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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Agora leio esta frase em tudo quanto é sítio. Já tive amigos a dizerem-me que até é uma sorte vivermos neste tempo porque já passámos por uma revolução e agora por esta crise que há-de ser um 'princípio de mudança', porque todas as crises são 'oportunidades de mudança' e é excitante e tal, e tal... Isto faz lembrar aqueles argumentos segundo os quais as guerras são momentos de grandes invenções em que o espírito humano se ultrapassa a si mesmo. Como se as invenções que se fazem durantes as guerras tornassem as guerras acontecimentos positivos, ou com uma faceta positiva! Como se, sem guerras, o espírito humano perdesse a capacidade inventiva, como se não fosse possível, e até desejável, que o espírito inventivo dos homens se volte para iniciativas pacíficas e geradoras de desenvolvimento positivo.
Dizer que esta crise é uma oportunidade de mudança, é dizer que não é possível ao Homem evitar que pavões incompetentes sem escrúpulos como o Sócrates, o Vítor Constâncio, a Mª Ludes Rodrigues, o Dias Loureiro, o Armando Vara, o João Rendeiro, o Oliveira e costa (e outros internacionais ainda maiores), etc., etc., etc., assaltem o poder e actuem como um tsunami, uma onda de destruição. Mais, é dizer que isso é inevitável e que até tem um lado positivo, que é o de gerar crises! Como se não fosse possível inovar sem as crises geradas pelos parasitas do sistema.
Os países estão, neste momento, como um organismo doente com SIDA, vulneráveis e sem defesas contra o vírus que se introduziu no sistema pela mão da classe política. As pessoas estão a ceder ao vírus, quer dizer, estão a empobrecer, a ficar sem os empregos, etc., e os mesmos que foram, e são, os vírus do sistema querem impigir-nos a ideia de que isso até é positivo? Estão a gozar?
Positivo era que os Constâncios e outros devolvessem os prémios de produtividade e afins que receberam neste últimos anos. Os prémios foram indevidos, as pessoas que os receberam não têm mérito, têm demérito.
Hoje leio nos jornais as empresas de têxteis a dizer que precisam de despedir pessoal para sobreviverem. Até pode ser verdade mas, antes de se despedirem trabalhadores que sempre trabalharam com mérito tem que despedir-se, e pedir os prémios de volta, todos os que à frente de cargos públicos e empresas públicas infectaram o sistema com doença mortal. Não o fazer é perpétuar no sistema os bichos que o corroem e matam.
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