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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau

É claro que se enganou depois em quase tudo e esses criminosos que aparecem atrás dele na capa da revista deste mês são a prova disso. Não falhou uma, nem duas vezes mas, todas as vezes que foi posto em prática. O indivíudo que escreve o editorial pensa como eu acerca duma questão que já várias vezes discuti com um amigo: é que o Marx via os processos históricos como coisas autónomas e esquecia-se que quem põe em prática os modelos sociais dos tais processos são pessoas e que as pessoas têm ambições, sede de poder, vícios, muitas são sociopatas e até psicopatas. Aliás, o modelo que ele imaginou atraiu vários desses. E enganou-se em outras coisas também.
A questão que se põe é: porque voltou a ser relevante depois do século XX ter mostrado o falhanço do marxismo como modelo social? Talvez porque as condições de revolta que o levaram a desenhar uma revolução estejam hoje muito parecidas, em termos económico-sociais, com as de então. E apesar de ter falhado no modelo que imaginou, o diagnóstico que faz da situação voltou a ser relevante.





Those who make peaceful revolution impossible will make violent revolution inevitable. -- John F. Kennedy



Acerca do documentário indiano com a entrevista ao violador assassino que culpa a vítima de ser mulher e da polémica sobre a censura indiana ao documentário.








(na pausa do trabalho...)


via Maria João


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