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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
... porque passou pelo cargo e a única coisa que mudou foram as questões dos direitos humanos: racismo, direitos de minorias, etc. O que é bom. No entanto, foi conivente com os lobbies do exército que defendem as guerras e assassinatos bem como os das finanças e ajudou a construir a escada deste capitalismo selvagem em que vivemos, pior que o da era industrial pois então não havia a consciência dos malefícios e consequências funestas que daí advêm mas, agora há. e uma delas é o atropelo dos direitos humanos. Agora cobra meio milhão de euros para aparecer num auditório durante uma hora e dizer umas cenas. Depois vai para a África do Sul dizer que tem dinheiro a mais e que as pessoas não precisam de tanto dinheiro para viver bem.
... duma notícia que dese conta do fim duma parceria PP ou duma Fundação daquelas que chupam milhões aos contribuintes sem préstimo nenhum mas... népias. Nem uma notícia. Mais um dia de desilusão.
"para uma melhoria dos processos de ensino e de aprendizagem é necessário valorizar o papel dos professores e dos educadores".
Tal objectivo será cumprido "reforçando a autoridade do professor", "valorizando profissionalmente os docentes através de um investimento na formação contínua", mas também "reformando o modelo de avaliação do desempenho dos docentes de forma a desburocratizar o processo".
A autoridade reforça-se com acções de formação??!! A autoridade reforça-se 'reformando' o modelo de avaliação?
Outra das exigências deixadas pelos sindicatos na altura em que foi conhecido o nome de Nuno Crato para a pasta da Educação tinha que ver com a suspensão do processo de fusão de agrupamentos.
Sobre esta matéria, o programa do Governo aponta para uma "estabilização do processo de organização dos agrupamentos de escolas, privilegiando a verticalização pedagógica e organizacional de todos os níveis de ensino, bem como a progressiva autonomia da sua organização e funcionamento".
Verticalização? Não se democratiza nem um bocadinho o modelo de gestão? As mesmas equipas podem eternizar-se nos cargos e tiranizar quem querem?
Estabilizar os agrupamentos? Que quer isso dizer, ao certo?
Onde há amor não há desilusão.
Des-ilusão é a ausência de ilusão
Ilusão é a imersão na luz: i-luz-ão = dentro de uma enorme luz.
Dentro de uma imensa luz não há sombras. Tudo é imensamente claro e todo o visível é integrado na luz. Não é um excesso de luz que cega, é um todo de luz que mostra. Mesmo as sombras se 'es-clarecem' e tornam luz. É isso a ilusão: estar na luz. Por isso, onde há amor (de amante ou de amigo, tanto faz), não há desilusão. Tudo é visto como um todo que faz parte da luz: o escuro e o claro, o baço e o brilhante. É ver o todo no pormenor e o pormenor no todo. É ver o defeito na virtude e a virtude no defeito. É isto o amor: um estado de ver na luz e estar na luz, um estado de ver a verdade e estar na verdade. A desilusão é a negação da luz.
Três meses depois das eleições e quase nas férias do Natal e tudo está na mesma. Ontem o governo fez uma vaga promessa, depois de propostas ainda piores que as da outra para a educação. Os sindicatos, dizem os jornais, ficaram muito contentes (!?). Ontem na minha escola, duas colegas queixavam-se de virem a perder os privilégios de titulares. Aconselhavam uma terceira, não titular, a concorrer antes que se acabassem as quotas. Diziam, que pelo andar das coisas tudo deve ficar na mesma. Sei que houve uma reunião sindical na terça, mas não estive presente e ainda não sei o que lá se disse. Mas também não é preciso. Qualquer um vê que o governo vai arrastar isto até às calendas, que o PSD embrulhou-se e não parece ir cumprir as promessas que fez, que os sindicatos o que querem sempre é andar na TV ...
É difícil não se ficar cada vez mais desanimado e desmotivado. A única coisa nesta profissão que vale a pena são os alunos. O resto...é um atraso de vida. Da nossa, dos miúdos e do país também.
Ignorância e corrupção tomaram conta do país e infectaram tudo, desde as grandes empresas até às escolas, onde se imitam os grandes. Cada dia é mais difícil lidar com essa realidade ali mesmo à frente de nós, à nossa volta por todo o lado.
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