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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Uma cenário simples, sóbrio mas inteligente porque a Gulbenkian não tem palco de ópera e não dá para ter ali cenários complexos. A orquestra tocou excelentemente com um maestro que não conhecia, um tipo novo, muito bom. O coro excepcional. Gostei muito do Tebaldo, um tenor português e do Mercúcio, um barítono americano muito bom. A Julieta veio a melhorar ao longo da ópera porque começou mal, quanto a mim. Parecia que não tinha aquecido a voz. Agora o Romeu... primeiro parecia um merceeiro de quarenta anos com a camisa aberta até quase ao umbigo (houve uma altura em que andou a cantar uma cena romântica à Julieta com a braguilha das calças aberta o que não ajudou nada...), depois a voz dele não tem o tom romântico, quente e cheio, suave em registo alto, que o papel requer. Pelo contrário, tinha uma voz áspera em registo alto e sem nenhum romantismo. Uma chatice... mas as pessoas parece que gostaram porque baterm-lhe muitas palmas e gritavam e isso. Para mim estragou um bocado aquilo tudo. Achei-o mesmo descativante.
Não gostei da maneira como puseram a Julieta a entrar no palco na primeira cena. Foi ridículo, para não falar no Romeu que parecia um merceeiro vestido de cabedal preto com uma camisa encarnada... quer dizer, o Romeu é irreverente mas tem 14 anos, é romântico e lírico, não um gangster. No geral foi bom e valeu. Pena o Romeu...
Uma voz de Romeu é assim:
Para ouvir bem alto...
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