Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau

daqui:

O número de funcionários públicos representa um sétimo do total da população empregada, que são cerca de 4 milhões e meio, um pouco mais. Estes 669.725 mil portugueses, exceptuando os políticos, gestores públicos e afins, são pessoas que pagam os impostos todos que têm a pagar pelo salário que auferem. O salário é todo esmiuçado antes de cair na conta e não temos maneira, mesmo que o quiséssemos, de fugir ao fisco. Dos trabalhadores no privado, uns por conta própria, outros não, não sabemos ao certo quantos pagam impostos pelo que ganham mas sabemos que a fuga ao fisco é generalizada (são os artistas, os clubes de futebol, a restauração, as oficinas, os cabeleireiros, o alojamento local, as empresas em geral...) e sabemos que desaparecem aos 10 mil milhões de euros de cada vez... ora, não são os funcionários públicos, com excepção dos referidos políticos, gestores e afins (esses têm grandes benesses como carros, subsídios de tudo e mais alguma coisa, cartões de crédito, etc.), que têm maneira de fugir ao fisco. Portanto, quando se diz que os trabalhadores do privado sustentam os funcionários públicos, é pura demagogia, às vezes dos mesmos que fogem ao fisco ou que têm empresas que vivem dos subsídios do Estado e vivem à conta dos que pagam os impostos.
Depois, como se vê pelos dados, temos menos 8% de funcionários públicos que em 2011.
Comparando com dezembro de 2011, o emprego público registou uma quebra de 8%, correspondente à redução de 58.080 postos de trabalho, revela ainda o documento.
|
2017
4.756,6
Indivíduos .
|
|
.
|
E, efetivamente - e isso é o que verdadeiramente preocupa os "donos disto tudo" -, há um efeito de contágio nestas medidas. É que, diz a História, estas medidas tomadas no setor público (e muitas outras poderiam já ter sido tomadas!) acabarão por beneficiar os trabalhadores do setor privado, quer em termos de salários, quer em termos de duração dos horários de trabalho.
Só de ler a notícia e sem saber mais nada do caso há uma pergunta que nos vem logo à cabeça: como é que funcionários públicos, ainda que sendo presidentes dos Notariados ou do SEF ou sendo chefes de uma Secretaria de Estado têm dinheiro para pagar a estas firmas de advogados? Há Funcionários Públicos e funcionários públicos... Decididamente, faço parte dos funcionários públicos...
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.