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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Recuperação do subsídio de Natal, menos desemprego e mais confiança estão a levar mais portugueses às lojas
Um comentador desta notícia diz que o DN é o Avante do PS e tem razão... recuperação do subsídio de Natal??? Eu e os outros milhares de funcionários públicos recebemo-lo durante o ano em duodécimos todo comido pelos impostos e nada mudou... e depois, se estas notícias fossem verdadeiras e houvesse menos desemprego e fim de crise, isso ficaria a dever-se ao anterior governo, não?, já que este tem uma semana de existência e nem orçamento ainda tem... como disse alguém: senhor DN, vá dar banho ao cão... de facto, os políticos são todos iguais... assim que mudam os governos começa o controlo dos jornais e o vomitanço de demagogia alfaiate... e depois, a notícia refere algumas marcas comerciantes e até diz que estão com promoções fantásticas... portanto, esta noticia foi paga a meias pelo governo e pelo El Corte Ingles e outras lojas mencionadas? Just asking...
Depois de ler um artigo de opinião do Alberto Gonçalves no DN (Casos de Polícia) deu-me para ler os comentários. Eu sei que isto é sério, quer dizer, o baixo nível dos comentários e dos próprios pseudónimos que as pessoas usam num jornal nacional. Ninguém ali leva o artigo a sério e parece usarem-no como pretexto para se ofenderem uns aos outros. E, são mais próprios dum povo incivilizado que civilizado. Só que à medida que vou fazendo 'scroll' nos comentários e acompanhando a evolução dos nomes que assumem para ofender os outros e o escalar das malcriadisses só me dar para rir LOL porque parece uma caricatura da situação, um 'sketch' cómico acerca duma situação de comentários num jornal e não a própria situação.
Por uma vez estou de acordo com o que diz o Mário Soares na crónica que assina no DN. Só é pena que as pessoas, enquanto estão nos cargos e têm poder, aproveitem para difundir uma mentalidade de 'quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é tolo ou não tem arte' e só depois quando estão fora dos cargos é que se lembrem da importância de ser sério na governação e de se pensar no povo e tal.
Já chegámos ao ponto em que os jornais da influência e agrado do governo têm acesso aos emails privados doutras pessoas - neste caso de outros jornalistas dum jornal da concorrência?
Como é que pôde ter acontecido? Quem tem poderes para espiolhar informações privadas? O SIS? Que depende directamente do primeiro ministro?
Não se instaura um processo ao DN por violação de correspondência alheia? Isto não é equivalente a arrombar uma caixa de correio, roubar a correspondência e usar-se dela?
Então e o DN, na pessoa do seu Director ou outro que autorizaram isto? Nada lhes acontece?
Este país deverá passar a chamar-se Portuguela? Uma mistura de Portugal e Venezuela?
Hoje o editorial do DN é muito interessante. Tem dois artigos. O primeiro versa sobre a crise
(dn.sapo.pt/2009/02/1/editorialos_riscos_a_crise_gerar_revolucao_so.html) económica poder, e estar, a gerar uma crise social que pode levar à ruptura da sociedade, através de actos de revolução. Alega que as «roubalheiras», como diz Soares, a impunidade e o abuso dos poderosos são os germes desta possível revolta social. Conclui que a justiça tem de ser célere para que se reponha a confiança nas instituições, entende-se.
Ora, no segundo artigo, critica-se que no debate quinzenal da Assembleia da República a oposição tenha questionado, e embaraçado, o primeiro ministro, com questões sobre a verdade das escutas e pressões sobre os magistrados do caso Freeport.
Conclusão do editorial: o primeiro ministro foi muito esperto - hábil é a expressão usada - em safar-se à questão jogando no contra-ataque, ao afirmar que há uma «campanha negra» contra si e que a culpa é toda da líder da oposição por não se ter demarcado do cartaz Pinócrates.
Então a questão de ter de se levar a sério a justiça, como era dito umas linhas mais acima, já não importa? Os poderosos não ficarem impunes, já não é prioridade? Não interessa se o primeiro ministro for corrupto? Se for um dos que pratica roubalheiras e fica impune? A culpa da questão do Freeport é um cartaz? O cartaz não surge porque há um caso na justiça que parece ser exactamente um daqueles a que se refere Soares na questão da crise social? Casos em que a justiça não é célere, não é clara e não ajuda à confiança nas instituições?
Pelos vistos nada disso é importante e a habilidade do primeiro ministro não está em ser capaz de resolver algum dos problemas graves do país, mas apenas em ter uma esquiva política que tem evitado que tenha de responder pelos seus actos, como acontece a qualquer outro cidadão, não poderoso.
Pois, pois... as palavras pomposas, de crise e alerta para as injustiças e tal, e tal, parece que são só para enfeitar a página, para parecer que se pensa alguma coisa sobre alguma coisa.
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