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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau

Fátima Costa
Ah... que bela poesia há num dia de invernia.

Heidi Moreno

Gustav Klimt
Assinalam-se hoje 175 anos da sua morte. Pintor e botanista, ficou conhecido pelas aguarelas de flores, sobretudo rosas, de tal maneira que lhe chamavam, O Rafael das Rosas.
Uma mestria, uma atenção ao detalhe e um gosto extraordinários. Foi artista e professor de arte Maria Antonieta e das duas mulheres de Napoleão. Por causa dele gerou-se, na época de Napoleão, uma moda de plantar e criar rosas que passou depois para a decoração, o papel de parede, os tecidos, etc. Alguma rosas, chamadas, 'rosas antigas', já só as podemos contemplar nas suas pinturas, visto que se perderam.
Redouté morreu em Paris mas era belga, da pequena cidade de Saint-Hubert, nas Ardenas. Para quem mora para essas bandas pode ir visitar o museu MUSÉE PIERRE-JOSEPH REDOUTÉ | e apreciar as suas obras.


Johann Jakob Walther - da: Horti Itzsteinensis, XVII sec., Victoria and Albert Museum

Ilha das Flores, Açores

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...que apesar de tudo o mundo está cheio de beleza.
marcella kaspar

The Great Lily of Nainee Tal, in North India

Hoje, quando vínhamos de Palmela de mais uma caminhada vinha a reparar nas Magnólias e nas Buganvílias. Estas então nascem por todo o lado. Qualquer quinta abandonada tem um maciço de buganvília exuberante que cai como uma cabeleira sobre o muro. Elas são roxas, umas, e outras daquele tom cerise forte. Intervaladas com as magnólias em flor e com os eucaliptos gigantes... isso e o céu de um tom azul indígo brilhante com núvens em forma de andorinhas... não sei, bençãos da natureza que acalmam o espírito.

jill brooks
keith miller
patrick gordon
Não há um dia das rosas, ou dos narcisos, ou das gardénias, ou do jasmim, ou dos amores-perfeitos? Há dia mundial de tanta coisa...as flores alegram tanto a disposição, sobretudo se têm aroma perfumado. Temos tantas flores e há tão poucas floristas. E as que existem têm tão pouca variedade de flores. E caríssimas. Uma pessoa viver no campo e todos os dias poder andar no meio de flores e cheirar flores é um luxo.
Li que as pessoas muito infelizes compram flores, sobretudo rosas, à segunda-feira, que é uma maneira de se precaverem contra as expectativas negativas que têm para a semana. Não sei se tenho um dia para comprar flores. Sempre que posso compro. Agora ando à procura dum vaso com três narcisos azuis. Vi um outro dia no supermercado. Lindos, os narcisos. E que aroma. Fiquei que tempos a cheirá-los. Não sei porque não os trouxe. Custavam dois euros. A felicidade por dois euros...devia tê-los trazido.
Patrick Gordon
Em inglês, 'forget me not'; em italiano, 'non ti scordar di me'

Quando eu era miúda e vivia no Alentejo havia um pequeno jardim mesmo em frente da casa quase tapado pelas copas das árvores que o bordeavam e que se enredavam no topo a formar uma espécie de tecto rendilhado. No Verão estava sempre fresco lá dentro e o sol passava em renda pelas folhagem das árvores altas. À entrada do jardim estavam dois canteiros com massiços de miosótis, bocas-de-lobo, violetas e amores perfeitos. Ainda hoje sou capaz de fechar os olhos e trazer à memória o aroma delicadíssimo campestre dessas flores e, quando passo por flores dessas em qualquer lado, vem-me imediatamente à memória a frescura de penumbra rendilhada desse jardim. Penso sempre que o nome 'forget me not' não podia estar mais bem posto.
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