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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Estamos a menos de dois meses das eleições para o PE e não fazemos a menor ideia do que é que os partidos e candidatos portugueses, salvo raras excepções, defendem sobre os temas do futuro próximo, alguns decisivos do futuro da União e, do futuro não próximo.
Temos sempre que ir ler o que se passa na Europa em outros sítios porque aqui faz-se um apagão acerca das questões europeias, não sei se para manipular melhor as pessoas.
Por exemplo, estive a ler este artigo -Sandra Kalniete: “Russia can no longer be considered a strategic partner of the EU” um artigo de grande alarme- acerca das relações da UE com a Rússia e da questão da Ucrânia. Aqui no rectângulo tudo nos passa ao lado. No entanto, as decisões que se tomam no PE afectam a nossa vida presente e futura.
Juntamente com o PSD/CDS têm quase 60% dos votos. Não percebo... Com 16 projectos para escolher as pessoas votam sempre nos mesmos... PS, PSD. O PS é igual ao PSD/CDS. O Zé Seguro até já foi à Alemanha pagar tributo à Merkele. Se o PS volta ao poder aquela mulher horrorosa que está a ser julgada por dar centenas de milhares de euros ao irmão do acusado de pedofilia volta ao MEC. O Sócrates, esse emigrante de luxo suspeito volta ao poder... mais o clone, o SS, o jamé e todos os outros iguais aos relvas do PSD... não percebo estas coisas... as pessoas querem e pedem mudança mas suportam os mesmos de sempre... não percebo...

Eu vou votar. Não votar é escolher que sejam outros a falar e a escolher por nós. No dia em que os políticos souberem que já nem com o voto dos cidadãos têm que preocupar-se e que podem manter-se nos lugares indefinidamente, a fazer o que lhes apetece sem nenhuma consequência, o abuso de poder tornar-se-à a regra.
Uma pessoa pode votar num partido político que queria que fosse dominante, se existe um partido cujos princípios e práticas se aproximam dos seus próprios princípios e práticas ou, pode votar num [pequeno] partido para ser oposição se nenhum partido lhe parece ter ideias e práticas de mérito para liderar e, se existe algum partido cuja filosofia de princípios e combatividade para impedir certas práticas dos partidos maioritários e combater por princípios filosóficos importantes lhe parece de mérito.
Não tenho correspondência muito alta (mais de 50) com nenhum partido português mas tenho mais de 40 com o partido Livre que nem conhecia (já fui ao site deles ler o que são, o que defendem, etc.).
A nível europeu tenho uma correspondência mais alta com o SNP inglês (50.8) - tenho que ir ver quem são - faço parte dos partidos libertários e estou muito longe dos conservadores.
A minha correspondência mais baixa é com o PSD (5.4).
Para quem quiser fazer o questionário e saber que partido melhor o representa: neste link
Crise économique, institutionnelle, sociale… L’Union européenne semble plus que jamais dans l’impasse. Raffaele Simone, professeur de linguistique à l’université de Rome, analyse les causes de cet état dépressif. En 2010, il avait publié chez Gallimard le Monstre doux : l’Occident vire-t-il à droite ? (1) Cette analyse décapante sur le triomphe de l’idéologie de la consommation et du divertissement dénonce l’incapacité de la gauche à formuler un grand projet à la hauteur de son temps.
Elle est avant tout due au fait que les citoyens européens ont commencé à percevoir l’existence de cette entité. Longtemps, l’Europe a seulement été une étiquette, elle n’avait pas vraiment de contenu. Aujourd’hui, la population ressent son existence et en distingue les défauts plus que les avantages. Pour le citoyen ordinaire, le seul intérêt de l’Europe, c’est la possibilité de circuler librement. Pour d’autres catégories de personnes, c’est de faire circuler le capital ou de créer des entreprises sans obstacles. Les défauts sont en revanche nombreux, à commencer par l’euro, qui a appauvri plus de la moitié des citoyens européens. Et une bureaucratie européenne quasiment céleste, extrêmement bien rémunérée, privilégiée et repliée sur elle-même. Quant à la démocratie, elle est très lacunaire. Une fois que les citoyens ont voté pour le Parlement de Strasbourg, ils n’ont plus aucun moyen d’intervenir. L’UE compte encore très peu au niveau international et elle subit l’hégémonie de Berlin. Elle constitue une grande succursale de l’Allemagne, surtout en Europe centrale, qui est un gigantesque marché allemand.
(...)
Infelizmente, para se saber alguma coisa sobre as eleições europeias -o que está em causa, quais os partidos, o que defendem, quais as questões em cima da mesa, com quem nos identificamos, etc., temos que recorrer aos meios de comunicação estrangeiros pois aqui no rectângulo 'no pasa nada' como dizem os espanhóis.
* Euro, IVG, frontières... Pour vous, l'Europe est-elle utile ?
* “Quien vota a populistas o extrema derecha, vota a un conjunto vacío”
Ferreira Leite defende que as europeias servem para debater temas importantes e não para "ver se gostamos mais do Assis ou do Rangel".
Ferreira Leite mostrou-se ainda surpreendida com o tom das críticas: "Foi um tom crispado, como se não estivéssemos em democracia". Lamentou assim a "reação desadequada" do Governo e da troika ao manifesto, lembrando que "não se trata de uma crítica ao Governo", nem de uma "rebelião", mas de uma "reflexão".
A antiga presidente do PSD disse ainda que, apesar da saída da troika, o País vai entrar uma fase de "regras orçamentais rígidas" e que as atuais condições, sem reestruturação da dívida, levarão a "40 anos de exigência" e austeridade.
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Vivemos num sistema com um governo que se recusa a debater seja o que for e que faz o que quer, mesmo quando outros poderes, como o Presidente, os veta. É o posso, quero e mando sem ouvir ninguém a não ser que à partida saibam que lhes vão ser favoráveis.
Mandam as leis ao Presidente só para se legitimarem porque na prática, estão-se nas tintas para os outros poderes democráticos e, quando não gostam da leitura que eles fazem, arranjam maneira de as aprovar na mesma. Falta de respeito pelos outros e pelos processos democráticos, excesso de auto-estima e de auto-confiança.
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