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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
A imagem é má e o som não é famoso mas é a voz dele. E o maestro é o Spivakov, esse violinista extraordinário. Faz pouco mais de um ano que este homem morreu - o Dmitri, não o Spivakov. Já disse aqui que os ouvi, a um e a outro? Acho que sim. Tenho essas memórias gravadas em mim e de vez em quando, só muito de vez em quando, senão gastam-se, passo-as na minha mente.
Che farò senza Euridice?
Dove andrò senza il mio ben?
Euridice, o Dio, rispondi!
Io son pure il tuo fedele.
Euridice! Ah, non m´avanza
più soccorso, più speranza
ne dal mondo, ne dal ciel.
(feeling blessed ❤️ pelas coisas belas da vida: a música genial dos alemães, o lirismo da língua italiana, a voz profunda dos barítonos russos, o talento dos instrumentistas japoneses)
Orphée e Eurydice de Gluck, versão revista por Berlioz. Espectativas positivas :)) mais porque gosto muito desta ópera e porque neste país é tão raro podermos assistir a uma ópera ao vivo que é como um golo de água numa jornada pelo deserto...
Esta ópera de Gluck não é só sobre o amor. É também sobre o poder extraordinário da música. Há algumas versões desta 'aria' de que gosto muito, tanto cantadas por mulheres como por homens. Esta é uma delas. É comovente o sentimento de perda que a M. Horne consegue pôr na voz.
Tanto sentimento na voz sem nunca perder o controlo...
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