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Inclusão? Exclusão.

por beatriz j a, em 07.10.18

 

 

Porque as consultas públicas são meramente para inglês e esta equipa da Educação tem como grande interesse poupar dinheiro.

 

 

publicado às 07:44

 

 

 

Este actor mais o miúdo que interpreta o principal personagem do filme, Beasts of No Nation não são nomeados para coisa alguma nestes eventos cinematográficos. Um filme muito bom e importante com boa realização e bons desempenhos.

 

 

 

 

publicado às 19:59


Acerca dos exames e das provas de aferição

por beatriz j a, em 14.01.16

 

 

 

 

«O ministério de Tiago Brandão Rodrigues não se limitou a regressar atrás no tempo, também decidiu inovar ao anunciar que vai antecipar a realização de provas de aferição para os 2.º, 5.º e 8.º anos. Ou seja, os exames do 4.º e 6.º anos não se realizarão, mas também não serão substituídos por provas de aferição (estas não contam para a nota final), conforme recomendado pelo Conselho Nacional de Educação, nesta quinta-feira.

À semelhança dos exames, a realização das provas de aferição continuará também a ser obrigatória e com carácter universal. São elaboradas por um organismo central externo às escolas e o mesmo enunciado é apresentado a todos os alunos dos anos de escolaridade em causa. A justificação para que estas provas não sejam realizadas em final de ciclo (4.º e 6.º ano), mas a meio é porque assim as escolas podem “agir atempadamente sobre as dificuldades detetadas” nos alunos. (…)

Segundo o ministério, no final deste ano letivo realizar-se-ão duas provas no 2.º ano de escolaridade, uma de Português e outra de Matemática, mas “apresentando as duas uma componente de Estudo do Meio”. No ano seguinte, 2016/2017, a tutela promete que “a aferição já incluirá a área das Expressões”.

Nos 5.º e 8.º anos de escolaridade, as provas que se realizarão em 2016 serão ainda só às disciplinas de Português e Matemática. Já a partir do próximo ano lectivo passarão a incidir “rotativamente, sobre outras áreas do currículo”, indica ainda o comunicado do ME.

Quanto ao 9.º ano, desaparece o teste de Inglês, que nem sequer é mencionado na nota do Ministério da Educação, e continuarão a realizar-se exames nacionais às disciplinas de Português e de Matemática, “no regime em que decorrem desde 2005”(…).» (In: www.publico.pt, 8 de janeiro de 2016).

 

Não vejo razão para tanta celeuma à volta destas medidas que me parecem positivas. 

 

1. Não há nenhum estudo em lado algum que indique, nem que seja a título de tendência haver benefícios de se sujeitarem os alunos a exames em idades precoces e, mesmos os exames que se fazem mais tarde, são necessários para se poder certificar alunos (atestar que concluiram com normalidade e aproveitamento o ciclo de estudos obrigatório) e/ou ordená-los hierarquicamente com vista às entradas no ensino superior onde não cabem todos nas opções desejadas. Na realidade, a esmagadora dos países que vão à frente nestes rankings não os têm.

 

2. Há uma diferença entre provas de aferição e exames dado que as primeiras não excluem e as segundas sim, mesmo que excluam poucos mas isso em idades tão pequenas tem um peso negativo muito grande.

 

3. Uma vez que os exames excluem e têm peso grande na nota, existe a tendência a moldar os conteúdos de modo a que as aulas sejam mais um treino de passar exames que uma aprendizagem pedagógica, ainda mais com a competição que forjaram à volta dos exames. Por exemplo, na disciplina de Filosofia, um grande número de Manuais à venda já nem se dá ao trabalho de trazer todos os conteúdos obrigatórios do programa, antes traz apenas os que são objecto de avaliação em exame e já estruturados no modo como saem no exame. É como um receituário preparado para um momento artificial. Como todos sabemos, nos colégios particulares desprezam-se os alunos que não se prevê terem potencial de exame e empurram-se para fora. Não é este o objectivo da educação.

Provas de aferição, se feitas e avaliadas com o mesmo rigor e universalidade que os exames permitem avaliar melhor se os alunos estão preparados e atingiram as metas num contexto não artificial, como é o das aulas planeadas com o único intuito de passar exames e, desse modo, permitem avaliar os professores também. 

 

4. Não sei porque foram introduzidas estas provas no segundo ano mas calculo que se deva a que os alunos que por essa altura não aprenderam ou aprenderam mal a linguagem escrita e a arimética passam a acumular erros e defeitos que se transportam para os anos seguintes, sendo que, se apanhados a tempo, podem ainda ser corrigidos.

 

 

publicado às 05:24

 

 

 

publicado às 08:20


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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