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Gates Foundation failures show philanthropists shouldn’t be setting America's public school agenda

 

1º acharam que o tamanho das escolas resolvia o problema; depois acharam que o que resolvia era avaliar e assediar professores; depois foram os curriculos: influenciaram, com dinheiro, os Estados, a mudar os currículos à medida das suas teorias pessoais da escola andar cegamente a reboque das tecnologias...

 

Agora chegaram à conclusão que os problemas na educação são complexos e não dependem de um só factor e ainda que a educação precisa de suporte continuado e não de constantes mudanças e imposições. Agora concluiram que não há escola eficiente se não se captar os professores e os pais e que o facto da Fundação Gates ter muito dinheiro não a torna sábia. (E se calhar que tentar abordar a gestão da escola como se fosse uma empresa é um erro, digo eu)

 

We missed an early opportunity to sufficiently engage educators — particularly teachers — but also parents and communities, so that the benefits of the standards could take flight from the beginning."

 

Philanthropists are not generally education experts, and even if they hire scholars and experts, public officials shouldn’t be allowing them to set the policy agenda for the nation’s public schools. The Gates experience teaches once again that educational silver bullets are in short supply and that some educational trends live only a little longer than mayflies.

 

Quantos anos levaram a perceber isto e quantas escolas e professores alienaram...? Tinham ( e têm) a arrogância de se acharem uns iluminados, consequência do excesso de poder que o excesso de dinheiro provoca porque este reconhecimento não os levou a dar um passo atrás e acham que, se obrigarem os professores a seguir os seus standards, tudo se resolve:

 

The Gates Foundation is now dedicating a deep financial resources to facilitating the development of Common Core-aligned curricula and instructional materials to teacher who were previously reluctant to accept the standard. This is a disturbing approach. No where in the announcement does it mention meeting with teachers or parents. It instead moves to a plan to subjugate them.

  

Cá em Portugal a regra tem sido a de hostilizar os professores e pôr os professores contra os professores, os pais e a sociedade contra os professores e a escola pública. E continua-se alegremente por esse caminho do desastre... 

 

 

publicado às 06:12

 

 

 

A freguesia de Fátima tem 12 turmas do 7º ano, distribuídas pelos três colégios privados com contrato de associação. 

 

publicado às 07:59

 

 

 

Privados recebem 140 milhões do Estado Há escolas que recebem mais de dois milhões de euros por ano.

Por Edgar Nascimento 

"O que acontece é que o Ministério já garantiu às escolas privadas que não irão sofrer nos próximos três anos o impacto provocado pela redução de alunos".

 

publicado às 14:03

 

 

 

 

 

publicado às 19:26

 

 

 

(do blog Correntes)

 

 

Os radicais da privatização do sistema escolar perderam o norte (e não apenas por a Suécia ser a norte) após a publicação do último PISA e dos outros estudos internacionais do género; é que ainda por cima eram eles quem exigia essas evidências.

 

Mas o que vem a seguir ainda os deixará mais desorientados. Começam a conhecer-se os indicadores do nosso investimento no sistema escolar que incluem o período de 2011 a 2014.

 

Ora leia este pequeno documento elaborado pelo economista e ex-deputado Eugénio Rosa.

 

 

 

 

 

 

publicado às 17:30


Do estado da Nação visto aqui do meu canto

por beatriz j a, em 13.12.13

 

 

 

Não há muito tempo uma amiga, também professora, que vive sozinha com dois filhos a estudar na universidade, dizia-me que os colegas do mais novo, que está no 2º ano de medicina, são quase todos de famílias com bastante dinheiro, uma grande parte filhos de médicos. Enquanto ele faz malabarismos para comprar livros na net por dois tostões e tem uma série de estratégias para poupar dinheiro à mãe, que implicam ter menos tempo para si e para o estudo, a maior parte dos colegas vive e gasta à larga.

A maioria andou em colégios privados. Isto é uma pequena amostra do estado da Nação. Tirar certos cursos, no Portugal de hoje, é mais uma questão de dinheiro que de mérito.

Não que as pessoas com mais dinheiro sejam, só por isso, mais inteligentes mas, têm pais, geralmente com formação superior, com acesso a recursos que outros não têm, foram poupadas à massificação da escola pública, à sobrevivência dos anos do básico em turmas de 30 ou mais, em condições, muitas vezes difíceis, onde têm que, não só sobreviver mas manter-se focados, capazes de ultrapassarem, em grande parte sozinhos, o caldeirão da escola pública, onde todos entram. É claro que uma minoria ultrapassa isso tudo e consegue mas, esses são os excepcionais, porque mesmo os muito bons, às vezes não conseguem. É que os obstáculos que lhes põem no caminho são tantos, tantos...

 

Este ano tenho vários alunos bastante bons, três em particular, verdadeiramente excepcionais. Dois deles já os conheço desde o ano passado e sei que já penaram bastante por serem muito bons e têm muito valor porque não se foram abaixo.

Cada vez mais o ambiente dentro da sala de aula é crucial devido ao tamanho das turmas e ao largamento da escolaridade obrigatória que aumentam as probabilidades de conflito, as oportunidades de distracção e a perturbação.

As turmas estão tão grandes que nas salas onde o quadro está descentrado, os alunos do canto oposto estão num ângulo tão fechado que não vêem o que lá está escrito. Se estão naquelas mesas altas, os da fila de trás nem nos vêem, temos que falar bastante alto para nos fazermos ouvir lá atrás e cansamo-nos o dobro ou o triplo em cada aula. É preciso ter uma grande resistência física, psicológica e moral para dar aulas umas atrás das outras nestas turmas e, os próprios alunos, também têm que ter muita resistência para se aguentarem neste sistema.

 

Assim se vê a importância do ambiente de trabalho. É que, se a atmosfera dentro da sala não tem a dose certa de tranquilidade, por um lado e, dinamismo, por outro, ninguém consegue aprender coisa alguma. E, no entanto, está na moda desvalorizar o mérito da atitude positiva na sala de aula, desde que este ministro afirmou que o que interessa são os conhecimentos e não as atitudes. Não estou de acordo, mesmo nada, pois pergunto eu, quem é que consegue progredir nos conhecimentos em turmas onde só há perturbação, reboliço, conflito e constante ruído? Ninguém. Que é o que se passa em muitas turmas do básico. Os professores passam mais de metade do tempo a gerir os conflitos dos miúdos e sobra pouco tempo para o trabalho dos conhecimentos. E com o alargamento da escolaridade obrigatória, esses comportamentos estendem-se aos 10º anos...

É por isso que os colegas do curso de Medicina do P...... andaram quase todos em colégios. É que no estado em que andam a pôr a escola pública de há uns anos para cá, só os muito bons e os excepcionais resistem, aguentam e não esmorecem.

 

Um amigo dizia-me outro dia que a escola pública é como uma daquelas máquinas flipper: são poucas as bolas que se aguentam lá dentro sem resvalar para o buraco e, muitas, entram e saiem de imediato sem chegar a tocar em nada. Só que as bolas de que falamos são pessoas, não são coisas.

 

publicado às 20:07


Golpes baixos são os deste governo...

por beatriz j a, em 17.05.13

 

 

 

 

CDS diz que greve dos professores é um "golpe baixo"

O CDS-PP reagiu nesta sexta-feira ao anúncio de uma greve geral de professores no dia em que começam os exames nacionais do ensino secundário, dizendo, pela voz do deputado Michael Seufert, que esta decisão é “um golpe muito baixo para o sistema de ensino”.

 

... muito em especial do ministro que diz e desdiz à velocidade da luz e, sobretudo, do CDS!

O CDS foi para o governo prometendo a mudança no estatuto do aluno e nas burocracias para acabar com a rebaldaria de faltas que os alunos podem dar... não só não acabou como até piorou as burocracias e, por conseguinte, a dificuldade em responsabilizar os alunos pelas rebaldarias relativas às faltas; prometendo menos alunos por turma: aumentaram; prometendo uma escola com mais rigor: tem menos... e muitas outras promessas que fizeram, porque quando eram oposição eram grandes defensores dum ensino de qualidade e do fim do 'bullying' que então se fazia aos professores: pois agora são eles que, enquanto parceiros de coligação se calam e compactuam com todos os ataques à escola pública e aos professores que este governo tem feito.

 

E isto sou eu que não morro de amores por estes sindicatos tantas vezes traidores, até sou muito contra greves e não acredito que os professores tenham coragem, agora, para fazerem uma greve destas. Mas que a situação é dramática, ah isso é.

 

Para quem anda aí na 'net' a chamar nomes aos professores e a dizer que uma greve às avaliações e aos exames é sinal de que os professores só pensam em si e não na escola pública aconselho a investigarem um pouco (não é preciso ir muito longe) o que acontecerá à escola pública quando os milhares de professores que todos os anos são contratados mais os do quadro forem dispensados e os poucos que sobrarem tiverem que dar aulas a centenas e centenas de alunos num horário sobrecarregado.

Que tipo de escola pública pensam que terão então? Já agora as turmas estão tão cheias de alunos de tal modo que não há possibilidade de fazerem-se certas actividades que se faziam e que eram importantes. Teve que diluir-se o volume de trabalho porque são centenas de alunos e é matematicamente impossível atender a todos muitas vezes. Quando estivermos com, ainda mais turmas, todas cheias de alunos o trabalho será ainda pior... e quem é que paga? Os alunos!

 

Se calhar, quando tiverem um filho a estudar numa escola pública e perceberem que ao fim de dois, três ou mais meses o professor ainda não sabe bem quem ele é, ainda não chegou a vez dele ir ao quadro ou fazer outra qualquer actividade de enriquecimento porque o professor tem mais de duzentos alunos, então percebam o erro de dispensar professores e ensardinhar os alunos em turmas como se fossem parafusos.

 

Portanto, as medidas drásticas não servem para defender interesses corporativos, servem para defender o futuro deste país, se é que alguém ainda acredita que ele passa pela escola pública. Com o desprezo que tantos governantes actualmente têm pelo estudos, já não sei...

 

publicado às 18:12

 

 

 

 

A escola privada existe para o lucro, a pública para os alunos e para cumprir designíos da Constituição.

O que mais choca naquela reportagem é o mercantilismo à volta dos alunos. Se não são 'matéria de ranking' não valem nada. Pressiona-se os professores para os chumbarem e, se os professores são honestos e preferem perder o emprego a atraiçoar o seu código de honra, ligam para casa e avisam os pais que os filhos não têm mais lugar na escola! Isto é chocante.

O sucesso não advém apenas de notas de 'ranking' e um aluno não perde valor por não ter 18s e 20s. Eu não sou contra exames mas sou contra o reducionismo da educação a uma tabela de classificações. O que as escolas fazem pelos 'rankings' há muito que o sabemos pelo que se passa nos EUA onde esses 'rankings', que também atingem as escolas e os dinheiros a que têm acesso, têm dado origem a toda a espécie de fraudes e atropelos éticos.

Sucesso é também agarrar em alunos de contextos muito problemáticos e conseguir que saiam da escola com uma direcção, um projecto de vida; conseguir que se motivem para tornarem-se cidadãos com uma vida digna, capazes de contribuir para a economia e evolução do país.

É óptimo termos alunos muito bons e motivados que tiram grandes notas, mas a maioria dos alunos não é assim e a escola trabalha para, e, com todos.

Educar é dar oportunidades, abrir possibilidades, mostrar opções, orientar caminhos. É por isso que o caso do aluno a quem querem chumbar que aparece na reportagem da TVi é tão chocante. É que a escola em questão incapacita pessoas, em vez de as capacitar.

 

publicado às 15:18

 

 

 

 

 

Crianças de quatro anos sabem ler, escrever e fazer contas

Professora despedida por ensinar demasiado

Uma professora de uma escola de Andorra foi despedida por ensinar demasiado aos seus alunos. As crianças, de quatro e cinco anos, e já sabem ler, quase escrever e fazer contas.

 

A decisão de afastar a educadora, que está no ensino há 11 anos, foi tomada por recomendação de um inspector do Ministério da Educação, que considerou que os alunos "têm um nível demasiado alto para uma escola pública". A direcção da escola espanhola Escaldes-Engordany decidiu demitir a docente.

 

Quem não gostou da decisão foram os pais das crianças que recorreram à embaixada espanhola, em Andorra, para solicitar a continuidade da professora, argumentando que o ensino exige mínimos educativos e que não há máximos.


Por enquanto, os pais conseguiram que a docente continue até ao final do presente ano lectivo, mas nada indique que continue no próximo ano. Contudo, a escola obrigou a professora a baixar o nível de ensino. Uma mãe garantiu que as crianças não se queixam do nível de exigência.

 

Este é sentido do ataque à escola pública que está a ser levado a cabo um pouco por todo o lado. A escola pública é para formar gente que obedeça. Para mandar, os Estados apoiam com dinheiro colégios particulares onde, aí sim, se podem formar líderes.



publicado às 19:24


Faz lembrar a escola pública

por beatriz j a, em 26.09.11

 

 

 

No canal Hollywood começou um filme com um texto um bocado pobre carregado de bons actores.

 

publicado às 15:54


Aprender com os erros dos outros

por beatriz j a, em 10.08.11

 

 

 

 

Não era má ideia o governo pôr os olhos no que se está a passar no Chile por causa da municipalização do ensino e dos lobbies do ensino privado estarem a destruir a escola pública e gratuita. É que é exactamente o caminho pelo qual se está a enverdar cá no rectângulo...

Também podiam olhar para Londres e ter algum pudor em nomear assessores de imprensa com ordenados milionários enquanto anunciam no facebook que nos vão castigar duramente...

 

publicado às 11:30

 

 

 

Ando a dar a Estética à turma do 10º ano. Podia dar a Religião, mas prefiro sempre dar a Estética porque os meus alunos são geralmente pessoas que não têm oportunidade de desenvolver a sensibilidade estética e parece-me ser uma dimensão do ser humano absolutamente essencial ao crescimento interior e à abertura ao mundo e aos outros. Até mesmo ao desenvolvimento ético, porque a ética tem algo de estético.

Então, todos os dias levo quilos de livros de arte para a aula e a segunda metade da aula é para verem os livros porque o contacto com a arte é o primeiro passo para o desenvolvimento da sensibilidade estética. Dei-lhes um guião de como observar uma obra de arte de modo a fazer-se um juízo estético para não observarem à toa.

Muitos nunca puseram os pés num museu e nunca tinham pegado num livro de arte. Os únicos contactos com formas de arte são a música -embora reduzido porque só ouvem um estilo de música- e a Natureza de modo que é por aí que os puxo para dentro da Estética.

Geralmente há sempre alguns que descobrem, literalmente, que têm grande apetência e sensibilidade para a arte. Este ano a turma está a reagir com  entusiasmo. Um dos miúdos descobriu que gosta da arte japonesa e perde-se a observar os pormenores das pinturas. Outra apaixonou-se pelo Klimt, outra pela escultura. Uns três ou quatro, do que gostam mesmo é dos capítulos dos livros dedicados ao nu...

Nestas experiências apercebemo-nos muito bem do potencial que muitos alunos têm para se desenvolverem como pessoas de mente aberta para o mundo. Infelizmente o contexto de onde vêm e a pobreza do país juntamente com a desistência de se apostar na escola pública como modo de desenvolver o potencial das pessoas ao máximo, condena estes miúdos a uma vida cerceada.

Quando olhamos para os programas da educação da tróika e dos partidos vemos que os alunos já não são vistos como pessoas, mas como recursos e ferramentas que devem ser instrumentalizadas exclusivamente para fins económicos ao serviço de interesses de multinacionais e políticos cobardes. Percebe-se também porque querem os professores amestrados, manietados por directores, também eles instrumentos ao serviço daqueles interesses: deus me livre se algum professor lembrar aos alunos que são pessoas, que têm várias dimensões e potencialidades que podem desenvolver e que não é obrigatório que sejam pessoas limitadas e acomodadas aos limites que alguns querem impôr como única realidade possível. Deus nos livre se algum aluno pensa e vê que há outras possibilidades de vida e de se ser humano.

Eu, pessoalmente, espero que estas aulas de Estética abram uma porta dentro de, pelo menos alguns, e que essa porta seja uma semente de autonomia e crescimento duma vida interior que vá para além dos limites pobres a que os Estados querem reduzir estas pessoas que não pertencem a meios de elite.

Os professores como eu que começaram a sua actividade profissional depois do 25 de Abril e que se desenvolveram profissionalmente numa escola democrática e numa sociedade onde a esperança era imensa e se acreditava que todo o ser humano deveria ter oportunidade para se desenvolver, sendo que a escola pública era o instrumento ideal para esse projecto não aceitarão nunca como normal a escola fábrica; mas qualquer dia mandam-nos embora (como já fizeram a milhares) e ficam só professores da geração mais nova que foi educada para aceitar ver as escolas como unidades de gestão e os alunos como coisas, ferramentas ao serviço dum sistema financeiro castrador.

 

publicado às 10:35

 

 

 

 

 

 

Fala-se agora muito de charter schools. Como se vê aí nesse filmezinho elas são muito procuradas por pessoas de bairros carenciados ou problemáticos. Em suma, por quem não tem dinheiro para fugir à escola pública. Isto por que nos EUA começaram a destruição da escola pública muito antes de nós. Agora, quem quer estudar, ou tem dinheiro, ou endivida-se para a vida. Tal qual o que se está a fazer cá. As charter schools foram uma medida para sair do atoleiro. Como são muito procuradas, porque representam a possibilidade de ter uma boa educação sem pagar os olhos da cara têm de sortear quem entra. É um espectáculo deprimente ver milhares de pais e de crianças com um número na mão a rezarem pela sorte de serem chamados. A educação tornou-se numa questão de sorte.

Na prática estas escolas são escolas a quem é dada autonomia e dinheiro a quem são pedidos depois resultados porque se comprometem a pôr os alunos todos na faculdade.

A questão é que me incomoda é que nós já tivemos escolas autónomas, praticamente gratuitas e que estavam a caminho de se tornarem boas escolas, antes de as destruirem com reformas para alimentar políticas, cursos, observatórios, institutos, organismos estatais e estudos inúteis. Portanto, o que eu não percebo é o seguinte: se podemos dar autonomia a todas as escolas públicas e exigir delas resultados, porque é que havemos de restringir isso a umas tantas e fazer da educação uma questão de sorte?

É uma questão de mera vontade política e algumas das medidas nem sequer implicavam custos, pelo contrário: era só acabar com Direcções Regionais, Observatórios da tanga e carradas de Centros de Formação onde nada se aprende e só servem para alimentar formadores com cursos de pseudo-pedagogia e outras cenas do género que sugam milhões sem o menor préstimo e com grande prejuízo para a educação.

É claro que teriam de desistir de fazer da escola veículo de ideologias. Teriam de prescindir de Directores Subservientes. Cabe lá na cabeça de alguém nomear uma pessoa para um cargo e dar-lhe poder por anos a fio? Então não sabemos todos que o poder incontestável corrompe? Não temos diariamente o exemplo de Sócrates, Costas, Soares, Jardins e centenas de outros que se comportam como se o país fosse a sua coutada pessoal?

Eu acredito e sei que a escola pública pode cumprir com mérito aquilo para que foi criada tal como está consignado na Constituição da República. O que não sei é se os que se alçam ao poder têm estatura de estadistas para ver a necessidade de uma escola de qualidade acessível a todos, por direito e não por sorte.

Eu não sou contra o ensino privado. Longe disso. Se tivesse bastante dinheiro abria uma escola. Sei exactamente o tipo de escola, de ensino, de valores e de metas que adoptaria. Sei o tipo de professores que procurava, o tipo de organização, etc. Não sou nada contra o ensino privado. Mas não para substituir o dever que cabe ao Estado de facultar uma educação de qualidade com o fito de contribuir para a construção de um futuro onde a qualidade de vida não seja uma miragem, um sonho, uma fantasia, mas uma realidade alcançável.

publicado às 20:37


Cidadania

por beatriz j a, em 07.03.09

 

 

 

 

 

 

 

Hoje é obrigatório. Lá estaremos.

 

 

 

publicado às 12:30


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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