Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Não posso esquecer de lembrar

por beatriz j a, em 15.06.19

 

... que a farmácia já não se destina a doentes.

Uma pessoa tenta não ter ar de doente porque para deprimir já basta a vida. No entanto, há coisas que não pode evitar-se... agora ando sempre assim como se vê nas fotografias porque praticamente todas as semanas é preciso enfiar acessos, como se diz agora, e são mais as vezes que correm mal que as que correm bem. Depois ando com os braços e as mãos nesse estado, com hematomas e buracos no meio. Pareço uma drogada, eu sei.

Muitas vezes ando com um penso em cima dessas coisas porque doem bastante, para evitar choques com a mão e, se posso, ando com mangas compridas a esconder os dos braços. Mas estamos a caminho do verão...

Em suma, há um par de dias entrei numa farmácia com o braço e a mão nesse estado que se vê, fruto de uma TAC e um tratamento recentes, para aviar uma receita de perto de seis euros. A farmacêutica olhou para o braço e disse-me, 'tem que pagar a dinheiro ou com cartão de débito'. What?? Perguntei-lhe porquê. Disse-me que as máquinas de pagamento da farmácia não aceitavam cartões de crédito. 'Ai, não? E isso é legal? É que vou mesmo pagar com cartão de crédito.' Bem, diz ela, talvez hoje aceitem mas não é costume. É claro que a máquina aceitou o pagamento. Mas quer dizer... desde quando as farmácias discriminam doentes? Não existem por causa de nós? Nunca mais vou àquela farmácia.

 

IMG_2896.jpeg

IMG_2903.jpeg

 

publicado às 10:33

 

 

Uma pessoa entra na farmácia, estão três pessoas a atender, cada uma, uma pessoa. Uma das que está a atender não percebe nada de nada e está sempre a interromper uma das outras com perguntas sobre procedimentos... a outra está a impingir cremes hidratantes a uma senhora e a terceira está com problemas no computador. Passam quinze minutos e é a minha vez. Digo ao que venho e a rapariga diz logo que não tem esses medicamentos. 'Mas são coisas vulgares', digo eu. 'Ahh mas não trabalhamos com essa marca e esse outro não temos. Mas pode encomendar e em princípio logo já cá está'. 'Em princípio? Quer dizer, eu agora vou ali aos frangos e dizem-me -frangos não temos mas pode encomendar e em princípio logo já cá está' Ela não percebeu e ficou a olhar para mim. Pergunta-me, 'quer que encomende?' -Olhe, o que eu queria era não ter que desorganizar a minha vida porque vocês agora não vendem medicamentos e temos sempre que encomendar e vir aqui duas vezes. A não ser que façam desconto ou levem a casa'. Ficou a olhar para mim como se eu fosse doutro planeta. 

Agora é sempre isto... vai-se à farmácia e eles vendem cremes, sapatos, meias, brinquedos, vitaminas, máscaras de beleza e coisas afins. Medicamentos é que é difícil lá encontrar. Voltámos ao tempo das boticas. Não percebo é alguém tirar um curso de farmácia para depois andar a vender sapatos. 

Haja paciência...

 

 

 Alegoria da Paciência.
1677 - Carlo Dolci

 

publicado às 11:59


O negócio dos medicamentos

por beatriz j a, em 30.08.17

 

 

Pedi à médica das alergias para me indicar um creme para um problema que pensava ter a ver com alergias. Não tem mas ela sabia de um. Escreveu-mo num papel embora não tivesse certeza do nome. Fui à farmácia com o papel e o farmacêutico não o conhecia, não encontrou no computador e disse-me que ia ligar para o laboratório. Enquanto ele fazia isso agarrei no telemóvel e escrevi no google, 'medicamento para tal e tal'. Apareceu-me logo o medicamento de modo que chamei o farmacêutico e disse-lhe, 'olhe, já sei o nome e até sei o preço'. Ele também já tinha encontrado o medicamento e disse, 'sabe o preço?'. Sei, está aqui, 24.95€ e, mostrei-lhe a imagem. O homem ficou um bocado embaraçado e disse, 'ah, mas o preço são 38.98€. Isso deve ser o preço no laboratório'. Não, isto é o preço de venda, disse-lhe. 'Pois, diz ele... se quiser tente arranjar noutro sítio' ??? Perguntei-lhe: mas esta é a vossa margem de lucro? É que juntar 14€ a 25€ é uma barbaridade... bem, comprei-o porque preciso mas entretanto já fui à internet e descobri-o por metade do preço. Nunca mais compro ali.

Sou só eu que acho isto escandaloso?

 

publicado às 17:33


Coisas que irritam um bocadinho...

por beatriz j a, em 10.10.11

 

 

 

 

As farmácias transformaram-se em boutiques de... cenas. Dantes ia-se à farmácia para comprar medicamentos. Agora vai-se à farmácia para conversar com o farmacêutico, ver sapatos, perfumes...cenas. Entretanto, nosotros que estamos à pressa ficamos de seca na fila à espera que suas excelências ponham a conversa em dia. Não há pachorra para estas modernices idiotas.

 

publicado às 14:45


Uma aventura estranha em Tavira

por beatriz j a, em 11.08.11

 

 

 

Nunca me tinha acontecido ter dificuldade em aviar uma receita médica. Ontem fui aqui a uma clínica de Tavira que funciona 24 horas por dia. Fui rapidamente atendida e saí de lá às nove da manhã com uma receita com três medicamentos para aviar. Fui a uma farmácia, a rapariga olha para a receita e diz-me, 'pois, aqui o antibiótico não temos. Não trabalhamos com essa marca e como o médico assinalou que não autoriza a troca por outro não podemos fazer nada' (????!!)

Confesso que nem percebi bem o que ela queria dizer... parecia que tinha entrado numa loja de roupa que vende a marca x mas não a y... bem, como estava cheia de dores não estive para me chatear e resolvi ir a outra.

Segunda farmácia em que entro, 'Ah...lamento mas esse antibiótico não temos, está esgotado e, como médico não autoriza troca não podemos fazer nada...' - nesta altura comecei a ficar chateada. Fui a uma terceira farmácia...a mesma coisa...está esgotado e tal e tal. Perguntei se tinha havido alguma epidemia recente para que um antibiótico esteja esgotado logo às nove da manhã. Mas eu estava cheia de dores e com pressa de tomar os medicamentos. 

Voltei à clínica e pedi ao médico para me passar um medicamento alternativo explicando o que se passava. Ele disse-me que achava muito estranho o medicamento estar esgotado mas passou-me uma receita dum outro antibiótico.

Fui a uma quarta farmácia. O tipo olhou para a receita original e disse, 'Olhe não temos é o anti-inflamatório porque não trabalhamos com essa marca mas posso mandar vir para daqui a uma semana' Aqui passei-me, levantei a voz e disse-lhe, 'Olhe lá para a minha cara. Acha que posso esperar uma semana? O que é isso de não trabalharem com marcas como se estivessem a vender roupas? O médico passa a receita do medicamento que lhe oferece mais confiança em cada caso. Isto não é uma cena de moda e marcas!'

Disse-lhe que já era a quarta farmácia a que ia, que estava cheia de dores e que ele se arranjasse como quisesse porque eu não saía dali sem os medicamentos... saí de lá com os medicamentos mas com a certeza de que algo de muito estranho se passa na venda de medicamentos...

publicado às 14:20


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.



Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D



Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Edicoespqp.blogs.sapo.pt statistics