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Os estragos de hoje da Feira do Livro

por beatriz j a, em 27.05.16

 

 

Quatro fantásticos livros por menos de 20 euros 😜

Só não comprei um livro do Teixeira Gomes que queria muito assim que li uma página porque o homem que o tinha à venda pedia 10 euros pelo livro. O livro tinha um buraco na capa, a lombada a sair, era uma 4ª edição embora tivesse escrito a lápis que era um 1ª edição... nem pensar.

Fiquei com pena dos livros do Teixeira Gomes. Eram de uma colecção que estava lá à venda separada como irmãos que vão parar a um orfanato qualquer. Alguém a vendeu por tuta-e-meia como acontece agora muito com livros herdados por herdeiros que não lêem e o livreiro vende-a separada, cara e mal tratada... não tenho pena dos livreiros portugueses: uma data deles são uns filibusteiros.

 

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publicado às 17:40


Hoje

por beatriz j a, em 04.06.15

 

 

 

... estava um tempo tão bom que a seguir ao jantar fui até Lisboa dar uma volta na feira do livro. Temperatura fantástica, pouca gente, tal como eu gosto. Comprei pouca coisa (hei-de lá ir outra vez) mas comprei coisas que gostei. Sobretudo esse livro com os grandes matemáticos numa encadernação muito bonita e barato. A feira tem livros caríssimos! 5 euros por coisas em mau estado, cheias de manchas de humidade... queria muito um livro mas pediam 20 euros! Que diabo! Preço de feira, 20 euros? Vou já ao ebay à procura dele.

 

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publicado às 23:45


Hesitações

por beatriz j a, em 08.06.13

 

 

 

 

Hoje fui à Feira do Livro. O primeiro livro que olhou para mim, num alfarrabista, foi um volume com as obras completas do Garcia Lorca. Estive algum tempo a vê-lo e quase o comprei porque gostei muito da edição e tenho pouca coisa dele mas, como ia naquela de só comprar livros até dez ou doze euros, não comprei. Passada uma hora voltei a ver o livro noutra barraquinha mas, pelo dobro do preço. À volta tentei encontrar o primeiro mas já não me lembrava onde o tinha visto. Hesitações...

Enfim... comprei três livros (18 euros), um deles da Relógio D'Água, 'Os Poemas' de Konstandinos Kavafis, de onde tirei este verso:

 

Mas o dia estava quente e poético

 

publicado às 22:28


Feira do Livro

por beatriz j a, em 14.05.12

 

 

 

 

 

Feira do Livro de Lisboa com balanço positivo

 

Seria interessante saber das razões deste balanço positivo: há mais leitores no país(?), lê-se mais(?), os livros estão tão caros que as pessoas só conseguem comprá-los em saldo(?), o país está tão pobre culturalmente que as pessoas absorvem como esponjas qualquer iniciativa nesse domínio(?), foram as iniciativas que decorrem durante a feira que levaram lá as pessoas, nomeadamente aquelas que envolvem 'celebridades da rádio e da TV'(?)

Seria interessante saber se estamos a ler mais e melhor, ou só a ler mais ou, só a participar mais em eventos. Ultimamente tenho a impressão que a cultura e o mundo da cultura são mais um mundo de eventos que outra coisa e que os editores e responsáveis pela produção da cultura são mais organizadores de eventos que outra coisa...

Li ontem um artigo que dizia que hoje em dia, nos EUA, muitos escritores são 'obrigados' a escrever uma dezena de livros por ano para responder às exigências dum público que lê livros 'on demand' e não está para esperar um ano por um um novo livro, de modo que os autores escrevem qualquer coisa para não perderem a 'lealdade' dos leitores. Necessariamente, a qualidade das obras é grandemente sacrificada...

Por isso gostava de saber a que se deve este sucesso; ou melhor, se ele é realmente um progresso na educação das pessoas ou apenas uma adesão a eventos 'pop-culturais'.

 

publicado às 07:39


Disseram-me...

por beatriz j a, em 23.04.12

 

 

 

 

 

... que amanhã começa a feira do livro. Este ano é muito cedo. Não sei se hei-de ir. Acho que foi no ano passado que vi lá aquelas tendas enormes daqueles grupos editoriais que juntam muitas editoras mas depois só vendem meia dúzia de títulos sem grande interesse. Gostava das pequenas editoras. Daquelas que só quase só tinham poesia e das outras que tinham coleções antigas. Gostava da banca da Nova Aguillar e comprava lá sempre livros. Gostava da Dífel, da Cotovia, da Lello (dessa ainda gosto mas tem tudo tão caro...)e de outras.

Acima de tudo gostava dos alfarrabistas. Havia meia dúzia, ou mais, de tendas de alfarrabistas. Comprei lá pequenas preciosidades, não por valerem dinheiro, mas pela surpresa.

Não sei o espírito com que as pessoas vão à feira do livro mas eu vou para ser surpreendida. Para andar a vaguear e mexer nos livros e dar de caras com alguma coisa inesperada que me cative, porque para comprar livros que quero e preciso vou a uma livraria, não espero pela feira. Ou compro na net, que é tudo a cinquenta cêntimos ou pouco mais.

Como a feira está agora, desde que os grandes grupos tomaram conta daquilo e expulsaram as livrarias e as pequenas editoras que lá vendiam...não sei se tenho paciência. Talvez vá e fique só por aquelas tendinhas logo à entrada em baixo que são as das livrarias e alfarrabistas. Têm sempre coisas que apetecem :)

 

publicado às 17:03


dos livros da feira: Amílcar Cabral

por beatriz j a, em 08.05.11

 

 

 

 

 

 

 

 

Já li este livro quase todo. Para quem, como eu, é ávida por notícias e documentos relativos ao que se passou imediatamente antes e durante a guerra colonial portuguesa, este é um dos melhores livros que se pode ler, porque apresenta a versão dos colonizados pela voz de um indivíduo que tinha pensamento de estadista, muito à frente de seu tempo, e preocupado em documentar-se com factos e números não só sobre o seu país -a Guiné e Cabo Verde, terra de seus pais- mas sobre as outras colónias também.

Amílcar Cabral, antes de ir para a conferência Pan-Africana e depois para Londres e para a ONU denunciar o colonialismo português e pedir pela auto-determinação do povo esteve em contacto permanente com os movimentos das outras colónias para se documentar e apresentar factos e números sobre as colónias portuguesas que servissem de reforço aos argumentos. Portanto, apesar de ser o fundador do PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde) foi durante um certo tempo porta voz de todas as 'províncias portuguesas', como então se chamava para não ofender a Carta das Nações Unidas.

O meu pai era amigo dele. Fizeram o curso juntos na Faculdade de Agronomia. Lembro de ele contar que um dia, lá para o fim dos anos sessenta, ia a passar em Alcântara quando o viu a sair dum café e foi ter com ele um bocado aflito dizer-lhe, 'O que estás aqui a fazer? Então não sabes que há um mandado de captura da PIDE para ti?' Ao que ele respondeu, rindo, 'Sei e eles sabem que estou aqui. Ando sempre vigiado mas agora já não me tocam'.

O indivíduo era uma mente muito à frente do seu tempo. Vê-se nos textos que levou às Nações Unidas mas também na tese que defendeu publicamente, em 1952, para obter o grau de licenciado, O problema da Erosão do Solo.... na região de Cuba (Alentejo)... que dedica aos jornaleiros do Alentejo, «homens de vida incerta que a erosão ameaça» defende que "Defender a terra é defender o homem" na medida em que "À medida que a técnica, nos seus mais variados aspectos, progride, crescem também as necessidades do homem. Dia a dia, novas ondas humanas concretizam a sua reivindicação no sentido de uma comparticipação efectiva no usufruto das benesses da terra." Defende que a preservação dos solos é uma questão, não apenas técnica, mas também social, porque dela depende a sobrevivência da crescente humanidade de modo que a questão da rentabilidade sustentada dos solos deve fazer parte do programa de qualquer governo.

Foi assassinado em 1973, por indivíduos do seu próprio partido, de maneira que não chegou a ver a independência pela qual lutou. O seu irmão Luís foi o primeiro Presidente do país livre.

 

publicado às 12:23


feira do livro

por beatriz j a, em 07.05.11

 

 

 

Hoje dei um salto à feira do livro en passant, para ir aos alfarrabistas. Dantes toda a feira tinha o seu interesse, mas agora já não é assim. Muitas editoras que estavam lá sempre desapareceram, pelos menos um terço do espaço está delimitado porque pertence a um ou outro grande grupo (esses espaços são péssimos com excesso de pessoas e pouca variedade de livros. Mesmo assim ainda sobram algumas editoras de que muito gosto e, sobretudo, bancas de livrarias e alfarrabistas, que são as que prefiro.

Comprei pouca coisa, mas boas. Cinco livros, 15 euros :). Comprei um cancioneiro de S. Jorge dos Açores, um livro com cartas de Epicuro e Séneca, um livro chamado Documentário de Amílcar Cabral que me parece muito bom (é constituido por textos sobre a sua actividade profissional, actividade política e luta pela libertação, escrito ao modo de um diário - no fim tem textos de reflexão à laia de ensaios, sobre a cultura, a independência, etc.) e uma História dos Estados Unidos em dois volumes, escrita por um inglês e um americano no pós-guerra, numa edição pouco usual que une duas visões do assunto, uma interna e outra externa. Interessantíssima.

Esta ida à feira rendeu :) Tenho que lá voltar outra vez.

 

publicado às 23:43


feira do livro..

por beatriz j a, em 02.05.10

 

 

 

A feira do livro não está nada de especial. A Bertrand, a Porto Editora e a Leya têm metade das barracas por conta. O preço de feira dos livros é muito caro. Tiram 3 ou 5 euros a um livro de 30 euros...

Queria muito a Antologia de Poesia da Porto Editora do Vasco Graça Moura, mas custa 50 euros já com o desconto! Comprei 3 livros e duas gravuras dos Açores - uma da Ilha do Pico, outra do Faial, numa editora açoreana de que gostei bastante.

Lembro-me de tempos em que ia lá com a Cecília e havia tanta coisa interessante e barata para comprar que fazíamos duas viagens ao carro para deixar livros porque não aguentávamos com o peso.

Lembro-me de num ano, já há muito tempo, termos decidido que não íamos gastar dinheiro. Íamos só para ver. Ainda não tínhamos andado 20 metros e já estávamos tão carregadas que tivémos que ir deixar os livros ao carro.

A colecção do Shakespeare da Lello comprei-a toda na feira. Todos os anos três ou quatro livros. Ainda não está completa. O José Régio a mesma coisa. O Almada Negreiros, a Cecília Meireles e outros livros da Nova Aguillar comprei-os lá, baratíssimos. A melhor compra que já fiz na feira do livro foram as obras completas do Padre António Vieira!! Um negócio da China!

Nos alfarrabistas comprava muita coisa, muita mesmo. Comprei uma vez um Decameron em 5 volumes, todos ilustrados, encadernados a seda, lindíssimos. Agora não têm lá quase nada de interesse e o que têm é muito caro. Vi uma colecção de autores de cinema muito tentadora mas cada livro são 15 euros... a preço de feira...muito caro. Faltam lá editoras que costumavam lá estar e que gosto muito. Se calhar já faliram e eu não sei.

Enfim, vai-se mais por tradição que outra coisa porque não já não é excitante como costumava ser.

 

publicado às 22:27


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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