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ainda hoje...

por beatriz j a, em 26.04.11

 

 

 

...o ambiente na sala de professores era um bocado sombrio. Já toda a gente tinha lido a notícia de irmos receber o subsídio de Natal e, talvez também o de férias, em papel de Títulos do Tesouro. Como todos sabemos que não há Tesouro, só bandidos, o ambiente era cinzento. Um colega de Matemática que tem três filhas pequenas e cuja mulher também é professora estava completamente desanimado. Dizia-me, 'isto com os subsídios é díficil mas ainda vai dando para pagar as contas, mas sem o subsídio não sei como vamos fazer. A comida está caríssima, os médicos...quando é preciso comprar livros ou sapatos...e pagar os encargos com a casa...'.

Raios partam o Sócrates e os que o acolitaram neste saque que deixou o país pobre e exaurido. Todos os dias se descobre mais um buraco, mais uma mentira, mais uma patifaria. Ontem um Presidente dizia que a culpa é de todos nós. É o tanas! Alguns de nós nunca se calaram e nunca contribuiram para esta ruína.

 

publicado às 13:35


o professor não-professor

por beatriz j a, em 22.06.10

 

 

 

O que vai ser publicado previsivelmente amanhã [quarta-feira] é um decreto-lei. A Lei 12-A [regime de vínculos, carreiras e remunerações dos funcionários públicos], na hierarquia das leis, naturalmente sobrepõe-se a qualquer lei que define ou regulamente carreiras especiais», afirmou Alexandre Ventura aos jornalistas, no final da audição.

Depois, o secretário de Estado lembrou que o ECD «tem referência não apenas a quadros de escola», mas também a «outra terminologia» relacionada com os docentes.

No entanto, acrescentou, a Lei 12-A tem num dos seus artigos «uma referência clara e explícita» sobre a sobreposição.

«A Lei 12-A tem no seu artigo 86.º uma referência clara e explícita de que se sobrepõe a toda e qualquer regulamentação que defina o funcionamento de carreiras especiais», afirmou Alexandre Ventura.

 

 

Fui 'roubar' isto ao blog do Umbigo. Devo dizer que, quando em Janeiro disse cobras e lagartos dos sindicatos por terem cantado vitória sem que nada se tivesse alterado, estava longe de ver o horror onde isto ia dar, porque a não alteração atempada resultou em alterações muitíssimo gravosas que já não têm volta atrás.

Quero ver o que vão agora dizer ou fazer os sindicatos. Foi uma tragédia para a educação, e portanto, também para o país, não termos tido pessoas à altura do momento.

Em outros países, como a Alemanha investe-se na educação para sair da crise. Aqui mata-se a educação e tudo o que se faz é para poupar dinheiro e acabar com qualquer resquício de democracia que ainda restasse nas escolas, porque nada pode estar fora dos tentáculos do polvo que nos governa. Daqui para a frente ser professor é ser um administrativo obediente ao chefe, ou seja, ser professor é não-ser professor.

A oposição assiste, sendo conivente com este descalabro.

Começo a achar que não vale a pena falar, escrever cenas em blogues, explicar, discutir...é tudo um exercício inútil que não muda nada, não mudará nada. Manifestações de 200.000 não serviram para nada, de que servirão agora vozes isoladas, por muito que algumas sejam muito ouvidas por muita gente? É mais para uma pessoa saber que não está sozinha na sua visão das coisas. Que há outros que também as vêem, que resistem e não se deixam dobrar. É um consolo muito grande. Se não fora isso o desanimo seria maior Porque nestes últimos anos assistimos a coisas muito baixas entre colegas. Ainda hoje, não fora a casualidade de estarmos ali duas pessoas já com muitos anos disto e sem problemas de falar o que deve ser dito e alguém tinha lixado uma colega novinha só para se armar em estúpida, mesmo, carreirista pseudo-culta com formações em 'eduquês'. Isto está díficil, muito difícil.

 

publicado às 22:47


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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