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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
O seu vínculo ao Goldman Sachs é a causa do fim do contrato, diz a imprensa suíça. Antigo professor cortou relações com Barroso, o aluno-prodígio
Talvez comece uma era em que seja muito mais difícil os políticos irem para os cargos para se dedicarem a resolver a sua vidinha à custa dos outros todos... ... era bom.
E defende-se: “se se fica na vida política é porque se vive à conta do Estado, se se vai para a vida privada é porque se está a aproveitar a experiência adquirida na política”.
Esta não é uma empresa privada qualquer. É a empresa que congeminou a falcatrua das contas gregas para enganar a UE, é a empresa que usa prostitutas para atrair fundos soberanos que depois geram perdas de mil milhões, é a empresa que faz e desfaz governos, que vive do tráfico de influências que é uma coisa muito diferente de fazer lobbying. É a este cão perigoso sem açaime que o senhor vai entregar a sua lealdade. E não, isto não dignifica os portugueses. O que dignificaria os portugueses era o senhor e os outros portugueses que ocupam cargos de influência fazerem um trabalho positivo para a Europa e para o mundo e não para as suas vidinhas pessoais. Mas lá está... se fossem pessoas desse calibre nem eram abordados por certo tipo de cães, para usar as suas palavras.
O FMI disse-me que se livraram dele [António Borges] porque não estava à altura do trabalho e agora chego a Lisboa e descubro que está à frente do processo de privatização. Há perguntas que têm de ser feitas”, defende o correspondente financeiro do “Le Monde” em Londres, em entrevista à Renascença.
Marc Roche é o autor de um livro, já premiado, que conta a história da Goldman Sachs e de como este banco dirige o mundo. Na obra são denunciadas as estreitas relações entre a banca e o poder. O correspondente diz que António Borges, ex-quadro da Goldman Sachs e ex-director do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a Europa, surge neste tabuleiro como um peixe pequeno, mas que levanta sérias reservas tendo em conta a tarefa que tem agora em mãos.
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