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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Olhe-se só o nojo de manipulação. O que aparece no 1. vertical. É um jornal sem valores éticos. Quem viu o Expresso e quem o vê agora... Isto não pode ser inocente, é a mando de alguém do governo Costacenteno.Não? É uma campanha mesmo miserável contra os professores. São pessoas mesmo sem nível nenhum, nem intelectual nem ético. É este o apreço que o governo tem pelos professores. Cada vez mais longe dos valores democráticos e de qualquer decência mínima. E não digo mais que não estou para descer ao nível dessa gente. É preciso tirar esta gente imoral do poder.
1. Vertical, devia estar, 'informam quando não estão vendidos'.

nota:
um comentador acha que estou enganada ou a exagerar e que isto não tem nada a ver com o governo. A minha questão é: acha inocente? acha possível, num contexto em que o governo fosse uma entidade ética que não vai para os jornais chamar bestas a uns e gozar com outros que uma tal falta de respeito por uma classe inteira de profissionais aparecesse assim num dos principais jornais do país, por caso o do irmão do primeiro ministro?
nota 2: afinal talvez não tenha sido a mando, pelo menos directo, do governo, pois diz-me uma comentadora [Também considero abusiva a ilação de que o insulto foi escrito a mando do governo. Abusiva e errada: a cruciverbalista do Expresso é a esposa de Balsemão, Mercedes Pinto Balsemão, que assina como Marcos Cruz. https://www.comregras.com/adivinhem-la-quem-e-a-autora-das-palavras-cruzadas-do-expresso/ Claro que pode entender que Tita Balsemão está ao serviço do PS...] as palavras cruzadas são escritas pela mulher do dono. O dono é este, o da direita:

No entanto, continuo a dizer: acha possível, num contexto em que o governo fosse uma entidade ética que não vai para os jornais chamar bestas a uns e gozar com outros que uma tal falta de respeito por uma classe inteira de profissionais aparecesse assim num dos principais jornais do país, por caso o do irmão do primeiro ministro?
Portugal é isto: não há dinheiro para a educação nem para a saúde porque o dinheiro é da banca e todos os governos são cúmplices da nossa destruição. Estamos num suicídio demográfico como se diz hoje neste jornal mas todos os anos saem daqui, para não voltar, 200 médicos, 200 enfermeiros, 200 gestores, 200 engenheiros, 200 construtores... por cá só ficam os ladrões, os corruptos, os bandidos, os que vivem deborlas, os traficantes de influências, os que andam de ministério em ministério... Mas os políticos acham-se bestiais... e estes gestores que andam de banco em banco, de empresa em empresa como pestilências?
Toma lá 850 milhões € para o Novo Banco e mais uma emissão de 400 milhões € de dívida para... o Novo Banco.


Epá, não sei... porque foram todos parar ao Expresso?
Notícia em grande do Expresso. Vai-se a ver e os alunos que estudam e se interessam nas aulas também têm boas notas. UAU!! Isto é uma notícia em grande!!!

Então mas não eram vocês mesmos que nos iam dizer sobre aqui os do rectângulo...? Não foi o prometido?

Então, Expresso?

Quem são estes putos que escrevem uns artigos de pseudo-opinião completamente ocos, sem uma única informação ou conhecimento do assunto, só a dizer vacuidades? E porque têm destaque em jornais que querem, digo eu, manter uma reputação? É que esta artigo só se aceitava num jornal de escola e, mesmo assim, não sei...
Nível cultural???? Isto? Uma entrevista idiota com um tipo com ar de negociante de mulas que só diz idiotices sentado num fundo de mulheres nuas de gatas? Promoção a um bordel nas primeiras páginas do Expresso?
Em relação a certas pessoas às vezes fico na dúvida se serão mesmo limitadas e intelectualmente desinteressantes como parecem ou se se dá o caso de serem apenas serviçais... vem isto a propósito de ler a crónica do Henrique Monteiro no Expresso.
Pode dar-se o caso deste anteprojeto de Lei resultar apenas do fanatismo ideológico de Crato. Mas não deixa de ser curioso que isto surja num momento em que milhares de famílias de classe média retiram, por falta de condições financeiras, os seus filhos das escolas privadas. O que está a causar enormes problemas a muitos colégios. Mas que era, ironicamente, uma excelente notícias para as escolas públicas, que viam a classe média a regressar, garantindo uma escola mais interclassista, como existia nos anos 80. Nada que entusiasme o ministro. Enquanto continua os cortes na Educação e inicia um ano letivo com o caos instalado nas escolas públicas, Crato parece estar mais interessado em gastar as suas energias e os nossos impostos para salvar os colégios em aflição.
"A partir deste ano, a informação relativa aos pagamentos com cartões de crédito e de débito passou a ter relevância fiscal para efeitos de cruzamento com os proveitos declarados pelas empresas e empresários em nome individual", disse fonte oficial do Ministério das Finanças.
Nesse sentido, adianta a mesma fonte, "o secretário de Estado dos Assuntos Ficais, Paulo Núncio, declarou recentemente que a renúncia pelas empresas aos terminais de pagamento automático, ou a restrição ou redução significativa dos seus movimentos, será um fator de risco acrescido a utilizar pela Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) para efeitos de inspeção tributária destas empresas".
Não tem trapio, como se diz em linguagem taurina, para uma praça de primeira categoria como é o Expresso. Nem como sobrero.
É que isto não é análise que se faça enquanto director de um dos jornais mais importantes. Uma pessoa que quisesse ficar com uma ideia do currículo ou do perfil político dos ministros escolhidos ou ainda dos problemas que pode representar a junção de várias pastas em alguns ministérios, por exemplo, não ficaria nem um bocadinho esclarecida. Esta análise parece um comentário amador numa passagem de modelos do género, 'esta côr é gira e aquele ali é baixo para usar aquela roupa, etc.'
Medíocre, muito medíocre.
DEPOIS DA PRIMEIRA IMPRESSÃO
Ricardo Costa
rcosta@expresso.impresa.pt
Não era o governo que se esperava. Como sempre, bons nomes darão maus ministros e segundas escolhas vão surpreender. Acredito que a próxima impressão será melhor do que a criada ontem
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N |
ão vale a pena disfarçar. O governo que Passos Coelho levou ontem a Belém é pior do que se esperava. Tem bons nomes, é certo, e pode vir a funcionar bem. Mas não cria a ideia imediata de que este é um governo de exceção. E não cria porque, pura e simplesmente, não é. As expectativas criadas apontavam para uma seleção nacional. Não é o caso.
Este tipo de leitura rápida tende a ser injusta. Já todos vimos excelentes escolhas darem ministros irrelevantes e vice-versa. Teremos surpresas, boas e más. Para já, temos nomes. Paulo Portas é a escolha óbvia para MNE. Experiente, vai ter agora de mostrar que domina os temas europeus enquanto a
Europa se desfaz e ninguém acredita em Portugal. Portas vai ter de trabalhar lado a lado com o ministro das Finanças. E este é o grande problema de Vítor Gaspar. A sua experiência como economista (no BCE e no BdP) vai ser posta à prova num momento dramático da política europeia. Não tenho dúvidas de que vai controlar a despesa mas verá os mercados olharem para Portugal pelo seu real valor: dois por cento da economia europeia.
Álvaro Santos Pereira aproximou-se cedo de Passos. Vem do Canadá e vai perceber depressa que ser ministro da Economia hoje é quase fazer banca de investimentos. Receber na mesma pasta as Obras Públicas, o Trabalho e as Telecomunicações é muito para quem não tem experiência política ou executiva. Pires de Lima ou Lobo Xavier davam mais garantias. Mas o PSD quis a pasta.
Foi nesta troca que o CDS descobriu a pasta económica. Juntou a agricultura e o Mar ao Ambiente, concentrando 90 por cento dos fundos comunitários na pasta. Assunção Cristas não percebe nada do assunto mas vai fazer um bom cargo. Não é uma contradição, é mesmo assim. Só um mau político é que faz um mau lugar num ministério destes.
Nuno Crato é o grande nome deste governo. Mas as suas ideias são radicalmente diferentes das teorias que fizeram escola no PSD e no PS durante décadas. Os professores vão ficar aterrados. Mário Nogueira já deve estar a tomar um balde de alka-seltzers. Mas a verdade é que Crato tem o problema de Santos Pereira. Terá de aprender a fazer política a este nível e isso não é fácil. Não é este o problema de Paulo Macedo. Quem dominou os impostos domina a máquina da saúde. Mas a sua experiência como administrador da Médis não é um grande cartão de visita. Não falo dos ministros mais políticos mas deixo uma palavra para Mota Soares. Tem boa capacidade de trabalho e foi treinado por Bagão Félix. É o exemplo claro de que uma segunda oportunidade pode criar uma primeira impressão. Ah, já me esquecia: o governo mais pequeno impressionou alguém?
O dr. Jorge Sampaio deve pensar que a malta é desprovida de memória. Ontem, este notável ex-Presidente disse que o problema de Portugal está na "falta de sustentabilidade" de muitas políticas públicas . Perante isto, pergunto: este é o mesmo Dr. Sampaio que, em 2003, lançou a farpa da irresponsabilidade? Este é o mesmo Dr. Sampaio que disse "há vida além do défice"? Convém ter memória, meus amigos. O otimismo lorpa que estava (e está) a montante desta farpa de 2003 é a grande causa desta crise. "Há vida além do défice" continha (e contém) todos os vícios do otimismo irresponsável que achava (e acha) que o défice, a dívida e a despesa são coisas de merceeiros, e não coisas de políticos com "uma visão". "Há vida além do défice" continha (e contém) a cultura política que nos conduziu ao presente buraco. É a cultura política que despreza as contas, que despreza a realidade, que despreza o abismo entre os desejos e as possibilidades. E tem sido aí (no abismo entre o querer e o poder) que os portugueses têm vivido. É bom ter memória: esta suspensão da realidade foi possibilitada pela cultura política dos dr. Sampaios desta terra.
Ontem, o dr, Sampaio disse ainda que muitos políticos não estão à altura das suas responsabilidades. É verdade, sim senhora. Mas o dr. Sampaio devia colocar um espelho à sua frente na próxima vez que afirmar semelhante coisa.
Nas últimas semanas, o humor do ministério da educação começou no grau de exigência das provas de final de ano. Numa prova do 6.º ano, os alunos foram confrontados com este desafio brutal: ordenar palavras por ordem alfabética. Repito: a prova era para o 6.º ano. Uma prova de matemática, também do 6.º ano, tinha perguntas complicadas como esta: "quantos são 5 + 2?". Tal como disse a sociedade portuguesa de matemática, 14 perguntas deste teste de aferição do 6.º ano poderiam ter sido respondidas por alunos da primária. Em nome das suas estatísticas, os pedagogos da 5 de Outubro estão a destruir qualquer noção de empenho e rigor. Isto até seria cómico, se não fosse realmente grave.
II. Há dias, o humor chegou à própria arquitectura das escolas. Um génio da "Parque Escolar" decidiu que a sala de aula já não pode ser o centro da escola, porque isso representa o passado, porque isso representa um ensino centrado, imaginem, no professor. A "Parque Escolar" quer "uma escola descentrada da sala de aula, em que os alunos se espalham por espaços informais, com os seus computadores portáteis, cruzando-se com os professores na biblioteca e discutindo projectos" . Alguém tem de explicar à "Parque Escolar" que uma escola não é um campo de férias. Alguém tem de explicar à "Parque Escolar" que o centro da escola é mesmo o professor. O aluno está na escola para aprender.
III. Já agora, aproveitando esta onda de humor involuntário produzida pela pedagogia pós-moderna, eu queria deixar uma proposta à "Parque Escolar" e ao ministério: que tal acabar de vez com o professor? Que tal substituir o professor por babysitters? Porque nesta escola "moderna" os professores são isso mesmo: babysitters. Uma salva de palmas para a 5 de Outubro.
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