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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Não percebo como há pessoas que defendem que estamos em tempos políticos interessantes.
Uma pessoa dá uma vista de olhos pelos jornais -nos canais de TV ainda é pior- e não vê nenhuma discussão sobre o futuro do país. Tantos os que governam como os da oposição só discutem cargos e de resto mentem-nos todos os dias. Não há discussão de ideias, não se percebe bem se nem sequer as têm ou se já nem sequer valorizam as ideias políticas e se reenderam ao pragmatismo da gestão corrente dos votos, do dinheiro e dos cargos a qualquer custo.
Temos a certeza que no dia em que estes se forem e os da, agora, oposição, lá forem parar, será a mesma coisa só que com outras caras.
Não conhecem as realidades senão no seu aspecto económico e, às vezes, nem isso, são papagaios de um dogma qualquer de um guru economista da moda.
Esta semana li uma entrevista do director do MNAA, que vai deixar o cargo, acerca do desinteresse do governo em fazer o mínimo para manter as instituições saudáveis. Diz ele, e com razão, que os políticos portugueses são uns provincianos embasbacados que admiram e elogiam as instituições culturais estrangeiras mas não percebem que para terem esse estatuto e qualidade necessitam de investimento e suporte continuado.
Os governos alimentam alegremente o crescimento da pobreza e das desigualdades e falam como se não houvesse alternativa; até já dizem que os portugueses, ao contrário do resto da humanidade, não podem aspirar à equidade o que significa que devem resignar-se a este estado de coisas desonesto e deprimente.
'Ó sr. guarda, desapareça'...
De vez em quando obrigo-me a mim mesma a ver notícias na TV como se fosse um TPC. Mas nem sempre aguento mais de 5 minutos de tal modo é deprimente e revoltante. Agora, por exemplo, liguei para o canal 2 e não é que dei de caras com o 'dog'?! Vá de retro Satanás! Então não é um azar dos Távoras? Hoje já não consigo ver nem mais uma notícia.
As situações graves de violência nas escolas “não são numerosas, felizmente”, mas basta “uma situação grave ou duas para nos termos que preocupar muito”, realçou. “Não podemos deixar que, no nosso país, haja nem um caso desta natureza. Sabemos que tem havido comunicação de quatro casos, mas quatro casos é muito. É indispensável que não haja nenhum caso”, argumentou. P
A mulher estará a brincar? Não são numerosas? 4 casos?!! Isto é deprimente. Termos uma governante que pensa que não há muitos casos porque só sabe o que vem nos jornais. E vai dar mais poder aos Directores. Gostava de saber se o vai dar aos mesmos Directores que escondem os casos e ainda culpam os professores.
Um aparte - parece que o maravilhoso acordo assinado à noite está a começar a feder.
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