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Oklahoma Teachers End Walkout After Winning Raises and Additional Funding

 

“We got here by electing the wrong people to office,” Ms. Priest said. “We have the opportunity to make our voices heard at the ballot box.”

Saying it had achieved all that it could with a walkout, Oklahoma’s largest teachers’ union on Thursday called for educators to return to the classroom and to shift their efforts to supporting candidates in the fall elections who favor increased education spending.

In a deep-red state that has pursued tax and service cuts for years, teachers won a raise of about $6,000, depending on experience, while members of schools’ support staff will see a raise of $1,250.

To fund the measures, as well as some limited new revenues for schools, the Republican-controlled Legislature and Gov. Mary Fallin instituted new or higher taxes on oil and gas production, tobacco, motor fuels, and online sales. The state will also allow ball and dice gambling, which will be taxed.

The oil and gas industry, long favored in the state, was among the groups disappointed by the new taxes.

 

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publicado às 04:36

 

 

Os nossos alunos merecem o melhor!

Infelizmente para o nosso país, a Matemática está hoje a ser utilizada como arma de arremesso na luta política. (JORGE BUESCU)

 

(...)

Consideremos por exemplo o que se passa com a retenção escolar. Uma vez que o relatório da DGEEC lida com o que se passa no 3.º ciclo, vejamos qual a situação no final desse ciclo (9.º ano). O que se verifica é que as taxas de retenção diminuíram para cerca de metade no quinquénio correspondente (2011/12-2015/16). Boa parte deste sucesso deve-se aos enormes progressos nos resultados da Matemática. Neste caso, claramente, os novos Programas e Metas não fazem parte do problema – mas sim da solução.

Como segundo exemplo, consideremos o que se passa com o desempenho de Portugal nas grandes avaliações internacionais, PISA e TIMSS, realizadas em 2015. No PISA, que testa alunos de 15 anos, Portugal registou progressos extraordinários a Matemática, estando pela primeira vez acima do nível médio da OCDE.

(...)

Já assistimos, desde 2015, à eliminação das avaliações externas no 4.º e 6.º anos por mera transacção política e sem qualquer fundamento educativo. Estão em curso “flexibilizações curriculares” que permitem eliminar 25% dos conteúdos lectivos ao longo de todo o percurso escolar. Os manuais escolares deixaram de ser certificados (se tem um filho no 12.º ano, sabe que ninguém validou o conteúdo do manual adoptado, apesar de o Programa ser novo e tal ser obrigatório por lei?). Começa a falar-se em acabar com o exame de 9.º ano, talvez mesmo o de 12.º ano.

Será muito triste se os Programas e Metas de Matemática forem as próximas vítimas desta insaciável sede da reversão pela reversão que nos faz deslizar pelo plano inclinado do facilitismo. Os nossos jovens merecem mais, e não menos; merecem melhor, e não pior.

  

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publicado às 06:35


Por cá é igual

por beatriz j a, em 03.04.18

 

 

In the richest country in the history of the world, our teachers should be the best-paid in the developed world, not the worst paid. There is something profoundly wrong in this country when the top 25 hedge fund managers on Wall Street made more money than every kindergarten teacher in America in 2016. There is something profoundly wrong when billionaires receive tax breaks, while kids go to school in overcrowded, under-staffed, and under-funded classrooms. Teachers in West Virginia, Oklahoma, Kentucky, Arizona and all over this country are joining together to say enough is enough! What they are doing takes tremendous courage. They are an inspiration to all of us who want to strengthen, not dismember, public education in America.

U.S. Senator Bernie Sanders

 

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publicado às 17:42


O stress dos professores

por beatriz j a, em 22.03.18

 

Bem-estar dos professores deve ser prioridade para os Governos

Como garantir que os docentes se sintam bem com o trabalho é uma das questões em debate numa cimeira que reúne em Lisboa representantes governamentais e sindicais de mais de 30 países.

 

O bem-estar dos professores deve ser entendido pelos Governos como “um tema político de primordial importância”, já que está demonstrado que quando os docentes “se sentem bem com eles próprios podem fazer uma diferença positiva no ensino dos seus alunos”.

 

Neste documento, Edwards lembra que a OCDE só começou “a relacionar o stress dos professores, o seu bem-estar e os resultados dos alunos” nos últimos três anos, mas que o tema tem vindo a ganhar importância no seio daquela organização, estando agora a ser estudada a realização de um inquérito específico ao bem-estar dos professores.

 

É como se um pessimismo endémico tivesse tomado conta da educação escolar”, descreveu então o investigador Joaquim Azevedo, que coordenou o inquérito. Também o secretário-geral da IE considera que “as causas do stress dos professores são frequentemente endémicas dos próprios sistemas educativos”. E incluem, entre outras, “reformas constantes impostas à profissão de professor, sistemas de responsabilização e de avaliação que são sancionatórios e confusos, e turmas com excesso de alunos”.

 

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publicado às 06:59


Juntar o insulto à injúria

por beatriz j a, em 22.03.18

 

 

O Estado de Direito de António Costa parece ser o que permite a uns o que mais lhes convém, enquanto nega a outros o que lei estabelece.

 

António Costa virou a página da perda de rendimentos de um universo significativo de portugueses. Com isso e uma conjuntura europeia mais favorável, gerou um clima de optimismo, de que vai vivendo. O que fez contrasta, inequivocamente, com o ambiente de esmagamento do Estado social e empobrecimento da generalidade dos trabalhadores e reformados, promovido por Passos Coelho. Mas não acabou com a austeridade. Fino, apenas a redistribuiu de modo menos bruto e evidente. Que o digam os diferentes serviços públicos, com o SNS à cabeça, garroteados pelas cativações de Centeno.

Pese embora o crescimento verificado, a verdade é que a acção do Estado, como dinamizador económico, está fortemente condicionada pelo custo da enorme dívida pública. Assim, não se vê uma significativa correcção dos desequilíbrios persistentes na economia portuguesa. A industrialização é pouco expressiva, particularmente quando comparada com a terciarização, onde o turismo marca destaque. A precariedade laboral e os salários baixos persistem e é o poder financeiro que continua a captar o maior quinhão da riqueza produzida. A reestruturação da dívida da banca, politicamente acarinhada e protegida por Costa e Centeno, custou e continua a custar milhares de milhões retirados à coesão de todo um território, ciclicamente fragilizado e desprezado.

É neste contexto que devemos analisar o contencioso entre os professores e o Governo.

António Costa começou por injuriar os professores quando escolheu para ministro um jovem inexperiente, há anos residente no estrangeiro, que nunca deu uma aula ou escreveu uma linha sobre Educação, sem currículo que o qualificasse para o cargo. Como era previsível, o que estava mal não foi corrigido, boa parte do que estava bem tem vindo a ser destruído e muito do péssimo de outrora foi recuperado.

Mas à injúria, o Governo acrescentou agora o insulto. Porque é um insulto aldrabar sem pudor as contas sobre o custo do descongelamento das carreiras. Porque é um insulto fixar 133 vagas para acesso ao 5.º escalão, quando são 14.000 os que reúnem condições para progredir, ou 195 para acesso ao 7.º, quando são 8000 os que poderiam transitar. Porque é um insulto querer transformar nove anos, quatro meses e dois dias de serviço efectivamente prestado em dois anos, nove meses e 18 dias, para efeitos de progressão na carreira.

O Governo invoca a sustentabilidade das contas públicas para fazer tábua rasa de um Estatuto de Carreira que o PS aprovou, que está em vigor e como tal deve ser cumprido. Mas volta a insultar os professores quando a sustentabilidade não importa desde que os protagonistas sejam outros.

 

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publicado às 06:23


Educar para a desigualdade

por beatriz j a, em 11.03.18

 

 

 

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publicado às 18:01


Envelhecimento da classe docente

por beatriz j a, em 28.02.18

 

 

do blogue http://www.arlindovsky.net

"Os dados são referentes aos intervalos expostos nos gráficos mas dão a conhecer o verdadeiro envelhecimento da classe docente. A imprensa nacional não pega muito nestes dados, parece que não há interesse em divulga-los. Mas eles existem e estão acessíveis a todos. A classe docente está envelhecida e nos últimos anos esse envelhecimento disparou.

Este é só meio problema. Os professores que entram na carreira, também, já têm uma “certa idade” e em termos etários não renovam a classe. Está-se a saltar um importante factor em todas as classes profissionais, a passagem de testemunho. Os mais velhos não têm a quem passar o conhecimento adquirido e quando os “novos” chegarem terão de aprender sozinhos, pois os mais velhos ou já não estão, ou não terão “capacidade” de realizar tal passagem.

No futuro, Portugal, vai sofrer de falta de professores e os responsáveis não estão a planejar, a longo prazo, como gerir a oferta e a demanda destes profissionais. Preferem contar trocos…

Ficam os dados Pordata…"

 

 

Fontes/Entidades: DGEEC/MEd – MCTES, PORDATA
Última actualização: 2017-08-03

 

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publicado às 07:11

 

Pais e directores unidos pelo fim dos exames para entrar no superior

Passarmos da histeria com os exames em que todo o ensino é condicionado pelos exames para não termos sequer exames. A que propósito este extremismo? Para experimentarem a flexibilidade curricular, a nova coqueluche do MEC, porque lá está... cada equipa que lá passa quer deixar a sua marca como os cães que fazem chichi nas árvores a marcar território. E se alguém diz que é imprudente este extremismo, dizem que é da idade, que os professores, por serem uma classe envelhecida, não se adaptam à mudança. Grande argumento para defender o mérito de uma política. Ahh e ainda existe o tipo da OCDE que diz que não devíamos ter exames [OCDE defende fim dos exames no secundário como meio de acesso ao superiorpara não angustiar os alunos... pois, estamos a subir nos rankings do PISA, os do Norte vêm cá contratar estudantes e licenciados. Ainda há pouco saíram 200 médicos acabadinhos de ser aqui formados. Os nossos cientistas estão bem posicionados e arranjam emprego em qualquer parte do mundo assim que querem e vem este gajo dizer que estamos a fazer tudo mal e que é preciso destruir tudo o que se faz para impôr a flexibilidade curricular. A flexibilidade curricular agora é a second coming

Que falta de paciência para estes teóricos de trazer por casa que impõem, como talibãs, reformas sobre reformas e depois cá estão os idiotas congelados do costume para remediar as porcarias que deixam à saída. 

 

Ou este relatório, à semelhança do relatório do ensino superior, é mais uma encomenda política

 

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publicado às 14:32


Desfazer mitos da educação

por beatriz j a, em 04.02.18

 

 

Porque as pessoas sabem nada do que se passa nas escolas e à volta delas mas têm sentenças: que os professores não prestam é a mais comum e na altura dos rankings, como na altura de nos cortarem salário é mato. É assim como eu dizer que o SNS está mal porque os médicos não prestam e porque os enfermeiros não prestam; ou que a justiça está uma miséria onde só os ricos têm dinheiro para ela e se pomos um caso hoje, só daqui a 40 anos, quando estivermos a fazer tijolo é que se revolve, porque os juízes são todos uns incompetentes que só querem privilégios; ou que os serviços públicos funcionam pessimamente porque os funcionários públicos são todos incompetentes, etc.

 

mito nº 1 - dantes é que os alunos aprendiam alguma coisa e os professores eram bons e agora são todos uns incompetentes. Eu estive dos dois lados da barricada. Dantes os professores eram como são agora: uns gostavam de crianças e de adolescentes e de ensinar e outros estavam ali só pelo salário. A diferença é que dantes, se um aluno era diferente, se tinha dificuldades ou problemas ninguém na escola queria saber, isso era problema dele e dos pais. Não havia nenhum mecanismo de detectar e ajudar alunos. Também, na maioria dos casos, os professores despejavam matéria sem olhar para os alunos e não respondiam a dúvidas. Chamavam burros aos alunos que tinham dúvidas. Na escola primária pública onde andei (aí havia uma mistura de alunos porque era obrigatória), a professora punha-me a mim e a outros à frente (éramos filhos do senhor engenheiro, do senhor advogado, do notário, do senhor dr. médico, etc) e aos outros todos atrás. Na última fila ficavam os filhos dos ciganos que a GNR tinha de ir buscar a casa. Só olhava para os de trás para lhes chamar burros. A única coisa democrática que havia ali era que levávamos todos réguadas dela. Ricos e pobres, não escapava ninguém... 

No dois Liceus onde andei, um em Évora (onde é agora a Universidade), outro em Lisboa, não havia pobres. Em Évora, na minha turma estavam as minhas amigas, filhas de amigos dos pais, também engenheiros, ou médicos, ou advogados, um juíz, latifundiários da cortiça ou do gado, um arquitecto, etc. Havia na turma uma rapariga com nome arábico filha de um dono de ourivesarias, um rapaz filho do director do jornal... não havia filhos de operários, de desempregados, de camponeses...  As minhas irmãs andavam em turmas onde estavam as irmãs e primas das minhas amigas. Em Lisboa, da minha turma faziam parte as pessoas que vinham da zona onde morava (o Restelo), alguns figuras hoje muito conhecidas publicamente e pessoas de Alcântara, que a escola servia as duas zonas. Não me lembro de ver lá pobres.

De todos os professores que tive, as professoras de francês foram de longe, as melhores. Gostavam mesmo do que faziam e ensinavam. Tive duas professoras de matemática boas (um péssimo) e uma professora de F.Q e outra de ciências, que ainda recordo positivamente. De resto, os professores de português foram medíocres, quase todos, os de história uma catástrofe, os de inglês falavam só português... acontece que a minha mãe compensava isso tudo de modo que os maus professores que tive acabaram por não me fazer mossa. São como os alunos dos colégios de hoje. O trabalho dos professores nessa altura era ir à aula despejar matéria e ir embora tal como ainda fazem muitos professores na Universidade.

No entanto, nunca tive um professor excelente (excepto as de francês, que para além de ensinarem a língua preocupavam-se com a nossa formação e em ter uma relação pedagógica connosco) como vejo muitos colegas serem. No meu 7º ano (que corresponde agora ao 11º ano) fui a exame a tudo menos a francês porque deixei de ir às aulas. Eu que me interesso por tudo, gosto de ler sobre tudo quanto é assunto, de aprender tudo e tenho uma curiosidade incansável, andava obsessivamente à procura de respostas e não tive um único professor (excepto a de francês) capaz de me ensinar fosse o que fosse e de me fazer interessar pelas aulas, de modo que deixei de ir às aulas e ficava em casa a devorar livros e a aprender sozinha. Resultado, tive que ir a exame a tudo menos a francês.

 

mito nº 2 - os explicadores é que são bons.

O escândalo das explicações é assim: há três tipos de explicadores.

1. praticamente em todas as escolas do país há professores que também são explicadores; na maioria delas, os explicadores dão explicações, alguns aos próprios alunos ou a alunos de colegas, o que é proibido por lei. Os professores partilham materiais, muitos fazem testes em conjunto... ... toda a gente sabe e ninguém diz nada porque hoje em dia um professor que seja casado com outro professor e tenha dois filhos e uma casa para pagar chega a meio do mês e não tem dinheiro para levar os filhos a um médico se for preciso. Muitos professores mais novos dão explicações nos centros de explicações onde andam os seus alunos e os alunos dos colegas.

Um amigo do meu filho, há muito anos, tinha explicação de Latim, com o seu professor de Latim, sendo que a turma dele era ele e mais outro...

2. há o professor que deixou de dar aulas, por qualquer razão e foi dar explicações. São cada vez mais raros porque regra geral hoje em dia as explicações funcionam em centros. Esses ex-professores conhecem as escolas e os colegas uma vez que deram lá aulas e sabem valer-se disso...  hoje em dia é o vale tudo. No ano passado um rapaz, dentro da aula a fazer teste de matemática, tirou uma fotografia ao teste e enviou ao explicador pelo whatsapp e este mandava-lhe fotografia dos exercícios resolvidos. Foi apanhado. Isto hoje em dia é mato. A explicadora que é professora de Português e faz exames nacionais de Português não passou o exame aos explicandos...? Pois, assim é fácil... as pessoas precisam de justificar o dinheiro que levam aos pais que não é pouco.

3. Há os indivíduos que nunca foram professores e se viraram para as explicações por necessidade, no tempo da troika. Por exemplo, conheço um casal que dá explicações de matemática, física e química. Ela é engenheira e ele é engenheiro técnico. Ficaram desempregados. Na cidade onde vivem, que é pequena, têm imenso sucesso. Foram arquivando e organizando pastas com os testes de todos os professores da cidade (uma pessoa usa questões de uns anos para outros) e treinam os alunos para os testes, pois sabem que tipo de teste um professor costuma fazer para determinada matéria e até sabem algumas questões que sempre fazem. Eles não ensinam. Treinam os alunos para resolver testes. Há uma grande diferença. Não têm que educar competências, trabalham com dis ou três alunos de cada vez, ou sozinhos, o que é mais caro, trabalham em casa...

 

Os explicadores, na sua maioria são um empecilho, porque os alunos vão para as aulas e não fazem nada porque depois, eles próprios dizem, os explicadores fazem-lhes os trabalhos de casa. Muitos explicadores desfazem o trabalho dos professores, quer dizer, sendo engenheiros químicos, por exemplo, não sabem ensinar a matemática ou a física e baralham completamente os alunos. Todos os bons professores que conheço detestam os explicadores porque a maioria estraga-lhes o trabalho.

Eu não dou explicações porque não quero pois durante anos e anos, todos os anos me vinham pedir se dava explicações. Ainda hoje, mesmo sabendo que digo sempre que não, de vez em quando vêm pedir-me. Nunca daria explicações a alunos de colegas, não só porque é ilegal mas porque é de uma falta de Ética de todo o tamanho.

 

Não dou explicações mas ajudo pessoas de família, às vezes, outras vezes não. Já aconteceu virem ter comigo pedir ajuda porque a 'professora deles não presta', porque 'embirra com eles'... peço para ver os testes, faço-lhes meia dúzia de perguntas e fico a saber que vão para as aulas armados em parvos chatear os professores e não estudam nada. Esses estão para lá de qualquer ajuda. O problema deles é a atitude idiota que têm e os pais ajudarem a que não tenham respeito pelos professores.

Uma vez ajudei um rapaz da família que já acabou o curso e já trabalha. Andava no Liceu Francês e chegou a Maio, a um mês do Bac, que é feito ao mesmo tempo no mundo inteiro, ainda não tinha pegado no livro de Filosofia e a nota mais alta que tinha tido era um 4, em 20... Perguntei-lhe, 'olha lá, mas o que fizeste nas aulas'? 'Não fiz nada, não percebi aquilo ao princípio e desliguei.'

A Filosofia do currículo francês é diferente: só têm a disciplina no 12º ano, têm uma carga horária semanal enormíssima e aprendem 4 grandes temas filosóficos. Perguntei-lhe se estava disposto a estudar duas horas todos os dias, dali até ao exame, exactamente da maneira que eu lhe dissesse. Disse-me que sim.

Passei um único Domingo com o miúdo. Seis horas de enfiada, com 2 intervalos de 5 minutos para comer. Ele aguentou tudo. [porque é que não aguentou nem um mês de aulas e não fez lá nada? porque não lhe apeteceu] Primeiro tive que ver o livro e perceber a organização daquilo e como é a estrutura do exame. Depois expliquei-lhe o que é a Filosofia e qual é o interesse de a estudar. Depois expliquei-lhe os dois primeiros temas do livro e expliquei-lhe que já não tinha tempo de estudar a matéria toda e tinha que saber muito bem aqueles dois temas e esquecer o resto se quisesse passar no exame. Depois disse-lhe exactamente como devia usar o livro e estudar (ele não sabia estudar), como treinar escrever as respostas em cada tema e, ensinei-lhe alguns truques sobre modos de melhorar muito as respostas aos olhos do examinador, em exame (são muitos anos a virar frangos...).

Disse-lhe exactamente como escolher o tema livre no exame de modo a coincidir com um dos temas estudados e poder falar do que sabia. Mandei-o ir às aulas que faltavam e disse-lhe o que fazer nas aulas para subir a nota. O miúdo subiu a nota, foi a exame e tirou 12. Achou que eu tinha feito um milagre. Mas eu não fiz nenhum milagre. Não lhe ensinei nada da Filosofia - treinei-o a dar respostas, a saber escolher temas e dei-lhe estratégias para passar um exame. Isso não é ensinar, ele não aprendeu Filosofia. O que aconteceu foi que ele seguiu as instruções e estudou, coisa que não tinha feito até então, porque se tivesse usado as aulas para estar atento e estudar, desde o início, tinha ido a exame tirar 18. O que ele aprendeu ali foi a saber que estudar resulta, que implica muito trabalho e que se quisesse muito fazer uma coisa, era capaz. 

 

A necessidade de  explicações mostram o excesso de alunos por turma (quase todos os meus sobrinhos andam em colégios. As turmas têm 12 alunos...), os alunos de meios empobrecidos, económica e academicamente, sem pais que os acompanhem, os professores colocados nas escolas quase em Novembro e os alunos a perderem meses de matéria, os professores que vêm do Porto para dar aulas em Setúbal longe dos filhos pequenos, completamente desmotivados, os professores com 10 turmas, os professores que têm que ir para casa dar explicações para ter dinheiro que chegue até ao fim do mês, mostram um negócio que se faz à conta de não se resolverem, antes pelo contrário, os problemas das escolas. E a maioria dos explicadores sabota o trabalho dos professores. Que se pense que é aos explicadores que se deve o ensino, é o mesmo que dizer que devemos a justiça à polícia. 

 

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publicado às 16:38


A redução da dívida pública tem custos

por beatriz j a, em 03.01.18

 

E os miúdos é que pagam

 

É uma opção que tem sido feita à custa da educação [entre outras]. É uma opção de desvalorizar a educação e o investimento na educação. É para isso que têm servido os vários ministros da educação: para fazer cortes na educação. Ora, embaratecer significa sacrificar qualidade. Essa tem sido uma opção consciente dos governos, para a qual têm tentado justificações [os professores são uma porcaria, etc] que ainda mais enterram o sistema. Todos havemos de pagar isto no futuro.

 

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publicado às 06:10


"... próprio de aldrabões"

por beatriz j a, em 27.12.17

 

 

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publicado às 13:22

 

É um sintoma de uma certa maneira paternalista/maternalista de entender a escola com pedagogias infantis e de não saber diferenciar os diferentes graus de ensino, como se aos 8 anos os alunos tivessem as mesmas características que aos 18 e, como se trabalhar com crianças de 8 anos fosse igual a trabalhar com adolescentes de 12 anos ou jovens adultos de 18. Há muitas pessoas que vêm dos magistérios primários e que depois ingressaram nas ESEs e fizeram licenciaturas naqueles tempos e acabaram a dar aulas em institutos e escolas superiores mas cuja mentalidade é ainda a de base, como a Rodrigues e, não sei se esta, mas é assim que falam todas/todos, 'os meninos'.

A cultura da escola vai mudar “porque a economia está a pedir coisas diferentes”

As pessoas, os meninos, são tão diferentes e há quem possa dar o melhor de si de outra maneira que não só na matemática e na língua materna.

 

... porque enquanto existem meninos cujas famílias valorizam a música e o teatro e os levam a essas actividades, há outros que não têm essa possibilidade.

 

É então uma adepta das provas de aferição introduzidas pela actual tutela?
Sim, embora as provas de aferição sejam mais para aferir o sistema. E acho que até para os meninos é bom que haja provas, não sei se lhes chamaria de aferição ou outra coisa qualquer.

 

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publicado às 12:40


'Dear principal'

por beatriz j a, em 19.12.17

 

 

 

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publicado às 17:59


O Costa para isto nunca tem dinheiro

por beatriz j a, em 06.12.17

 

Alunos do 4.ºano piores na leitura. Governo e Crato trocam acusações

 

O PPC também não tinha. A incompetente Rodrigues defendia que os professores deviam ser os primeiros a sofrer cortes, o Cavaco apoiava-a. O Sampaio ofendia os professores a toda a hora. Todos os ministros fizeram a sua revoluçãozinha na educação... uma espécie de marcar território com o odor pessoal... 

Para os doidos que pensam que a educação pode ser sujeita a tremores de terra contínuos e os professores a maus tratos regulares sem que isso afecte os resultados, avisa-se que isto é o normal e, pelo caminho que leva, ainda vai piorar.

 

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publicado às 03:51


Picture this

por beatriz j a, em 02.12.17

 

 

 

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publicado às 05:16

 

Governo bate recorde de gastos com viagens

Em 2018 a despesa com deslocações e estadas supera 89 milhões de euros, valor mais elevado dos últimos nove anos.

 

A análise dos mapas informativos dos Orçamentos do Estado desde 2010, véspera da intervenção da troika em Portugal, deixa claro que as despesas com viagens têm, em 2018, o maior aumento dos últimos nove anos: face aos 76,9 milhões de euros previstos para 2017, os custos com deslocações e estadas vão aumentar, no próximo ano, 12,3 milhões de euros. 

 

A partir de 2015, após a saída da troika, a despesa disparou: no último ano do Governo de Passos Coelho os encargos com viagens atingiram os 70 milhões de euros

 

Portanto, assim que a troika se foi houve logo auto-reversão plena de austeridade para os políticos. Pense-se que estamos a falar de um universo de meia dúzia de pessoas (mil, dois mil?) a gastar mais de 89 milhões de euros... para isto o dinheiro nunca falta. Assim como não falta para festas de celebração de aniversários de acordos políticos (50 mil euros?). Já para a educação, tudo é visto como um custo: Voltar ao número de alunos por turma antes da troika custaria cerca de 84 milhões de euros  - mil ou dois mil políticos contra 1 milhão e 600 mil alunos. Quem ganha? Os políticos. Quem perde? Os alunos. É o costume, porque a educação é sempre vista como um custo e não como um investimento no futuro. É por isto que o argumento segundo o qual o OE não aguenta reverter o apagão de 10 abos de trabalho dos professores não convence. Porque há dinheiro para gastar à grande e à francesa com tudo menos para fazer justiça.

 

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publicado às 06:02


La buena escuela portuguesa (El País)

por beatriz j a, em 27.11.17

 

 

La buena escuela portuguesa (El País)

Portugal es el único país europeo que mejora continuamente su nivel educativo desde el año 2000

Ni la bancarrota del país ni el recorte de sueldos de los profesores ni el aumento de alumnos por aula. Nada. El periodo económico más sombrío de Portugal en lo que llevamos de siglo no ha roto la mejora continuada de su sistema educativo. Si la troika acudió al rescate económico del país de 2011 a 2014, el informe educativo PISA 2012-15 señala que Portugal es el único país europeo que sigue mejorando su educación desde comienzo de siglo.

 

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publicado às 06:08

 

 

A que propósito a entrevistadora é a Catarina Furtado? Que percebe ela de educação? E porque é que o Presidente aceita uma conversa com uma pessoa que não sabe que perguntas fazer? Para que serve uma conversa destas?

O Presidente está a dizer que se deve discutir os temas dos Direitos Humanos nas escolas, como se não fossem. É que são, exaustivamente. Mas ele não sabe e está a criticar por não ser feito. Isto é desmoralizante... e depois falam de formação de professores para os Direitos Humanos... mas esta gente pensa que os professores são o quê, para pensarem que não estão alertas para isso e que não vivem isso e tratam disso permanentemente?

Só clichés... isto é desmoralizante... está ali a fazer de superstar para outros que também pouco sabem da educação e das escolas... são completamente ignorantes do nosso trabalho.

Vou trabalhar...

 

 

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publicado às 15:12

 

 

Desde o governo da Rodrigues que os professores são considerados lixo. É certo que somos muitos e à nossa conta pagaram-se mais de 5 mil milhões de euros de crise mas é claro que isso foi merecido porque afinal nós somos... lixo. Despediram-se com estratagemas de aumentar trabalho cerca de 30 mil professores mas é claro que isso foi merecido porque afinal nós somos... lixo. Tiraram-nos o direito à pausa entre aulas e temos que pagar ao Estado uma ida à casa de banho, beber um café ou comer qualquer coisa num intervalo ( que normalmente usamos para trabalhar...) mas é claro que isso foi merecido porque afinal nós somos... lixo. Damos aulas de apoio, criamos projectos para o desenvolvimento dos alunos e isso é considerado actividade não lectiva, ou seja, tempos a acrescentar ao horário do professor mas é claro que isso é merecido porque afinal nós somos... lixo. Fizeram um apagão em mais de dez anos de trabalho enquanto nos obrigaram a continuamente fazer formações pós-laborias, pagar sobretaxas, fazer reuniões pós-laborais de borla, etc. mas é claro que isso foi merecido porque afinal nós somos... lixo.

Há dinheiro para pagar a toda a gente e alguns já tiveram progressões há dois anos com o tempo todo contado, como os militares e os juízes mas é evidente que essas pessoas são trabalhadores válidos ao contrário dos professores que, como toda a gente sabe, são lixo.

 

Há uns anos foram-nos retirados direitos com o argumento de que tínhamos que ser iguais ao resto da função pública, agora recusam-nos direitos com o argumento de que não somos iguais à função pública. Pois não somos... toda a gente sabe que neste país os professores são... lixo.

 

Professores custam mais 600 milhões/ano

Descongelar carreira docente com pagamento integral dos novos escalões custaria tanto quanto o que o Estado prevê gastar em toda a Função Pública.

 

Professores fazem greve à primeira aula do dia a partir de 13 de Novembro

Não contabilização do tempo de serviço dos últimos sete anos para descongelamento das carreiras motiva protesto da FNE. O sindicato anuncia que vai convidar as restantes organizações sindicais a juntarem-se ao protesto.

 

 

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publicado às 16:19

 

Falta de interesse pelo ensino ameaça futuro da educação

E esta crise de vocações para o ensino surge na altura em que se prevê que, face ao forte envelhecimento da classe, dois terços dos atuais professores se reformem nos próximos quinze anos.

Não é uma crise de vocações. A vocação existe, e muitos bons alunos gostavam de ser professores, só que é acompanhada de realismo face ao que é a proletarização e desprestígio social da profissão. Se dessem aulas e falassem com os alunos sabiam disso. 

 

Esta percentagem de apenas 1,5% de estudantes interessados em imitar o percurso dos seus professores foi um dos indicadores que surpreenderam pela negativa os autores do estudo...

Só se surpreende quem anda a dormir...

 

"Se nós não fizermos algo que permita que haja alguma seletividade no acesso a professores e critérios de qualidade na sua formação inicial, vamos ter problemas, porque cada vez mais a profissão de professor é vista como desqualificada", considera.

Atrair os melhores... boa sorte com isso... continuam sem perceber... quando os ministros da educação são os primeiros a desprezar os professores e a alimentar o sistemazinho feudal que a repugnante Rodrigues criou e com o qual destruiu a profissão... ... volto a dizer, boa sorte com isso... 

 

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publicado às 06:10

g.a


3-8-12



no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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