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Pensar o ensino do futuro

por beatriz j a, em 29.04.19

 

Acabo de ler um artigo acerca do modelo de ensino do futuro onde o entrevistado, reitor da universidade do dito estudo, defende a ideia de, no futuro, em vez de propinas, os estudantes pagarem à universidade uma mensalidade como na Netflix e as universidades serem centros onde os alunos vão buscar, ao longo da vida, informações, experiências e serviços.

 

A ideia dele assenta no pressuposto de as universidades serem centros de conhecimento híbridos onde juntam aulas tradicionais, por exemplo, mentoria, centros de comunicação e experiência. Um aluno pode fazer umas certas cadeiras de um curso e depois ir abrir uma empresa usando professores mentores e, mais tarde, voltar à universidade para completar estudos ou para juntar-se a outros e enveredar por um caminho diferente. Mais, nesta hipótese, os professores dos anos pré-universitários estão em contacto constante com a universidade e os próprios alunos desses anos secundários beneficiam de contactos em ambiente universitário.

 

Estas ideias parecem-me interessantes. A ideia dos professores das escolas estarem em contacto com as universidades é uma ideia que defendo há muito mas que custa dinheiro. Um professor tirar um ano sabático, de cinco em cinco anos, por exemplo, ou de seis em seis, para tirar um breve curso ou várias cadeiras de cursos diferentes de actualização de conhecimentos, numa universidade. Isto beneficia a qualidade do ensino não-universitário, dos seus professores e tem repercussões positivas nos alunos. Essas formações nem têm que ser completamente presenciais, pode fazer-se, como já se faz, em parte, em modalidade e-learning.

 

De qualquer dos modos as universidades seriam, de facto, centros de saber e de experiência aos quais os professores não universitários e os alunos, futuros trabalhadores, ficariam ligados e às quais regressariam de vez em quando para mudar de emprego, fortalecer os conhecimentos no seu emprego, etc.

 

No ensino não-universitário os alunos beneficiavam, em vez de aulas de cidadania e projectos interdisciplinares à martelada (estes projectos sempre existiram mas como obrigam a muito trabalho-extra, dependem da vontade dos professores e alunos), de poderem explorar interesses individuais; mas isto requer dinheiro para não se tranformar esses interesses neste erro desta equipa ministerial de subtrair 25% do currículo de uma disciplina retirando-lhe coerência, complexidade e valor. Seria necessário haver pequenas turmas que agregassem alunos de várias turmas com um interesse comum.... em astronomia, por exemplo, ou fotografia ou outra qualquer área do saber e do fazer.

 

A ideia de um ensino individualizado ao extremo, nestas idades adolescentes não me convence. Começo a ter a ideia de que é desagregador. Amanhã, como tenho aulas com uma turma onde uma aluna também foi a essa escola na Finlândia e esteve lá uma semana, e como a rapariga é inteligente e observadora, vou pedir-lhe que partilhe a experiência e conte o que viu e vou fazer-lhe perguntas porque até agora só falei com professores e não com alunos acerca dessa experiência. Depois conto.

 

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publicado às 18:17


do ensino da Filosofia

por beatriz j a, em 02.09.17

 

 

A moda actual dos fazedores de manuais de Filosofia, em geral, é considerarem-nos como sebentas para os alunos e, por isso, dispensam os textos dos filósofos e substituem-nos por interpretações pessoais dos temas e dos filósofos. Alegam que quando os filósofos escreveram os textos não foi com intenção de serem lidos por alunos do secundário mas por especialistas e também que os alunos não os entendem sozinhos. À conta disso e de partirem do princípio que a Filosofia é mera argumentação técnica, os manuais são longas listas de argumentação dos autores dos manuais. Transformam a análise de um problema numa receita de técnicas, cada uma com o seu nomezinho, às vezes idiota, como por exemplo, falar em argumentação branca e negra, o que até é uma linguagem racista.

 

Enfim, não sei porque se ensinam aos alunos expressões matemáticas e textos da Física em vez de os substituirem por técnicas dos autores dos manuais dessas disciplinas... é evidente que o Newton, o Einstein e muitos matemáticos escreveram para especialistas e não para alunos do secundário...

Nesta posição teórica, os professores são pensados como funcionários/emplastros, aplicadores de técnicas: os livros dizem a argumentação que os alunos devem saber e o professor está ali apenas para testar se a decoraram como deve ser. Depois pensam que estão a dizer a 'sua opinião'.

 

Há uns anos apanhei uma turma de alunos inteligentes que tinham sido de um professor que esteve lá e é o típico representante deste modo de encarar o ensino da Filosofia de modo que treinou os alunos para serem como ele. Os alunos sabiam desfiar todos os argumentos a favor e contra isto ou aquilo mas, quando lhes punha uma questão e lhes pedia para problematizá-la e analisá-la conceptualmente e levá-la até às suas consequências práticas ou até aos seus princípios, não sabiam e limitavam-se a repetir os argumentos que tinham decorado. 

 

Se a Filosofia no ensino secundário não permite uma autêntica metanoia falhou o seu intento. A problematização tem que fazer-se a partir dos filósofos, fontes inesgotáveis de saber e sabedoria e não dos seus interpretadores, técnicos sem espírito, a maioria deles. Mesmo a argumentação, esse instrumento que permite chegar a princípios e à consciência da ligação entre os princípios e os casos práticos, bem como os próprios princípios, devem os alunos haurir de eles mesmos. Essa é a função do professor e não ensinar a argumentar. A argumentação é uma rúbrica do programa, não é 'o' programa.

 

Descobri a Filosofia aos 17 anos com um texto de Heidegger, um filósofo não propriamente fácil de ler. Foi uma revelação e um amor à primeira vista e soube imediatamente que tinha de ir estudar Filosofia. Felizmente, nessa altura, não substituiam os textos dos filósofos por textos de autores de manuais pois muito provavelmente não me teria interessado um átomo.

 

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publicado às 12:37

 

 

Students are working harder than ever to pass tests but schools allow no time for true learning in the Socratic tradition

 

The atmosphere in the class is relaxed, collaborative, enquiring; learning is driven by curiosity and personal interest. The teacher offers no answers but instead records comments on a flip-chart as the class discusses. Nor does the lesson end with an answer. In fact it doesn’t end when the bell goes: the students are still arguing on the way out. This is my ideal classroom. In point of fact, it is more than just a dream. My real classroom sometimes looks like this, at least occasionally.

A minha também!! Quase sempre :))) embora não seja verdade que nunca ofereça respostas é verdade que nenhuma aula é fechada com uma resposta 😀

 

Mas as disciplinas que lecciono não têm, hoje em dia, exame obrigatório e a verdade é que a maioria das aulas onde há exames obrigatórios são dadas para os alunos passarem esses exames e como os programas são enormes e as turmas gigantes não há tempo para que possam fazer um exercício de progressão socrático. Na geral as coisas são mais assim:

‘Teaching to the test’, which increasingly dominates public school classrooms, produces an atmosphere of student passivity and teacher routinisation. The creativity and individuality that mark out the best humanistic teaching and learning has a hard time finding room to unfold.

 

Os malefícios do caos que atinge a constituição de turmas não tem explicação e ninguém fala disso. Estamos com 30, 32, 34 ou mais alunos dentro da sala de aula, sendo que esses alunos são de várias turmas misturadas anti-pedagogicamente só para poupar dinheiro.

Geralmente são duas turmas que se juntam mas, podem ser mais. Como estamos no nível secundário e não universitário, os alunos não têm autonomia suficiente para não dependerem do professor em quase todas as tarefas. Estamos a falar de adolescentes. Pessoas naquela fase da vida que é um universo diferente e alienígena dos adultos, onde levantar o braço para fazer uma pergunta ou ser capaz de dizer que não percebe pode ser um drama que leva um mês a ultrapassar, onde ter que expôr-se em frente de desconhecidos, mesmo que nesse universo reduzido da turma pode causar um ataque de pânico.

 

Outro dia vinha a falar com um colega de Matemática à saída da aula do meio da manhã acerca de termos mais de 30 alunos dentro da sala e nem haver cadeiras suficientes para se sentarem. Dizia-me ele, 'é impossível um ensino de qualidade - quando fazemos um exercício o mais que podemos é escolher um aluno para ir ao quadro e o que ele fizer serve de modelo para os outros porque não é possível ver o que cada um fez, como fez, tirar as dúvidas a cada um, ver onde cada um está a falhar, etc.'

 

Depois é a misturada de turmas. Uma turma no 10º ano tem 30 alunos. Se 5 ou 6 não passam, 2 ou 3 mudam de curso e outros 2 mudam de escola, a turma fica com 19, por exemplo. No ano seguinte essa turma tem aulas com outra turma que também ficou com menos 10 alunos, nas disciplinas como o Português e mais outas 2 ou 3 que são comuns a todos os cursos.

 

O resultado não é uma turma nova mas duas despersonalizadas enquanto grupo, com dinâmicas e modos de funcionamento diferentes enfiadas numa mesma sala. Uma pode ser uma turma de Humanidades e outra de Artes ou de Ciências e não têm nada em comum; depois de um ano no secundário num determinado curso, já têm um modo de funcionamento mental próprio do curso de maneira que não se fundem em uma só turma o que afecta os alunos, para além de nos afectar a nós porque depois temos 30 alunos dentro de uma sala de aula, sendo que muitas vezes estão desfazados em termos de ensino porque cada um teve seu professor.

Estamos ali a dar aulas a duas turmas e não uma, só que estão todos dentro de uma única sala. Às vezes juntam-se a duas turmas diferentes consoante as disciplinas. É o caos e já se tornou rotina quando dantes era uma excepção. Para os alunos isto tem consequências extremamente negativas. 

 

Este ano tenho uma turma do 10º que está a começar agora e mais outras seis juntas duas a duas de modo a fazer 3.

As duas turmas do 12º ano que tenho são 4. Por exemplo, uma é a turma A+B e a outra é a turma C+D. Cada uma é a junção de 2 turmas. Em cada uma delas eu conheço metade da turma: por exemplo, na A+B conheço os da A desde o 10º ano e a outra metade (a B) só os conheci este ano.

O facto de eu conhecer perfeitamente todos os alunos de uma das turmas (A, por exemplo), ter um enorme à vontade com eles e trabalharmos muito bem porque já nos habituámos uns aos outros e porque os treinei desde o 10º para serem autónomos no trabalho e dependerem o mínimo possível de mim, afecta negativamente os da outra, cujos nomes não sei e vou levar muito tempo a decorar, coisa que eles reparam e não gostam embora compreendam, que estão agora a apanhar o modo de trabalhar nas minhas aulas comigo e a fazer um grande esforço para serem mais autónomos, que não têm o à vontade que vêem os outros ter no trabalho e na convivência dentro da sala, etc. Por muito que trabalhe para amenizar isso, para os pôr à vontade, etc., isso afecta-os no rendimento. São adolescentes, não adultos. Têm imensas inseguranças.

 

Para não falar que com turmas a 30 ou muito mais, deixamos de fazer a quantidade de avaliações que fazemos por ser matematicamente impossível de os corrigir. E quem perde são os alunos, claro, porque as avaliações são um instrumento  para aferir do seu progresso e para desenvolver técnicas específicas e de desenvolvimento pessoal.

 

Isto está caótico. Agora até as Direcções de Turma querem que sejam à molhada, tipo dois em um... o trabalho mais importante do DT é a gestão dos conflitos: entre pais e professores, entre alunos e professores, entre alunos. Quando se consegue gerir bem os conflitos corre tudo às maravilhas e quando não se consegue transforma-se num inferno que afecta logo as aulas e o rendimento deles. Juntar DTs é o caminho mais curto para potenciar conflitos porque é misturar grupos com dinâmicas e problemas diferentes e tratá-los como iguais. Está tudo numa enorme degradação e ninguém fala de nada porque só o que interessa ao ME é poupar dinheiro, e ter alunos amestrados para vomitarem respostas em exames para aparecerem bem nas tabelas internacionais.

 

Se as coisas funcionam nas escolas deve-se exclusivamente aos professores que ainda têm profissionalismo, que se preocupam e gostam dos miúdos e não são capazes de desistir deles porque todo o sistema está organizado para que as escolas falhem, para que os professores desistam, para que tudo seja aparência e fogo de vista e o que mais choca é o total desprezo que têm pelo interesse dos alunos. No meio disto tudo que se faz para inglês ver, os alunos são a última coisa em que se pensa.

 

 

Um aluno hoje em dia que tenha o azar de não passar e ter 18 anos, está tramado e pode acontecer não ter lugar em nenhuma escola ou ter mas não poder matricular-se a todas as disciplinas porque as turmas estão juntas à molhada e o professor já tem 34 alunos ou algo assim. É revoltante.

 

Esta profissão, para quem leva o trabalho a sério e não faz tudo à balda só pelo (mau)salário ao fim do mês (porque podemos fazer isso, sim, tratar tudo chapa 5 já que está tudo à molhada, como se os alunos, os pais, as turmas fossem parafusos e não universos individuais) exige muita fortitude mental. Daí que milhares de professores andem com depressões, burnout, de baixa ou na escola tipo zombies. A mim custa-me o sono e não durmo como deve ser. Ao contrário do que se diz não tem que ver com a idade mas sobretudo com a impotência de ver tudo ser mal dirigido, mal pensado e mal feito, com gritantes injustiças e abusos e de não conseguir introduzir bom senso e inteligência num sistema cada vez mais estúpido que premeia os simulacros.

 

 

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publicado às 20:44


Tchii... onde isto já vai...

por beatriz j a, em 09.05.16

 

 

 

Cardeal-Patriarca de Lisboa fala pela primeira vez de financiamento a escolas privadas

 O cardeal-patriarca de Lisboa acrescentou ainda, durante a homilia na missa celebrada no Patriarcado por ocasião da Festa da Vida e da Família, que os pais de crianças em escolas privadas “são tão contribuintes como os outros e também financiam as escolas estatais”. 

 

Ao pé desta movimentação 'lobista' o Nogueira é um baby. Só falta arregimentarem a Merkele ou a Lagarde para a pressão. O que tem graça é ver os que sempre defenderam a iniciativa privada e se queixam dos que vivem do subsídio, que nos custa a todos, a defenderem eles mesmos o subsídio... enfim, quase defendem o comunismo onde tudo é pago pelo público.

 

No dia em que tiver que pagar os colégios particulares dos outros com o meu salário congelado, começo a ir com os filhos para hotéis de 5 estrelas, a comer em restaurantes de 5 estrelas, a fazer tratamentos de spa de 5 estrelas e mando a factura para o sr. primeiro-ministro. Afinal, porque é que só os abastados têm direito a hotéis de 5 estrelas? Eu não sou uma pagadora de impostos?

 

O Estado tem o dever de contribuir para a igualdade de oportunidades e para a formação de cidadãos nos princípios da democracia portuguesa e, daí, a obrigação de ter uma escola pública de qualidade cuja finalidade não é o lucro em dinheiro mas, o lucro em cidadãos que perpetuem o país e o melhorem em termos sociais, humanistas, económicos, etc.

 

Com que sentido é que o Estado depaupera a escola pública, despede professores, fecha escolas, etc. falhando os seus deveres para agradar à iniciativa privada, seja esta a Igreja ou sejam cooperativas de ensino viradas para o lucro?

 

 

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publicado às 19:17


Curioso

por beatriz j a, em 07.05.16

 

 

 

 

 

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publicado às 10:02

 

 

 

The Math-Class Paradox

 

... students don’t get the opportunity to see math as a growth subject if they mainly work on short, closed questions accompanied by frequent tests that communicate to them that math is all about performance and there is no room for failure. When students inevitably struggle, most decide they are not a “math person.”

 

Mathematicians define their subject as the study of patterns. . But students will typically say that math is a subject of calculations, procedures, and rules. They believe that the best mathematical thinkers are those who calculate the fastest—that you have to be fast at math to be good at math. Yet mathematicians are often slow with math. I work with many mathematicians and they are simply not fast math thinkers. I don’t say this to be disrespectful to mathematicians. They are slow because they think carefully and deeply about mathematics.

 

Laurent Schwartz won the Fields Medal in mathematics and was one of the greatest mathematicians of his time. But when he was in school he was one of the slowest in his class. In his autobiography, A Mathematician Grappling with His Century, he reflects on his school days and how he felt “stupid” because his school valued fast thinking:

 

I was always deeply uncertain about my own intellectual capacity; I thought I was unintelligent. And it is true that I was, and still am, rather slow. I need time to seize things because I always need to understand them fully. Towards the end of the eleventh grade, I secretly thought of myself as stupid. I worried about this for a long time.

 

 

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publicado às 09:56


Deambulações

por beatriz j a, em 19.03.15

 

 

 

Noruega é cada vez mais um destino dos emigrantes portugueses

 
Em cinco anos, foi registada a entrada de 430 mil portugueses em países diferentes do mundo.


Quase meio milhão numa sociedade de 10 milhões é muita gente. Jovens em idade fértil e cheios de vontade de trabalhar abandonaram o país. Imensos já não voltarão, não só por não terem cá possibilidade de vida (com esta austeridade só há emprego para os amigos e os amigos dos amigos) mas porque lhes fizeram sentir que não eram bem vindos. Foram empurrados daqui para fora, não têm sentimentos de pertença com um país que lhes diz, 'não temos lugar para vocês', 'desimpeçam a loja', como disse o outro advogado aos jornalistas...

 

Aqui há tempos discuti com um amigo acerca desta questão da emigração jovem porque ele me dizia que pôs a filha a estudar em Inglaterra e eu disse-lhe que achava mal, em termos de devermos contribuir para o desenvolvimento do nosso país e não do dos outros. E ele olhou para mim como se eu fosse um extra-terrestre, pois estava à espera de elogios e tenho a certeza acha que sou naif e não entendo as coisas práticas da vida. Mas eu acho que ele é que não as entende.

 

A verdade é que qualquer porcaria de universidade ou politécnico estrangeiro tem uma aura que se deve, sobretudo, a que nós próprios, em vez de lutarmos pelas nossas universidades, lutamos pelo emblema das outras. Temos universidades tão boas como as dos outros e se muitas ainda não o são, podiam ser, porque que as diferenças estão apenas em que algumas dos outros têm acesso a pessoas, leia-se, facilitadores de empregos e negócios que as nossas não têm. E porquê? Porque construiram uma reputação. E nós o que fazemos? Destruímos continuamente a nossa para alimentar a deles. 

 

Enfim, ele respondeu-me que cada um tem o direito de ir estudar para onde quiser e achar que lhe dá mais vantagens na vida. Claro que tem, isso é indiscutível, mas depois não venha queixar-se da falta de qualidade do ensino se é o primeiro a actuar em seu desfavor. Uns mandam-nos para Paris, outros para Londres ou para a Alemanha...  Como é que pessoas que têm responsabilidades políticas e falam sobre o rigor do ensino e do trabalho em Portugal são os primeiros a voltar as costas ao que é nosso?  As pessoas querem mudanças mas não querem ser elas a mudar...Se cada um só olhar o seu umbigo este país não tem futuro.

 

 

Já acho mal esta espécie de endeusamento que se faz de uma ou duas universidades no país por causa dos 'facilitadores de negócios que lá estão a dar aulas onde contam episódios da sua vida e das suas relações de poder...' como se todas as outras não prestassem... acho que tem consequências negativas para o país esta mentalidade elitista pouco exigente e nada democrática de 'pop stars' em tudo que diminui a maioria. 

Eu sou professora e dou aulas e vejo imensos alunos com inteligência e vontade e sei que a maioria não tem hipótese nenhuma neste país de cunhas e elites míopes e extremamente egoístas.

 

Não sou contra ir estudar fora e acho o programa Erasmus das melhores ideias que tiveram na UE mas não estou a ver empregadores em Inglaterra, Alemanha, Suíça, França, etc., preterirem um candidato a um emprego por não ter estudado ou feito um Erasmus em Portugal ou em Itália ou em Espanha...  não nos valorizam - no entanto, vêm cá buscar médicos, engenheiros, gestores, enfermeiros... mas a reputação de grandes instituições de ensino querem-na para eles porque aquilo é um negócio de muitos milhões. E nós somos cúmplices. Formamos gente de grande qualidade mas alimentamos o negócio deles à custa do nosso próprio.

 

Em Portugal não se aposta nos portugueses, nas instituições portuguesas, no valor dos portugueses e em vez disso aposta-se no valor dos outros e nos interesses dos outros e isto parece-me imperdoável de tão medíocre, provinciano e prejudicial para o país. 

 

Em contrapartida tenho um amigo que é professor catedrático numa universidade em Lisboa e que anda a fazer em colaboração com um italiano [acho], um programa de doutoramentos de universidades de países do Sul [mais a Suíça] justamente para credibilizar as nossas instituições e fazer concorrência à hegemonia dos doutoramentos 'star' das universidades inglesas, alemãs, etc., para ver se em vez de ir tudo a correr para lá começam a valorizar o que têm e a criar raízes e riqueza nos seus próprios países. Acho isto de grande visão e de imenso valor. Infelizmente são poucos os que assim vêem as coisas.

 

 

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publicado às 21:25


Podia-se tomar medidas de prevenção...

por beatriz j a, em 25.02.15

 

 

... mas não... deixa-os lá ficar bem doentes que depois remediamos com apoios... não sou contra os alunos terem apoios, bem pelo contrário mas preferia que em primeiro lugar se tomassem as medidas que evitam que os alunos cheguem ao ponto de precisar de apoios. Mas essa não que isso custa dinheiro. E depois, quando fosse necessário sacar mais uns biliões para pagar a crise onde se iria buscar...?

Ontem aquela luminária que escreve livros a dizer que é preciso inventar novos professores escreveu um artigo a explicar aos professores de Português como devem dar os Lusíadas à maneira que ele 'gosta'  [como se isto fosse uma espécie de bacalhau à moda do senhor] e que é a maneira como a dona Zulmira que foi professora dele há 60 anos dava a obra... e diz que os alunos não gostam dos Lusíadas porque os professores são maus e os alunos aborrecem-se. 

 

O que me aborrece são estas pessoas que do lado de fora deste sistema insano em que se transformaram as escolas para se poder despedir e poupar dinheiro  [o que passou e passa pela degradação constante dos professores e do seu trabalho] em vez de lutarem pelas medidas que previnem e diminuem os casos de chumbos (mas se calhar o que interessa não é os alunos aprenderem de facto mas apenas mudar a estatística nem que seja à custa de os passar em cursos de...deixa ver... navegar no Facebook, por exemplo) passem o tempo a dizer o que 'gostam' e o que 'querem' segundo as últimas modas - os mesmos que não fizeram o que 'deviam' quando tiveram o poder de o fazer, em grande parte porque têm um enorme desprezo pela profissão de professor que acham ser uma profissão para gente que não soube ter sucesso, isto é, não soube ser um fura-vidas e ganhar dinheiro.

 

Alguns são mesmo grandes responsáveis pelo estado da educação actual como essa Rodrigues e este Crato que também passa o tempo a dizer o que 'quer'. Porque a escola existe para satisfazer os 'quereres' e 'gostos' e 'opiniões'  desta gente toda de sucesso, especializados em ser viajantes do planeta que dão duas voltas ao mundo em 80 dias, estes especialistas em saber quantos engenheiros havia em mil novecentos e troca o passo e em pagar milhares e milhares de euros a pessoas para tirar fotocópias e ordená-las pelo sistema alfabético ou algo assim. 

O que me aborrece é que não se calem de uma vez por todas!

Se as turmas não estivessem a abarrotar de alunos, os professores a abarrotar de turmas e de trabalho burocrático inútil, se calhar faziam melhor trabalho, os alunos chumbavam muito menos e não havia professores sem turmas...

 

Ex-ministros querem professores sem turmas a apoiar alunos

 

 

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publicado às 04:51


Exactamente o que penso há muito tempo

por beatriz j a, em 29.01.15

 

 

Professores deviam ser apoiados no primeiro ano de trabalho

 

Leonor Santos, professora do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa e especialista em avaliação e desenvolvimento profissional de professores, considera que não será através da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC) - que registou mais de um terço de chumbos este ano - que o ministro Nuno Crato alcançará o objetivo anunciado de "escolher os melhores professores".

"Esta prova não se dirige certamente a apreciar ou não a qualidade das competências profissionais", diz, acrescentando que é em contexto de trabalho que estas competências são identificadas e desenvolvidas. "Isso consegue-se através do ano de indução na carreira, no início da sua atividade, em que o professor trabalha com o acompanhamento próximo de profissionais competentes e experientes"

 

Em primeiro lugar o ministro, antes de falar e criticar os outros, podia ter lido aquele enunciado da prova e mandado alterar a qualidade da escrita de algumas questões... mas deixemos isso para lá... a questão de haver professores a dar muitos erros ortográficos tem que ver com as escolas, os exames e as universidades de onde saem formados dessa maneira e é aí que tem que actuar-se. Saber-se de onde e como é que saem alunos formados nessas condições, isso é que é importante. Fazer exames já depois de tudo acabado é desonesto.

 

Em segundo lugar, qualquer professor que se inicia na carreira não beneficia em nada de testes de escolha múltipla, nem de métodos de intimidação ou de humilhação (ter os funcionários da escola a tratá-lo como aluno...) do que precisa é de acompanhamento e de apoio de alguém experiente que o ajude a desenvolver-se como professor porque avaliação já a teve durante os dois anos de estágio de formação de professores que foi obrigado a frequentar. Que essas formações de professores não prestem, em muitos casos, isso é que tem que avaliar-se e mudar se necessário. Não é aprová-los e declará-los aptos para o ensino e depois de tudo feito excluí-los em testes de escolha múltipla o que é profundamente desonesto. Estes testes são inúteis para o fim a que se destinam e só servem para o ministro dizer mal dos professores e criar desconfiança relativamente ao ensino (que parece ser o seu grande objectivo, à semelhança da outra).

 

E já agora só um aparte: estes professores que escrevem com muitos erros serão 'vítimas' de anos e anos de políticas educativas que desprezavam a língua porque essa era, então, a moda. Quantas vezes tínhamos problemas com os alunos e os pais que não aceitavam -e faziam queixa dos professores em questão- que um professor de Matemática ou Filosofia ou Biologia penalizasse um trabalho ou teste por estar mal escrito, com o argumento de que só o professor de Português podia corrigir o Português e que o de Biologia tinha que corrigir a Biologia mas não o Português que não era a área dele. Este era um argumento aceite por toda a 'inteligência' dos pedagogos da moda. O estrago que esta moda fez foi de tal ordem que teve que sair escrito, em letra de lei, há um par de anos, que todos os professores são também professores de Português e devem corrigir os alunos nesse domínio. Mas para aqui chegar foi uma luta de anos e anos, muito grande, contra as políticas do 'aprender a aprender' e dos os alunos terem é que ser felizes nas aulas... estes jovens professores que dão erros andaram na escola nessa altura...

 

A moda agora é a contradição: por um lado temos o AO a querer simplificar a língua ao ponto de podermos escrever tal qual como falamos, por outro lado querer complicar o estudo da língua artificialmente. Aqui há tempo os alunos de uma turma queixavam-se da reforma do estudo da língua e diziam, 'quando aprendemos a gramática, no básico, as regras eram simples e lógicas; havia o sujeito, o predicado, os complementos, que podiam ser de tempo, se estávamos a falar de quando as acções tinham sido feitas, de lugar, se estávamos a falar do local onde tinham sido feitas, etc. e tudo era fácil de perceber e memorizar; agora chamam-se 'modificadores' e podem ser 'modificadores oblíquos' ou podem ser 'modificadores adjuntos' ou ainda 'predicadores verbais' e as frases chamam-se 'grupos verbais'... (de não sei quê, já não lembro) e há tantas excepções e apartes que é tudo confuso e difícil de organizar mentalmente. As regras gramaticais desta última reforma talvez façam as delícias dos linguístas mas se calhar não ajudam a cimentar uma aprendizagem estruturada e sólida da língua e esse é o objectivo do estudo da língua nas escolas.

 

 

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publicado às 04:24


Devem os poderes instrumentalizar o ensino?

por beatriz j a, em 29.09.14

 

 

 

... neste caso da História dos EUA. Uma revisão do currículo está a gerar polémica e fúria nos Conservadores, em virtude de ter como objectivo um ensino mais imparcial da História. No Texas já decidiram que não o vão adoptar com o seguinte argumento:

 

Materials should promote citizenship, patriotism, essentials and benefits of the free enterprise system, respect for authority and respect for individual rights. Materials should not encourage or condone civil disorder, social strife or disregard of the law. Instructional materials should present positive aspects of the United States and its heritage.

 

 Entretanto os alunos já se manifestaram a favor duma História sem censura mas, sabendo nós que o poder entende as escolas e os conteúdos das disciplinas como instrumentos dos seus interesses...

 

 

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publicado às 13:18


E é isto

por beatriz j a, em 17.07.14

 

 

 

Hoje, um amigo disse-me que é o primeiro dia, desde há 33 anos, em que não é professor. Difícil... Decidiu sair do ensino. Ainda há coisa de um mês uma vendedora de uma loja aqui de Setúbal, por acaso, falou-me dele com grandes elogios, disse-me que ele tinha sido professor e DT das duas filhas e que ela e as miúdas tinham gostado imenso dele (ainda nem lhe disse isto). Muita gente vai-se embora, não porque queira, mas porque já não se pode ficar. É claro que só vai quem pode, de uma maneira ou de outra... Ainda a semana passada encontrei uma amiga, ex-colega que já não via há muitos anos e que deixou de dar aulas este ano, ao fim de quase trinta anos de trabalho. Uma pessoa empreendedora, criativa, inteligente e com valor. Disse-me que já não respirava e que havia muitos dias em que entrava na escola e ia vomitar... Tantos que, gostando de ser professores e, sendo bons professores, dizem o mesmo, que iriam embora hoje, se pudessem. A escola já não tem lugar para quem gosta de ensinar e de ser professor. O que fizeram às escolas e ao ensino é inqualificável. Um dia há-de estudar-se e falar-se desta época negra da educação que começou com a Lurdes Rodrigues (essa mulher que deixou milhares de copycats por aí) e está longe de ter acabado. Como sempre, quando se perceber bem a extensão das malfeitorias já será tarde, tudo já destruído sem retorno...

 

 

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publicado às 14:43


Porque não voltar ao ensino do antigamente?

por beatriz j a, em 19.09.13

 

 

 

Crato acaba com Inglês obrigatório no 1.º ciclo

Ao encurtar as Atividades de Enriquecimento Curricular o ministro da Educação acabou com a obrigatoriedade do ensino de Inglês. Cabe às escolas decidir.

 

Afinal, para estarem mais tarde no desemprego, para que precisam de inglês? Reduz-se o ensino obrigatório a quatro anos de Português e Aritmética e, quem quiser que os filhos estudem mais, ponha-os em colégios. Não tem dinheiro para isso? Olhe, matricule-se num partido político e vá roubar... ou melhor, faça passar leis em que os contribuintes paguem o colégio dos seus filhos.

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publicado às 08:31

 

 

 

 

Guias-intérpretes contestam guias turísticos sem-abrigo

Grupo de guias-intérpretes temem descredibilização da profissão com a iniciativa da Católica do Porto.


A Faculdade de Educação e Psicologia da Católica do Porto apresentou, hoje, o curso "Hospitalidade e Experiência Turística", formação que visa reintegrar seis cidadãos lançados nas ruas da Invicta pelas adversidades da vida.

Integrado no projeto Welcome Home, a ideia de negócio incubado na Católica, o curso de 25 horas, que tem início este mês e se prolonga até setembro, pretende reintegrar ativamente cidadãos em situação de desamparo, dando-lhes formação e emprego.

Marisa Mota, guia-intérpete de profissão, acusa a Católica de querer colocar na rua pessoas para "uma função para a qual não estão habilitadas", frisando que "nem no nome do curso acertaram, pois não existem guias-turísticos mas guias intérpretes".

"Fizemos três anos de universidde e pagamos propinas. Estamos fartos deste tipo de concorrência sem regras", diz Marisa Mota, que lembra que já basta terem na Praça da Liberdade guias que oferecem "free-tours aos turistas mas que no fim aceitam o que cada um está disposto a pagar".


O grupo de contestatários adverte que se a Católica quer resolver os problemas dos necessitados "terá de resolver também o problema dos guias-intérpretes sem emprego".    



Isto, é no que se tornou o ensino em Portugal! E não venham dizer que é a escola pública ou este ou o outro instituto que não prestam... toma lá 25 horas dum curso qualquer e levas o título de guia... não interessa que as guias intérpretes tenham tido que estudar durante quatro anos de licenciatura, mais estágios, mais entrevistas, mais exames e o diabo a nove... ...nem interessa que esses cursados de fim de semana -à Relvas- prestem um péssimo serviço ao turismo... ou que pouco possam fazer pelas suas vidas com um curso de 25 horas...o que interessa é aparecer como grande promotora da caridadezinha.

Se querem mesmo ajudá-los ofereçam-lhes uma licenciatura como deve ser.

 

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publicado às 15:44

 

 

 

 

 
Chiste Peridódico el Pais el Roto...

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publicado às 06:52


A importância de não se chamar Relvas

por beatriz j a, em 10.09.12

 

 

 

 

Superior: Universidade de Aveiro retém melhor aluno

Estudante 'chumba' com 20

Edgar Cardoso, aluno de 20 valores na Universidade de Aveiro (UA), está obrigado a repetir o último ano da licenciatura em Música, devido a um atraso dos serviços académicos que não introduziram atempadamente as notas obtidas pelo estudante na Alemanha, onde estudou ao abrigo do programa Erasmus.



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publicado às 10:09


escolher sempre a pior alternativa

por beatriz j a, em 09.05.11

 

 

 

Procuram-se superdirectores. Gerir os novos agrupamentos não é para qualquer um

Gerir um dos novos reagrupamentos de escolas não é como estar à frente de um jardim-de-infância nem tão pouco de uma primária ou secundária com algumas centenas de alunos. "A gestão de proximidade perde-se quase completamente"

Passar o testemunho Este é o aviso que os presidentes das comissões administrativas provisórias (CAP) deixam aos que se candidatam ao lugar que ocuparam durante o último ano. Eles, melhor do que quaisquer outros, sabem do que estão a falar. Foram os primeiros a assumir a gestão dos novos agrupamentos e durante um ano estiveram a preparar a fusão destas escolas. Uniformizaram práticas, documentos, critérios de avaliação, processos pedagógicos e outras burocracias que antes eram diferentes em cada estabelecimento de ensino. Construíram novas bases de dados para alunos, docentes e funcionários. Fundiram serviços administrativos e juntaram departamentos disciplinares que passaram a ter 60, 70 ou mais professores.

 

Ou seja, deram cabo do ensino! Uniformizaram o que não pode nem deve estar uniformizado -escolas diferentes, realidades diferentes, disciplinas diferentes que exigem lógicas diferentes...vai a tudo a eito de modo igual como quem funde anéis e transforma tudo em barrinhas-  para facilitar a vida ao director. Isto é, os professores deixaram de trabalhar para os alunos, trabalham agora para o director: para facilitar a gestão do director, para que ele não se perca no meio de tanta confusão. Isto foi o que fizeram em Inglaterra com resultados desastrosos.

Em Portugal escolhe-se sempre a pior alternativa com o engodo do poupar dinheiro: que não poupa, porque isto é agora mais barato mas vai sair muito caro em termos de anos de educação perdidos. Não admira que o ensino particular, de ano para ano, tenha melhores resultados: escolhe os alunos, tem turmas pequenas, em escolas pequenas com óptimas condições.

 

 

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publicado às 09:05


isto parece-me bem...

por beatriz j a, em 25.04.11

 

 

 

A Trial Run for School Standards That Encourage Deeper Thought

 

In three years, instruction in most of the country could look a lot like what is going on at Hillcrest, one of 100 schools in New York City experimenting with new curriculum standards known as the common core.

Forty-two states, the District of Columbia and the Virgin Islands have signed on to the new standards, an ambitious set of goals that go beyond reading lists and math formulas to try to raise the bar not only on what students in every grade are expected to learn, but also on how teachers are expected to teach.

The standards, to go into effect in 2014, will replace a hodgepodge of state guidelines that have become the Achilles’ heel of the No Child Left Behind law. Many states, including New York, lowered standards in a push to meet the law’s requirement that all students reach grade level, as measured by each state, in English and math. President Obama has expressed a desire to rewrite the law, and many experts predict the common core will be a centerpiece of the effort.

The new standards give specific goals that, by the end of the 12th grade, should prepare students for college work. Book reports will ask students to analyze, not summarize. Presentations will be graded partly on how persuasively students express their ideas. History papers will require reading from multiple sources; the goal is to get students to see how beliefs and biases can influence the way different people describe the same events.

 

Muito do que aqui se defende fazemos nós com os nossos estudantes...enfim, por enquanto, porque a tendência é imitar o sistema americano de há uns anos, isto é, questionários de resposta fechada, textos superficiais e resumidos, etc. Os exames que agora são moda, mesmo nas humanidades mostram a tendência, errada, penso, do sistema de ensino. Trabalhar para o mínimos dos mínimos baixando sempre a fasquia. Naturalmente que assim os alunos têm tendência a sair das escolas cada vez mais mal preparados.

O que muita gente ignorante não percebe quando faz elogios à MLR é que foi ela, sobretudo, quem levou o laxismo, a falta de exigência e a falta de rigor ao ensino e o destruiu no que tinha de melhor, promovendo os vícios e o que tinha de pior. A infantilização já vinha de trás da Ana Benavente. Agora estamos como estamos...

 


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publicado às 15:09


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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