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Estradas de Portugal

por beatriz j a, em 18.10.15

 

 

 

Hoje fui pela A13 para norte. Em 78 quilómetros, até à portagem de Almeirim onde apanhámos o IC10, vi três carros. Volto a dizer: 78 quilómetros, 3 carros! Faz lembrar aqueles filmes americanos onde os carros andam léguas e léguas no Arizona sem ver vivalma. A sinalética toda em ordem, com vários conselhos sobre a distância segura entre carros... 😀

O piso impecável, claro... um desperdício de dinheiro, quer dizer, podiam ter feito apenas uma boa estrada.

Depois, fiquei a pensar se a estrada não pertenceria à indústria de celulose. É que nesses 78 quilómetros, com excepção de uma secção de cerca de 20 quilómetros com um azinhal, dum lado e de outro é um eucaliptal contínuo salpicado de pequenos pinhais. Eu gosto de um eucaliptal daqueles antigos com árvores já de belo porte e copa frondosa. Agora, estes eucaliptos desta auto-estrada são daqueles raquíticos pré-pubescentes. Entre Santarém e Leiria outra vez a mesma coisa. Eucaliptos e mais eucaliptos... Um enjoo de paisagem.

 

 

publicado às 18:49


estradas que levam a lado nenhum

por beatriz j a, em 28.08.10

 

 

 

Castelo Branco: José Sócrates realça importância da EN 351 para "reduzir as desigualdades"

Proença-a-Nova, Castelo Branco, 28 ago (Lusa) -- O primeiro ministro, José Sócrates, realçou hoje a importância da estrada nacional 351 (EN 351) para "reduzir as desigualdades" ligando os concelhos de Proença-a-Nova e Oleiros.

 

Para quê mais estradas no interior? Não há lá escolas, não há lá hospitais, centros de saúde, farmácias, qualquer dia não há correios, depois serão as empresas de comunicação que não estão para estender as linhas até sítios longuíquos e moribundos...para quê, mais estradas? A não ser que andemos todos a pagar para que os amigos se desloquem mais depressa entre as suas coutadas e a capital...

E o homem tem o descaramento de falar em atenuar desigualdades quando foi o maior criador de desigualdades dos últimos 30 anos!

Ontem li um artigo no Washington Post sobre as razões que poderiam explicar que a Alemanha tivesse aguentado tão bem a crise estando já a crescer enquanto os EUA estão ainda em grandes dificuldades. O autor do artigo comparava os dois modelos, o da Alemanha, que defendeu um curto endividamento e o equilíbrio das contas públicas e o dos EUA que defendeu um grande endividamento para alimentar a retoma. O indíviduo concluia que há dois factores que estão na base da vitalidade e resistência das economias, nomeadamente em tempos de crise: o primeiro é fazerem reformas sustentáveis (apostam na educação, na disciplina das finanças, no emprego sustentado) a pensar, não nos próximos dois anos, mas nos próximos dez a vinte anos e, em segundo lugar, terem governantes esclarecidos e determinados - destes dependem aquelas reformas. O autor concluia que os EUA tinham estado demasiado tempo entre os que só vêem os próximos dois anos e que estavam a lutar por sair do grupo desses países para entrar no grupo dos outros, como a Alemanha.

Dei por mim a pensar que por cá não temos, nem uma coisa nem outra: nem reformas e medidas a pensar nos próximos dez ou vinte anos (é tudo com horizontes de dois ou três anos, sempre até às próximas eleições) nem governantes esclarecidos. Não admira que andemos sempre mais ou menos com a corda na garganta a construir caminhos que levam a lado nenhum.

 


 


publicado às 17:04


estradas que levam a lado nenhum

por beatriz j a, em 24.06.10

 

 

Dinheiro dos centros escolares será desviado para estrada em Gaia. JN

 

A educação está sempre em último lugar...

 


publicado às 09:47


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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