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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Aos patrões. O que os patrões estão dispostos a fazer para manter o amigo PS no poder, hein?
... mentir com todos os dentes que tem: 'nunca nenhum governo respeitou tanto a carreira docente'. Deve ser por isso que os professores estão em greve há um mês...
"Não sei se os professores estão furiosos. Furiosos? Não me parece tanto assim." Este tipo é palerma ou está a querer fazer-nos a nós de palermas. Em qualquer dos casos, esta falta de respeito em desvalorizar com desprezo a situação dos professores só serve para as pessoas ficarem ainda mais contra ele.
Aí vem mais uma táctica do mr. Tangas para não pagar o que deve.
Governo anunciou que ia propor novas regras para a progressão dos professores em novembro
O governo está a estudar cenários para conseguir contabilizar os nove anos e meio de trabalho dos professores para efeitos de progressão na carreira, mas partindo da premissa de que, até 2019, não há verbas para suportar a despesa em causa, que ascende a 630 milhões de euros.
Quer contabilizar o tempo mas num contexto onde as progressões levem os próximos cem anos a acontecer... e já vai em 630 milhões... grandes aldrabões...
Andamos a ouvir os deputados dizer que ganham pouco e que é muito ético cobrar duas vezes os abonos e ajudas de deslocação enquanto os professores são colocados, de propósito, sem ajudas nem abonos, a centenas de quilómetros de casa para que o governo possa poupar dinheiro.
Há países que vêem os professores como um capital social, profissionais importantes na educação das novas gerações. Aqui em Portugal os professores são vistos como unidades de custo dispensáveis que servem poupar dinheiro. Isto não é uma ideia ou mentalidade apenas de 'direita' como aqui se gosta de dizer pois o PS, de todas vezes que tem sido governo, tem tratado os professores como lixo, coisas descartáveis de usar e deitar fora. Quem, nas próximas eleições, votar nestes indivíduos, merece tudo o que lhe acontecer...
Quando os ladrões do BPN são os que têm a confiança do ministro para mover centenas de milhões de euros... não admira que ele ache que professores não valem nada...
O Ministério das Finanças defende que a Parvalorem pode deter e gerir activos de 800 milhões de euros, contabilizados nas contas como créditos vivos/performing, apesar de o Banco de Portugal não autorizar (como se pode ler na imagem relacionada) e de o objecto social não o prever.
A empresa pública Parvalorem (criada exclusivamente para gerir activos tóxicos do BPN) nomeou como perito num despedimento colectivo um membro da direcção de contencioso e recuperação de crédito, António José Duarte, que no BPN/SLN, era o braço direito de José Oliveira Costa. E que se tornou uma peça chave na mega investigação do Ministério Público ao Banco Insular, entidade virtual desconhecida do Banco de Portugal e do Fisco, para onde o BPN desviou quase mil milhões de euros.
Actualmente, António José Duarte integra a direcção de contencioso e recuperação de crédito da Parvalorem, a área que recebe os pagamentos e coloca os clientes em contencioso, tendo-lhe sido atribuídas funções na gestão da carteira de créditos incobráveis da ex-SLN (agora Galilei) de 1,1 mil milhões de euros.
A sua importância junto da administração de Francisco Nogueira Leite releva da sua remuneração, em termos brutos, que ascende a 6.614 euros, dos quais 4.175 euros são remuneração complementar. Recebe 773 euros de isenção de horário e 80 euros de diuturnidade (grau de antiguidade de 18,62 anos). O vencimento base (escala 12) é de 1.584 euros.
Foi a 23 de Agosto de 1999 que o antigo assessor de José Oliveira Costa entrou no BPN, onde se tornou conhecido como sendo o “homem” de confiança do presidente.
Durante as investigações que se abriram, depois de o BPN ter colapsado, em 2008, alvo de uma mega burla perpetuada ao longo de anos pelos seus dirigentes, António José Duarte passou a cooperar com o Ministério Público e o Banco de Portugal, que não o acusaram. E percebe-se porquê. O curriculum e o grau de entendimento dos detalhes dos movimentos financeiros ajudaram as autoridades a seguir o rasto do dinheiro desaparecido. É que, entre 2002 e 2007 (quando Oliveira Costa se afastou), foram desviados do BPN 9,7 mil milhões de euros: cerca de 5% do PIB português.
O bancário¸ que entre 1999 e 2006 exerceu funções como administrativo na direcção de operações do BPN, antes de assumir o cargo de assessor de Oliveira Costa, explicou aos deputados que, ele próprio, registara “operações para o BPN, BPN Cayman, BPN IFI, em Cabo Verde e Banco Insular" por ordem dos seus superiores. Relatou ainda, entre outras coisas, que “entre 2002 e 2009” houve “várias centenas de movimentos entre o BPN e o Banco Insular”, a instituição fantasma usada para encobrir movimentos financeiros em larga escala, pois não era conhecida do BdP e do Fisco.
... e já agora que os prémios e salários dos gestores públicos deixaram de ter restrição, porque não dar-lhes um prémio pelos bons serviços?
Como eu vejo a coisa em termos simples: a tendência para o empobrecimento geral das pessoas através de desinvestimento nos serviços públicos e manutenção de trabalhadores no limiar de pobreza infelizmente é global. Costumava ser uma prática anglo-saxónica mas a Europa e o resto do mundo importaram-na nos últimos 30 e tal anos.
Só que parecia que aqui no rectângulo havia pessoas que tinham uma visão dissonante dessas políticas. Até parecia, a certa altura, que Costa, como diz um amigo meu, tinha assumido uma certa liderança dos países do Sul para uma política diferente do canbalismo dos países do Norte.
Estava na oposição e tinha um discurso de fim da austeridade: levamos mais tempo a pagar mas não sacrificamos as pessoas. Afinal, a política serve para servir todas as pessoas, não duas ou três pessoas. Este era o Costa da oposição a PPC. Estou convencida que era sincero.
Centeno fazia parte de um grupo de economistas que se opunha às políticas de Gaspar e Albuquerque. Mas isso foi até chegarem ao poder. Centeno não resistiu a uns elogios do ministro Schäuble. Ficou imediatamente deslumbrado consigo mesmo, convencido da sua genialidade. Costa foi a seguir. Meu Deus!! Aquela gente dura de agradar, afinal achava-os uns génios e agora os dois sentiam-se no centro das decisões europeias.
O cúmulo do deslumbramente de Centeno consigo próprio foi aquele artigo no Expresso a que chamo, 'O grande masturbador'. O cúmulo do deslumbramento de Costa foram os elogios nos jornais internacionais. Não só fizeram marcha atrás em tudo que defendiam como se tornaram mais papistas que o Papa. Nenhum outro país castigou tanto as pessoas com impostos e desinvestiu tanto nos serviços públicos como eles.
Costa acha que Centeno, entretanto transformado em DeBorla, fez uma espécie de magia económica na qual não se atreve a mexer para não a estragar e assim atraiçou tudo o que defendia tendo transformado-se no Mr. Tangas.
Os pobres coitados estão enganados e nós, trabalhadores empobrecidos para que o grande masturbador agrade aos mestres, somos os que pagamos os seus enganos. O seu engano é pensarem que têm o respeito dos países do Norte e que agora são importantes: a verdade é que nunca serão parte do clube que toma decisões na UE. Nunca!! Os países do Norte têm enorme desprezo por nós, países do Sul e não ligam um átomo às nossas condições ou dificuldades.
É isto o poder. Deslumbramento. Não temos todos o exemplo de Lula? Um indivíduo que era a esperança para um Brasil nunca mais ao serviço de três ou quatro pessoas e cuja traição, por mero deslumbramento com o poder, atirou o país para uma regressão assustadora com este Temer?
Agora o DeBorla e o Mr. Tangas passam o tempo a dizer nos jornais e no Parlamento que não há austeridade, que não subiram os impostos, que há investimento, que fizeram justiça social mas já ninguém acredita neles... e voltámos ao ponto de partida desesperante em que estávamos há uns anos com o PPC.
Centeno admite apoiar o Montepio e injetar mais dinheiro no Novo Banco
1. "É muito importante que não percamos de vista esta ideia de que o sol de facto não brilha todos os dias... E temos que nos precaver";
2. "As responsabilidades têm de ser partilhadas por todos os partidos que aprovam o orçamento";
3. "Há muitos calendários. Esse [de poder vir a ser comissário europeu] ainda não está colocado".
DeBorla, em entrevista à TSF
1. Correção: o sol brilha, de facto, todos os dias. Não brilha é para todos...
2. Correcção: as responsabilidades do governo são para com os portugueses. Não nos interessa os negócios que fazem entre partidos à porta fechada. Interessa-nos que governem para nós e não para a banca, para os amigos e para inglês ver.
3. Estamo-nos nas tintas para as ambiçõeszinhas pessoais do senhor ministro. Não estamos é nas tintas para os meios que utiliza para lá chegar, sobretudo quando esses meios são o nosso empobrecimento.
Congelamento dos salários, crescimento económico e elevado volume de reformas têm empurrado o custo com pessoal em percentagem do PIB para valores mínimos. Uma tendência que será para manter nos próximos anos.
Nem durante os ditos anos da troika o valor da carga fiscal foi tão elevado. Segundo os números do INE e as contas feitas pelo “Negócios”, mesmo tendo em conta o elevado crescimento – de 2,7% – da actividade económica no ano passado, os impostos e as contribuições sociais aumentaram ainda mais.
E para que é que pagamos tantos impostos? Para melhorar a educação, a saúde, inverter a desertificação do interior? Não! Para dar dinheiro à banca.
(sem comentários. O Costa e o DeBorla são isto, nos negócios com bancos e grandes destrutoras empresas batem qualquer política de direita aos pontos...)
A única certeza é que se algo correr mal, governos e supervisores vão dizer-nos que fizeram tudo o que a lei lhes permitia. Foi assim do BPN ao BES. Agora não será diferente.
Estas terras pedem socorro. E o socorro de que precisam não são bombeiros, mas administração pública.
Faltam médicos, faltam enfermeiros, o Serviço Nacional de Saúde vive momentos de transe, o que é inacreditável tendo em conta que a governação é socialista, apoiada pelo Partido Comunista e pelo Bloco de Esquerda
Fez-se ontem luz na cabeça do ministro da Saúde. Tudo o que ele pretenda fazer vale zero, porque este governo tem um primeiro-ministro e um segundo-ministro – o segundo-ministro chama-se Mário Centeno, o primeiro-ministro é António Costa, e vivem em pacificação total. E o resto que se dane, desde que a meta do défice para além da troika seja conseguida em nome de uma máxima que Cavaco Silva inventou: “Ser bom aluno europeu.” Não é pelos atos já não serem protagonizados por Cavaco mas pelo governo “das esquerdas” que o conceito é menos gravoso e quase patético.
É por este tipo de coisas que António Costa devia poupar-nos a todos a fazer piadolas com as cativações...
O da educação também é meio ministro ou, ainda menos... mas não se incomoda com isso...
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