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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Uma tragédia é o Isaltino Morais ser eleito. Num dos concelhos academicamente mais educados do país. Não há muita esperança para um país onde as pessoas supostamente mais esclarecidas preferem os corruptos e os que roubam.
A outra é ligarmos a TV e estarem a maioria dos canais a falar de futebol. Mas há ainda quem se espante dos níveis de abstenção?
É o país que temos.
Nunca tanta gente ficou em casa em eleições autárquicas e nunca houve tantos votos brancos e nulos num acto eleitoral para eleger autarcas. A taxa de abstenção é de 47,4%, quando faltam apurar 37 freguesias, segundo os dados da Direcção-Geral da Administração Interna.
A percentagem de votos brancos mais do que duplicou em relação há quatro anos e bateu o máximo de há oito, quando 138.449 eleitores (2,6%) entregaram o boletim em branco.
E o mesmo acontece com os votos nulos, que atingem já os 144.683, bem mais do que anterior recorde (100.797 nas autárquicas de 1982, quando significaram 2% dos votos).
... ou, pôr os políticos a pensar acerca do seu papel no desenvolvimento da vida do país.
Disseram-me que o dinheiro que os partidos políticos recebem não se calcula pela percentagem de votos mas sim à unidade, isto é, por cada voto expresso, válido, recebem um 'x', que é fixo. Sendo assim, quantos mais votos em branco, nulos ou ausentes (abstenções) menos dinheiro recebem. A ser verdade, parece-me um critério muito interessante para decidir do meu voto para a semana :)))
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