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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
No habitual espaço de comentário na TVI-24, a antiga ministra da Educação até começou por admitir que os professores "tenham algumas reivindicações", mas logo acrescentou que "sabem muito bem que não são adequadas ao momento atual, nem suscetíveis de serem satisfeitas".
É quase impossível apanhar alguém que fale com honestidade ou dois dedos de testa sobre os assuntos, seja da parte dos comentadores, da oposição, dos membros do governo ou dos sindicalistas.
As reivindicações dos professores "não são adequadas ao momento atual, nem suscetíveis de serem satisfeitas"? É que há 10 anos que "não são adequadas ao momento atual, nem suscetíveis de serem satisfeitas". Já as reivindicações dos políticos, dos banqueiros, dos administradores públicos, dos assessores políticos, dos consultores jurídicos, dos amigos e familiares de políticos, dos autarcas e amigos de autarcas, dos donos do futebol, dos donos da electricidade, dos apresentadores de TV e outros afins, são sempre adequadas a qualquer momento e sempre passíveis de ser satisfeitas.
Aliás, as únicas profissões que compensam neste país, são: político, banqueiro ou sindicalista - três profissões onde pode fazer-se nada ou ser completamente incompetente e continuar no posto, a viver e a gastar o dinheiro dos outros.
Os políticos, no geral, estão ao nível do Nogueira, nos discursos, nas ideias e nos actos. Daí o estado do país.
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