharam os filhos a dizer mentiras idiotas para escapar a castigos...? Mas as pessoas são parvas? E nem se dão ao trabalho de averiguar, vão logo bater nas pessoas e armar confusão.

Em vez de controlarem o estudo dos filhos e lhes exigirem respeito pelos adultos em geral e os professores em particular, dão-lhes telemóveis e PSPs para os calar e não terem que se chatear.

 Ainda ontem uma aluna me dizia que a irmã, que tem 8 anos, estava viciada na PSP... os pais começam desde cedo a treinar os filhos para serem viciados em jogos alienantes, maus estudantes, mentirosos e por aí fora.

 

Eu sei que estes que fazem estas coisas de agredir são uma pequena minoria mas não podia haver nem um a fazer isto. Isto devia ser considerado um acto gravíssimo com consequências muito pesadas. As escolas estão cheias de crianças e adolescentes, não podem ser espaços de tolerância de violência.

 

Também não ajuda a profissão ter sido degradada pela Rodrigues e por este Crato, que tratam os professores com a maior desconsideração (na minha opinião o que a outra fez durante anos foi bullying) e abuso de poder sempre que lhes dá para isso. É evidente que aquilo que fazem os maiores responsáveis pelos serviços aparece aos outros como um modelo do que é permitido e até desejável, fazer. Implicitamente é uma autorização para que outros os imitem.

 

É como dizia a crónica da mulher empoleirada no banco: as empresas e, acrescento eu, os serviços públicos da educação (não falo da saúde porque não estou por dentro dos assuntos) estão tão precarizados e degradados, os funcionários tão isolados, expostos às arbitrariedades e abusos dos que mandam, entrincheirados nos cargos anos a fio sem de lá saírem nem em face da incompetência mais gritante que tornam-se presa fácil para todos os mal formados sem escrúpulos, todos os predadores que por aí andam camuflados de pessoas normais que se queiram aproveitar da sua situação de exposição, precaridade e isolamento.

 

A cobardia que os governantes têm mostrado em todos os assuntos da educação, a maneira como se aproveitam da educação para fins políticos e não hesitam em degradar a vida de milhares de pessoas, enoja-me. Enoja-me que pessoas que falam do desgaste da profissão, das condições e pressões abusivas a que estão sujeitos os professores, mudem de discurso e de prática assim que se apanham num cargo. Enojam-me todos os que compactuam com este sistema e aproveitam-se dele para seu benefício pessoal. Enojam-me todos os que assobiam e olham para o lado face a estes casos, alguns dos quais, em anos recentes, já acabaram em suicídios.

 

 

publicado às 03:58

 

 

Um novo aumento de impostos que agora é “o mais pequeno possível”

 

Depois do “enorme aumento de impostos” de Vítor Gaspar, chegou o aumento de impostos “o mais pequeno possível” de Maria Luís Albuquerque. O Governo reduziu os cortes a funcionários públicos e pensionistas, mas subiu o IVA e a TSU

 

 

O governo reduziu os cortes??!! O meu ordenado, desde Janeiro que vem com um corte de quase 150 euros liquídos...

 

Três dias depois de garantirem não haver aumentos de impostos... aumentam os impostos. As declarações dos governantes deviam ser acompanhadas da indicação do prazo de validade como os iogurtes para não corrermos o risco de adoecermos de as engolirmos...

 

 

publicado às 09:55


Os governantes da Europa

por beatriz j a, em 14.11.12

 

 

 

 

Uma pessoa lê estas notícias e dá-se conta de como sabemos pouco do que se passa em Bruxelas e do que se passa nas comissões e no Parlamento Europeu. E no entanto, são eles que nos governam.

Un enemigo del aborto y los gais aspira a dirigir la salud en la UE

El mayor escándalo que ha vivido la Comisión Europea en la última década amenaza con alargarse más de lo previsto. Después de que el maltés John Dalli se viera obligado a dimitir de su puesto de comisario de Salud y Política de Consumidores por un oscuro episodio de tráfico de influencias, el sustituto propuestopor el Gobierno de la pequeña isla del Mediterráneo corre el riesgo de caer antes de ser nombrado. El problema no es, como en el caso de Dalli, una poco recomendable amistad con un lobbista que pidió 60 millones de euros a una empresa sueca de tabaco a cambio de legislar a su favor; los impedimentos se centran ahora en las ideas ultraconservadoras del candidato, el exministro de Asuntos Exteriores de Malta Tonio Borg.

 

Habrá que esperar hasta la próxima semana para conocer el veredicto final del Parlamento. Pero la decisión que tomen mañana los presidentes de los grupos parlamentarios y el de la Eurocámara ya dejará claro las posibilidades que tiene Borg para hacerse con el cargo.

 

El hombre que hace tres años defendió excluir a las parejas homosexuales de la normativa europea sobre libre movimiento de personas con el argumento de que había que proteger tan solo las relaciones acordes con el interés nacional de Malta se presentó ayer en el Parlamento Europeo con un discurso moderado. "No abandonaré mis convicciones personales", aseguró Borg en su comparecencia de tres horas ante la Eurocámara, pero insistió en varias ocasiones que su ideología no le impediría respetar el derecho europeo.


El maltés quiso blindar  en la Constitución de su país al "no nacido"

“Usted en un extremista incluso bajo los parámetros de un país conservador como Malta”, le espetó un eurodiputado. “¿Cómo puede garantizar que su forma de pensar no influirá en su trabajo como comisario”, le pregunto otro parlamentario. “Respetaré la carta de derechos fundamentales”, respondió Borg, que insistió en varias ocasiones en que asuntos como el aborto deben respetar el principio de subsidariedad, es decir, que cada Estado los regule sin interferencias de la UE.

 

El problema que encuentran los europarlamentarios verdes, liberales y socialistas es que estas declaraciones de buena voluntad vienen de la misma persona que como ministro de Justicia pidió que la Constitución de Malta estableciera que la vida comienza en el momento de la concepción y que definió el aborto como un asesinato. Varios miembros de la Eurocámara mostraron su preocupación por el hecho de que el autor de estas frases esté a punto de ser nombrado como la máxima autoridad europea en salud, con competencias en materias como las políticas de planificación familiar, enfermedades de transmisión sexual e investigación.

 

El episodio de Borg recuerda al que protagonizó el italiano Rocco Butiglione en 2004, cuando el presidente de la Comisión Europea aceptó su candidatura para hacerse con la cartera de Justicia, Libertades y Seguridad. El nombramiento de Buttiglione suscitó críticas después de que el político democristiano asegurara que la homosexualidad es un pecado y que la familia existe “para permitir a las mujeres tener hijos y ser protegidas por un hombre que las cuide”. Finalmente, el entonces primer ministro italiano, Silvio Berlusconi, retiró su candidatura y propuso en su lugar a Franco Frattini

 

publicado às 08:32


Como os outros podem servir-nos de espelho

por beatriz j a, em 05.09.12

 

 

 

 

Como as acções dos governantes comprometem os países, por vezes para séculos, de dependência e pobreza.

 

 

All the Shah's Men: An American Coup and the Roots of Middle East Terror
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Como Nasir al-Din Shah, rei do Irão entre 17 de Setembro de 1848 e 1 deMaio de 1896 vendeu concessões dos mercados e indústrias do Irão a coorporações e governos estrangeiros para suportar o seu extravagante estilo de vida, o que culminou na revolta do tabaco.
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"Os oficiais britânicos, preocupados com as revoltas dos nativos na Índia, queriam uma linha de telégrafo nos postos de comando. Em 1857 compraram uma concessão para construir uma linha através do Irão. Franceses, alemães e austríacos compraram uma variedade de outras concessões. Um inglês de origem germância, o Barão Julius de Reuter, da famosa agência de notícias, ganhou a mais valiosa de todas. Em 1872, por uma soma calada e uma promessa de futuras 'royalties' comprou os direitos exclusivos de gestão das indústrias do país, da irrigação dos campos, da exploração dos recursos minerais, do desenvolvimento das linhas de caminho de ferro e das estradas, da banca nacional e, até, da impressão de dinheiro. Lord Curzon descreveu isto como 'a maior e mais completa, rendição da totalidade dos recursos industriais de um país nas mãos de um país estrangeiro, muito para além de qualquer sonho imaginado e, muito menos realizado, na História...'
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Os patriotas iranianos ficaram, naturalmente, indignados. Tal como os mercadores e homens de negócios que viram as suas oportunidades serem-lhes roubadas, de repente. Os clérigos temeram pelo seu estatuto num país tão dominado por interesses estrangeiros. A Rússia, o vizinho mais poderoso do Irão, alarmou-se ao ver um britânico com tanto poder ali mesmo ao pé da sua fronteira. Até o governo britâncio, não tido nem achado neste negócio de Reuter, duvidou da sua sabedoria. Finalmente, Nasir al-Din Shah percebeu que tinha ultrapassado os limites do possivel e revogou a concessão menos de um ano depois de a conceder...

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Nos anos que se seguiram vendeu três concessões a consórcios britâncios. Um comprou os direitos de prospecção de minério que tinham pertencido brevemente a Reuter, outro o direito exclusivo de estabelecer bancos e o terceiro o direito exclusivo de fazer comércio ao longo do rio Karun, o único navegável no Irão. A Rússia protestou mas calou-se quando o Xá lhes vendeu os direitos exclusivos da pesca de esturjão e comércio de caviar. Através destas e outras concessões todos os recursos do país foram passados para as mãos de estrangeiros. O dinheiro que chegava aos cofres do Irão serviam para sustentar a luxuosa corte do Xá. Quando gastou todo o dinheiro pediu um empréstimo a bancos britânicos e russos...

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Isolado na sua corte vivia à margem do crescente descontentamento. Em 1891 vendeu a indústria tabaqueira aos ingleses. Segundo os termos da concessão, todo o agricultor que cultivasse tabaco tinha que o vender à British Imperial Tobacco Company e, cada fumador tinha que comprar o seu tabaco numa loja da rede de lojas do Comércio Imperial Britânico.

Já naquela altura, como hoje, o Irão era um país de agricultores e fumadores. Por todo o país, milhares de agricultores pobres cultivavam tabaco em pequenas parcelas; toda uma classe de intermediários cortavam, secavam, embalavam e distribuíam o tabaco. E milhares fumavam-no. Que este produto nativo fosse tirado ao povo que o produzia  e fosse transformado num instrumento para exclusivo lucro de estrangeiros foi tido como um grande insulto. Uma coligação de intelectuais, agricultores, mercadores e clérigos como nunca se tinha visto no Irão, resolveu resisitir. O líder religioso do país, Sheik Shirazi, apoiou o protesto e, num acto de rebelião, apoiou uma 'fatwa', uma ordem religiosa, declarando que, enquanto os estrangeiros dominassem a indústria do tabaco, fumar constituiria um desafio ao 12º Iman, "que Deus apresse a sua vinda". As notícias desta ordem rapidamente se espalharam pelo país, através do telégrafo britânico construído umas décadas antes. Praticamente todos obedeceram. Nasir al-Din Shah ficou surpreendido e, depois, assustado, com a unanimidade do protesto. Até as suas mulheres deixaram de fumar. Não teve outra hipótese senão revogar a concessão. Para piorar esta indignidade teve que pedir emprestado meio milhão de libras dum banco inglês para compensar o Império Britânico pelas suas perdas...

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Cada vez mais distante do povo e da própria realidade, Nasir al-Din Shah acabou por ser assassinado. Sucedeu-lhe seu filho que embarcou numa vigem pela Europa com dinheiro que pediu emprestado a um banco russo... (em delancey.com) 

 

É difícil não fazer comparações com a nossa situação de há dois séculos para cá, com alguns intervalos de excepção. Também nós, nestes últimos vinte anos, aceitámos destruir a indústria e a agricultura e estamos obrigados a comprar alimentos e outros produtos a países estrangeiros. A Grécia já nem os portos nacionais tem e já lhes foi sugerido, como a nós, que vendessem território nacional. E continuamos nesta senda dos governantes hipotecarem os países e depois cortarem em serviços fundamentais e empobrecerem as pessoas para pagarem os seus erros políticos e as suas vidas de deslumbramento.



publicado às 12:48


os parasitas do sistema

por beatriz j a, em 13.01.11

 

 

 

Grande Investigação DN - 7.ª parte

Caixa já empregou 23 ex-governantes na administração

Pagamos aos governantes duas vezes: a primeira enquanto estão nos governos, a segunda na C.G.D. (ou EDP ou outra) quando saem dos governos e querem continuar a parasitar os trabalhadores. É por isso que algumas empresas públicas têm 40 adimistradores ou mais. Vão para lá apesar de nada saberem dos assuntos, o que explica a merda em que o país está...Depois tira-se a comparticipação dos medicamentos aos que têm o ordenado mínimo ou cortam-se salários, etc. tudo para que nada falte aos parasitas do sistema.

 


publicado às 10:01


pagamos a incúria dos governantes

por beatriz j a, em 20.11.10

 

 

 

Teixeira quer salários baixos

O ministro das Finanças defendeu ontem que toda a actividade económica deve seguir uma política de "contenção e disciplina salarial, para não prejudicar a competitividade do País".

 

O ministro das Finanças não descansa enquanto não nos vir a todos na miséria e para isso ordenou o roubo nacional.

 

publicado às 14:56


fome no mundo real

por beatriz j a, em 16.06.10

 

 

Voluntários evitam que a fome atinja 38 famílias da Bela Vista

O dinheiro nem sempre chega para a comida. Dezenas de famílias carenciadas de Setúbal recorrem por isso ao apoio alimentar concedido todas as noites na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição. Para muitas, esta ajuda é essencial para sobreviverem.

No distrito de Setúbal, as refeições são servidas também em Azeitão e no Barreiro, abrangendo quase 400 pessoas. “São potenciais sem-abrigo”, nota Rogério Figueira, vice-presidente da Casa, que tem outras parcerias em Lisboa, Porto, Coimbra, Funchal, Faro e Cascais. “Há cada vez mais necessitados. Em Faro, por exemplo, de um momento para o outro passámos de 60 para 400 pessoas”, recorda.

 

Às vezes penso que certos governantes deviam fazer uma sabática de mundo real de cinco em cinco anos. Vir dar um ano de aulas para a minha escola, por exemplo, onde a maior parte dos alunos pertence à categoria A em termos de subsídios do SASE.Lidar com eles e com as famílias, para se aperceberem do que andam a fazer às pessoas.

publicado às 05:37


o futuro

por beatriz j a, em 29.12.09

 

 

Há cada vez menos famílias com filhos
A proporção de famílias com filhos caiu quase um ponto percentual em 2008, representando 55,9 por cento do total de famílias, quando há seis anos este valor situava-se nos 59,6 por cento, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (SOL)

 

 

E cada vez haverá menos. Ter filhos é um luxo neste país. Caríssimo. E como se isso não bastasse, as mulheres são descaradamente discriminadas no trabalho por terem filhos, de modo que, ou não os têm ou adiam até à última o momento de os ter. Mesmo na administração pública, onde o Estado deveria dar o exemplo há discriminação. E, tendo poucas crianças para cuidar, apesar de saber que são o futuro do país, que faz o Estado? Cuida delas? Dá-lhes uma educação de qualidade para que, ao menos, essas crianças, embora poucas, venham a ser cidadãos/cidadãs de valor e préstimo para o país? Não! Pelo contrário. Descura completamente a sua educação, que põe na mão de ministros sem valor ou mérito ou até trespassa o assunto para uma qualquer repartição de finanças; trata mal os professores: quanto melhores são mais se esforça por pô-los a andar das escolas; deixa as escolas sem condições e às mãos de socratezitos ou de pessoal das autarquias.

Grande futuro se está a construir para este país...

 

 

publicado às 21:28


como os pequenos imitam os grandes

por beatriz j a, em 06.12.09

 

 

Ontem quando fui à baixa entrei numa sapataria porque ao passar olhei e vi lá dentro uma senhora que conheço há muitos anos como vendedora de outra loja ali perto, que costumava ser uma loja com roupas de marcas caras e está em pré-falência.

Disse-me que esteve 6 meses no desemprego depois de sair da loja com 3 ordenados em atraso. Que foi a última das empregadas a sair porque estava lá há 15 anos e foi resistindo.

Contou-me que os 2 filhos da dona eram rapazes com a mania das grandezas que levavam uma vida de luxo, embora não trabalhassem; que andavam sempre em discotecas e jantaradas entre Lisboa e o Algarve com carros a condizer; que a certa altura começaram a ir ao dinheiro da loja para pagar dívidas; já com dívidas construiram uma vivenda com materiais importados muito caros; iam para a loja gabar-se das viagens a Nova Iorque e de todas estas despesas; a dona meteu-se em grandes despesas também; é claro, a certa altura não havia dinheiro para pagar aos fornecedores, nem aos empregados; a dona da loja, que tinha boa reputação, perdeu-a e, com isso, o crédito da banca também se foi; as marcas tiraram de lá as mercadorias: os empregados ficaram sem salário.

Disse-me que recebeu o último ordenado há pouco tempo porque soube que a dona da loja ia fazer um cruzeiro com amigos e arranjou maneira dela saber que ia aparecer no dia da partida, mais a filha, para se despedir dela e lhe dizer que ia em cruzeiro com o seu dinheiro.

 

Este caso é o espelho do país. Portugal é a loja dos nossos governantes. Também eles e os seus amigos levam uma vida de luxo, embora sejam uns incompetentes e muitos vivam de aldrabices e artimanhas. Parasitas deslumbrados, fogem ao fisco e vivem para ostentar. Mesmo já cheios de dívidas continuam a gastar consigo e com os amigos, para dar uma de ricos, como se a realidade fosse uma telenovela. Entretanto, os empregados, que são o povo, que se lixe no desemprego.

E como podem, porque mandam, de vez em quando sobem os impostos, como fazia o xerife na história do Robin dos Bosques. E quandos lhes apetece ainda vêm a público dizer que a culpa é dos trabalhadores que não prestam, ou dos professores que são verbo de encher neste país.

Se as pessoas são sempre as mesmas como há-de o país mudar?

 

 

 

publicado às 08:33


Sugestão

por beatriz j a, em 24.08.09

 

 

Elisa Ferreira quer combater analfabetismo  JN

20h40m

A candidata socialista à Câmara do Porto apresentou hoje, segunda-feira, várias propostas para combater os problemas de insucesso e abandono escolar, iliteracia e analfabetismo que considera "afectarem a coesão interna da cidade".

 

Outra... a grande amiga do tipo do futebol do Porto quer também «dizer coisas» sobre educação. Quem dizia coisas, 'se bem me lembro', era a prima do Solnado...porque não começa pelos colegas de partido, nomeadamente pelos que estão no governo? Um curso de inglês técnico aqui, outro de geografia política ali...

 

 

 

publicado às 23:46


L.S.D.?

por beatriz j a, em 27.05.09

 

 

 

O Vital Moreira diz que estamos a asistir a revolução na educação!

O Almeida Santos quer que o povo do planeta pague imposto!

A grande paradigma do dom de Midas ao contrário diz que está muito satisfeita com o trabalho que fez!

 

Às vezes penso que voltámos aos anos 60 e 70 quando as pessoas alucinavam com LSD.  Não vejo outra explicação.

Quem é que escreveu o guião deste país? Nem para telenovelas isto serve.

Quando nos veremos livres destes pesadelos humanos?

 

 

publicado às 21:21


A palavra dos deputados faz fé...

por beatriz j a, em 10.04.09

 

 

Governantes ao serviço do povo?

 

 

 

 

Os deputados podem faltar até cinco dias - uma semana, se contarmos com os fins de semana - sem dar cavaco a ninguém porque a palavra dele «faz fé»?

Eu, na minha imensa ignorância, pensava que os deputados eram representantes do povo. Pensava até, vejam só, que tinham o dever de prestar contas aos que os elegeram. Afinal, estava enganada: suas excelências são ícones, objecto de crença. O Parlamento é seu altar.

 

Processos onde uns se endeusam a si próprios acabam sempre com cerimónias onde é obrigatório o sacrifício de outros - como se vê, olhando para o mundo, para a crise, e para os que nos governam... não estão superiormente ilustrados nesse cartoon, aí em cima?

Quem ainda acredita nestes políticos, com tanta informação disponível para nos abrir os olhos, terá o que merece. É claro que esses arrastarão os outros. São os tais, os sacrificados no altar das vaidades e ganâncias dos que se armam em feiticeiros da tribo só porque meteram a mão numas máscaras que exibem para impressionar os indígenas.

  

 

 

 

publicado às 10:11


Futuros governantes

por beatriz j a, em 24.03.09

 

 

 

Tenho aí uma meia dúzia de alunos talhadinhos para as cadeiras do poder.

Escrevem mal e têm vocabulário muitísssimo reduzido (todas as palavras lhes são estranhas e riem-se muito delas - divã, por exemplo, provocou risos desenfreados e perguntaram se eu não estaria enganada ou a inventar palavras!) mas não se coibem de corrigir o meu português, ou o dos filósofos e outros pensadores; aliás, também são especialistas em dar opiniões que, naturalmente, são, de longe, muito mais importantes que as reflexões de qualquer pensador, cientista ou filósofo, já para não falar das minhas.

Não estudam, são cábulas profissionais, mas negam sempre a prevaricação. É claro que a culpa dos maus resultados é notoriamente minha, até porque se escreveram disparates nalgum teste só o fizeram porque foi tal qual o que eu disse nas aulas, sendo que a prova provada é que está escrito naquele objecto enrolado e puído de tanto encher o bolsos de trás a que chamam caderno.

O objectivo imediato deles é passar sempre sem terem de estudar e a seguir arranjar emprego que dê muito dinheiro sem que seja necessário trabalhar.

São mal educados, não tanto por malícia mas por ausência de consciência das coisas - «não se medem», têm aquela arrogância um bocado confrangedora de quem, para explicar que andou neste ou noutro curso, fala da sua carreira académica...

Enfim, são cerca de meia dúzia entre os dezassete e os dezanove anos. Quando olho para eles parece-me estar já a ver sócretinos, moreiras, rodrigues, lemos, pedreiras e afins em potência.

 

 

 

publicado às 13:15


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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