Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Em busca de um tempo perdido

por beatriz j a, em 01.06.17

 

 

 

 

 

Gostava de ter feito as viagens ao Magreb e ao Médio Oriente no final do século XIX ou até nas primeiras décadas do século XX. Há uma magia muito grande nesses sítios e de cada vez que leio relatos de viagens dessas épocas - como o da Gertrude Bell, o do Lawrence da Arábia ou o do Capitão James Riley, só para dar os exemplos mais impressionantes- vejo essa magia multiplicada por mil.

Não sei bem porquê mas acho que se deve ao facto de que, até à véspera da Segunda Grande Guerra, não só se vivia ainda antes da serpente e da maçã, numa inocência que essa guerra matou, como ainda se tinha os pés na Antiguidade. Quer dizer, o Renascimento da Antiguidade ainda estava muito presente. Havia o ideal da procura do saber guida pela visão inteligente dos clássicos e essas viagens eram acima de tudo uma procura de raízes das coisas. Eram ao mesmo tempo uma viagem no espaço e no tempo. As próprias coisas, monumentos e isso, ainda estavam num estado que considero 'poético'... naquele esplendor da imponência isolada, rodeados de nada, antes da comercialização, das multidões de turistas e da tecnologia.

Cada viagem dessas era uma viagem ao passado. Agora é mais difícil. Por exemplo, fui ao mercado das especiarias na Turquia e todos os vendedores tinham uma máquina para embalar as especiarias no vácuo...

No sul do Egipto e ao longo do Nilo ainda se sente a magia do passado porque os templos estão no deserto e não há nada à volta. A imponência de Abu Simbel ou de Karnak ou até das pirâmides, se as virmos do lado do deserto estão intactas. E há aldeias núbias milenares que continuam tal qual como eram.

Também na Túnisia ainda se sente a magia do Sahara e das grandes dunas. Mas andei lá de 4x4 com ar condicionado... o que não tem magia nenhuma. Andei de camelo. Fizémos um passeio de umas horas e deu para ter a experiência e a intuição do que é uma viagem dessas naquele cenário absoluto.

Resta imaginar porque hoje em dia certos autores, ideias, ambientes, atmosferas e ideais parecem-se muito como os templos que vemos no Egipto, enterrados nas areias do deserto, já só com os capitéis à vista...

 

publicado às 22:06


Civilizações

por beatriz j a, em 22.02.17

 

 

 Abydos from Egypt land of secrets

 

 

publicado às 20:52


Contemplativo

por beatriz j a, em 07.02.17

 

 

 imagem da net

 

Tags:

publicado às 06:00


5500 anos de elegância

por beatriz j a, em 30.09.15

 

 

A 5500 year old female figurine from Predynastic Egypt

 

publicado às 17:50

 

 

An Egyptian billionaire is offering to buy an island for people fleeing to Europe from war-torn countries in the Middle East and Africa.

 

E dizem que a ideia dele é ridícula quando ele diz que tratava de organizar a vida na ilha, criar estruturas, infraestruturas, empregos, etc. E nem a Grécia nem a Itália lhe respondem... não percebo. Não vejo o que é que isto tem de ridículo. Eu, se fosse bilionária há muito tinha comprado uma ilha para servir de refúgio às mulheres, crianças e homossexuais que são vítimas de violência extrema, violadas, queimadas com ácido, apedrejadas e mortas de modos indescritíveis numa data de países.

 

 

publicado às 14:18


Livros - O Nilo

por beatriz j a, em 04.08.15

 

 

 

Há sete anos, por esta altura, estava a fazer as malas para ir para o Egipto. Uma das viagens mais fantásticas que já fiz. A vitoriosa cosmopolita cidade do Cairo, as pirâmides, os templos gigantescos e... o Nilo. Viajar de barco no Nilo naquela quietude das águas calmas bordejadas pelas dunas do Sahara. Ver os barcos passar, os pescadores, os miúdos a brincar. É como viajar no tempo. Esta nostalgia do Nilo e das areias do deserto que visita periodicamente hoje chegou pelo livro The Nile - The Blue Nile; The White Nile.

 

 

000_0939 (1).jpg

 

 

Uma página do livro com o Templo de Philae que permanece tal qual...

DSCF1887.jpg

 

no templo de philae.jpg

esta tirei-a eu :)) Acho que hoje vou ver o filme, Morte no Nilo do livro da Agatha Christie. Agatha Christie, como se sabe, viajou por todos estes sítios com o segundo marido que era arqueólogo. 

 

 

 

 A Joanna Lumley, uma actriz inglesa nascida na Índia que viveu no Oriente tem um documentário em 4 partes em que viaja pelo Nilo até à sua fonte, atravessando o Egipto, o Sudão, a Etiópia, Uganda, Ruanda até ao lago Victória e, mais longe, a até sua fonte. Está todo no youtube e é muito interessante de ver.

 

 

publicado às 19:59


Memory lane

por beatriz j a, em 28.06.14

 

 

 

Isto foi há quase seis anos. Egipto. Como se explica a sensação de pertença a sítios e coisas estrangeiras? Não sei... Isto vem a propósito de ter dado de caras com o diário de viagem que escrevi aquando da viagem. Inspirada por um livro da Agatha Christie escrevi um diário da viagem com impressões sobre os sítios, com desenhos...  :))

 

 

 

 o templo de Philae

 

 

 

 Luxor

 

 

 Abu Simbel, 50 graus à sombra...

 

 

 templo de Dendera

 

 

 Templo de Hátor, em Dendera

 

 

 Templo de Hátor

 

 

 

 

 pirâmides de Giza

 

publicado às 16:17


Reflexos do passado

por beatriz j a, em 09.06.14

 

 

 

Egipto, 1880

 

 

publicado às 05:44


Do gabinete de curiosidades

por beatriz j a, em 26.04.14

 

 

 

 

 

 

O espelho é feito de prata polida e a pega, com a forma da deusa Hathor, é de ouro. Hathor é a deusa da beleza e da sexualidadee pode ser representada na forma de mulher com orelhas de vaca. O espelho mede 29.3cm de altura.

Encontrado no Alto Egipto, Tebas. 18ª dinastia, reino de Tutmose III, 1479-1425AC

Fonte: Metropolitan Museum

 

 

publicado às 19:48


Vidas concretas

por beatriz j a, em 09.11.13

 

 

Homens a fiar seda, 1880

 

 

 

Photo: Egyptian silk weavers, AD 1880 <3


 

publicado às 22:33


O que gosto nesta escultura?

por beatriz j a, em 15.08.13
 

 

A delicadeza com que a figura do meio dá a mão à primeira e o gesto de carinho com que protege a criança. Tão expressivos. Belos.

 

 

1353–1336 a. C.



publicado às 19:22


Egipto

por beatriz j a, em 04.07.13

 

 

 

 

Adli Mansur prestou hoje juramento como novo Presidente

Mansur recebeu uma grande ovação dos participantes da cerimónia de posse quando agradeceu o papel das Forças Armadas na crise, dizendo que são "a consciência desta nação e a fortaleza para protegê-la".

O MFA deles despachou-se mais depressa a substituir um presidente que os nossos dois amantes a decidir um ministério...



Tags:

publicado às 14:13


Mágico

por beatriz j a, em 26.02.13

 

 

 

 

Progresso...? Que progresso?

 

 

$Alt

Karnak, Luxor, Egipto, by Jarrod Castaing

 

publicado às 21:37


Recuos dramáticos

por beatriz j a, em 10.02.13

 

 

 

 

O YouTube será temporariamente proibido no Egipto. O Tribunal Administrativo do Cairo deliberou que o site deve ser castigado e impossibilitado de chegar aos egípcios durante um mês, por manter em linha um vídeo de produção norte-americana considerado anti-islâmico e a razão de violentos motins registados em Setembro no Norte de África e no Médio Oriente.

 

A Google pode recorrer da decisão do colectivo de juízes presidido por Hassouna Tawfiq, que disse, segundo o Washington Post, que a sentença se estende a todos os sites que ajudaram a propagar o vídeo. O que inclui, em potência, o Facebook e o Twitter, redes sociais que tiveram um papel central nos movimentos revolucionários na região e, em particular, no Egipto.

 

Um país tão importante e com tanto para dar ao mundo a meio caminho de entrar numa ditadura religiosa... faz impressão ver a influência negativa e a força que têm as religiões... destroem culturas, destroem pessoas, promovem guerras...

 

Tags:

publicado às 21:41


A primeira legislação do novo parlamento

por beatriz j a, em 28.01.12

 

 

 

 

... egípcio? Obrigar toda a gente a uma pausa matinal para fazer oração...

 

publicado às 10:16


a magia das viagens

por beatriz j a, em 29.08.11

 

 

 

 

 

 

Gostava de ter feito as viagens ao Magreb e ao Médio Oriente no final do século XIX ou até nas primeiras décadas do século XX. Há uma magia muito grande nesses sítios e de cada vez que leio relatos de viagens dessas épocas - como o da Gertrude Bell, o do Lawrence da Arábia ou o do Capitão James Riley, só para dar os exemplos mais impressionantes- vejo essa magia multiplicada por mil.

Não sei bem porquê mas acho que se deve ao facto de que, até à véspera da Segunda Grande Guerra, não só se vivia ainda antes da serpente e da maçã, numa inocência que essa guerra matou, como ainda se tinha os pés na Antiguidade. Quer dizer, o Renascimento da Antiguidade ainda estava muito presente. Havia o ideal da procura do saber guida pela visão inteligente dos clássicos e essas viagens eram acima de tudo uma procura de raízes das coisas. Eram ao mesmo tempo uma viagem no espaço e no tempo. As próprias coisas, monumentos e isso, ainda estavam num estado que considero 'poético'... naquele esplendor da imponência isolada, rodeados de nada, antes da comercialização, das multidões de turistas e da tecnologia.

Cada viagem dessas era uma viagem ao passado. Agora é mais difícil. Por exemplo, fui ao mercado das especiarias na Turquia e todos os vendedores tinham uma máquina para embalar as especiarias no vácuo...

No sul do Egipto e ao longo do Nilo ainda se sente a magia do passado porque os templos estão no deserto e não há nada à volta. A imponência de Abu Simbel ou de Karnak ou até das pirâmides, se as virmos do lado do deserto estão intactas. E há aldeias núbias milenares que continuam tal qual como eram.

Também na Túnisia ainda se sente a magia do Sahara e das grandes dunas. Mas andámos lá de 4x4 com ar condicionado... o que não tem magia nenhuma. Andei de camelo. Fizémos um passeio de umas horas e deu para ter a experiência e a intuição do que é uma viagem dessas naquele cenário absoluto.

Resta imaginar...

 

publicado às 23:10


como o egipto se vê a si próprio

por beatriz j a, em 12.02.11

 

 

 

Welcome to the Bibliotheca Alexandrina E-Newsletter Issue # 38 / February 2011

 

To all Our Friends Around the World: 18 Days that Shook the World

 

Thank you for your many messages of solidarity and support throughout these last two weeks. And a salute to Egypt’s wonderful youth, who changed the course of history through peaceful demonstrations. The moral power of non-violence was never more ably deployed for the cause of more freedom, more justice and to lay the foundations of better tomorrows. By the moral force of their solidarity, and the nobility of their cause, they challenged all expectations and triumphed. The Egyptian Revolution of 25 January 2011 now belongs to the history books. It is a brilliant chapter in the unfolding story of the struggle for human dignity and the values of our common humanity.


In these 18 days that shook the world, men and women, young and old, Muslims and Christians, rich and poor came together as never before. The army never unleashed a volley against any of the millions of demonstrators. All melded together and showed the true mettle of “the people”. They redefined the meaning of Egyptian greatness. During those long days of struggle, days when the police forces were either attacking the demonstrators or totally absent from the scene, there was not one incident of burning of churches, indeed we saw Christians and Muslims praying by the thousands in Tahrir square, each protecting and respecting the other. Hundreds of thousands of young men and women demonstrated for days on end, and not one case of harassment was noted. Volunteers provided safety and order, and neighbors came together to form neighborhood watches to protect their homes and families against thugs and ruffians who attacked homes and looted public buildings, and to provide public services by sharing as never before. The people got to know each other better than ever before. Neighborhoods became more than physical definitions, they became communities again. The demonstrators protected cultural institutions like the Egyptian museum and the Library of Alexandria, which many recognized as their own.


Today the people are all celebrating the resignation of President Mubarak and the start of a new era. But the road ahead is going to be difficult. We must ensure that this moment of euphoria and the solidarity created by this revolutionary movement launched by our youth on January 25th are effectively transformed into the institutions and laws that will be the real guarantors of a true democracy. After the demonstrations, the battles and the celebrations in the streets, we must now do the equally demanding work of designing new institutions, selecting new leaders and creating new laws -- to fashion the wise constraints that make people free.

But I have unlimited confidence in Egypt’s youth. It is the dawn of a new day.


Ismail Serageldin
Librarian of Alexandria
Director of the Bibliotheca Alexandrina

 


publicado às 17:02


Mubarak o ditador

por beatriz j a, em 10.02.11

 

 

 

Uma hora de espera e Mubarak não sai

A história mostra que os ditadores não abandonam o poder de livre vontade.

Porque as pessoas aceitam o seu jugo durante muito tempo acreditam que são amados ou respeitados pelo povo.

Porque as ditaduras infantilizam politicamente os povos, tornam-se paternalistas.

Porque uma claque de leais rodeiam e adulam o ditador para obter os seus favores, ao fim de um tempo estes acreditam-se superiores e indispensáveis e perdem a noção da realidade.

Os ditadores não abandonam o poder. Têm que ser empurrados. O povo egípcio está a dar mostras de uma inteligência, maturidade e paciência impressionantes, mas isso não durará sempre. Quanto mais duro o discurso do poder, mais o sentimento de repúdio se interiorizará, maior será o fosso que já os separa. Neste momento a linguagem do poder e a linguagem da rua são já mutuamente alienígenas e incomensuráveis. Mubarak usa os argumentos do passado, o povo na rua fala a linguagem do futuro. E já não há um presente comum.

 

publicado às 21:46


biblioteca de alexandria

por beatriz j a, em 07.02.11

 

 

 

 

 

 

A e-newsletter da Biblioteca de Alexandria -que eu subscrevo desde que a visitei, quando fui ao Egipto- tem uma missiva do director a avisar que irá estar fechada, por precaução, até a lei voltar às ruas de Alexandria, e a explicar que têm sido os jovens a guardar o recinto de salteaadores. Vem  acompanhada de uma fotografia onde se vêm jovens a rodear o edifício, formando um cordão de segurança. É bonito de se ver. A juventude, mesmo a revolucionária, não perdeu completamente o sentido da importância das coisas.

A biblioteca de Alexandria é linda, com uma atmosfera muito leve e de calma claridade muito diferente de qualquer biblioteca onde já estive. É uma obra de arquitectos noruegueses o que se nota justamente na leveza dos materiais e na iluminação natural.

 

publicado às 20:53


a situação no egipto está explosiva...

por beatriz j a, em 05.02.11

 

 

 

 

Gasoduto do Egipto para Israel sofreu explosões múltiplas e foi encerrado

Este ataque surge no 12º dia de protestos contra o regime egípcio e o seu Presidente, Hosni Mubarak, e depois o dia de ontem ter sido assinalado como “Dia da Partida”, pois era o último do prazo dado pelo movimento oposicionista para o Presidente deixar o poder – o que não aconteceu.

 

...e Mubarak continua a agarrar-se ao poder, agora com a desculpa de temer pelo povo. Salazar dizia algo idêntico para permanecer no poder. Todos os ditadores dizem o mesmo. Esperemos que entre os revolucionários não vençam aqueles de quem Platão dizia, Muitos odeiam a tirania apenas para que possam estabelecer a sua.

publicado às 11:00


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.



Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D


subscrever feeds


Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Edicoespqp.blogs.sapo.pt statistics