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Pseudo-socialistas

por beatriz j a, em 27.02.19

 

Governo vai decretar dia de luto nacional por vítimas de violência doméstica

Para Mariana Vieira da Silva, o combate à violência doméstica é uma tarefa de todos e de toda a sociedade, que passa pelo combate contra a banalização e a indiferença em relação ao fenómeno.

 

Agora temos que gramar esta fulana só por ser filha do outro fulano, o sinistro que também gramamos há décadas como se estivéssemos em monarquia... o papá está orgulhoso da filha cunhada? Um dia de luto pela violência... mas que ideia mais parva que não resolve nada! Isto é que é a fulana que era tão genial que não podia ser dispensada? Façam mas é o trabalho que têm a fazer, demagogos, cunhados sem pudor.

 

Decretem antes um dia de luto pela democracia podre em que vivemos. Pseudo-democracia de arranjinhos promíscuos entre famílias e amigos. O país capturado à maneira da máfia que distribui os membros da família pelos pelouros.

 

Isto já não é um governo é um embaraço. Como é que uma pessoa explicaria a alguém de um país democrático, sem corar, que somos uma república mas que o governo são três ou quatro famílias mais os amigos?

 

publicado às 20:32


Isto começa bem... Tudo em família.

por beatriz j a, em 24.11.15

 

 

Eduardo Cabrita e Ana Paula Vitorino, casados, vão ser ministros. Vieira da Silva regressa à Segurança Social e a sua filha será secretária de Estado adjunta de António Costa.

 Mas se o pai é um repetente, a filha, Mariana Vieira da Silva, será uma caloira em matérias governativas, apesar de já conhecer os corredores do poder. Foi adjunta da ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues, entre 2005 e 2009, e também, nos dois anos seguintes, adjunta de José Almeida Ribeiro, secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, José Sócrates. Mariana Vieira da Silva Integra a comissão política nacional e o gabinete de estudos do PS.

 

E ainda não chegámos aos secretário de estado, chefes de gabinete... isto dá para toda a gente, até para a mulher do mastim que já deve estar a planear a próxima viagem à custa do erário público.

Parece que o PS deve 11 milhões à banca e já pediu mais um milhão. Agora é que vão pôr as contas em dia. 

 (uma fulana que foi adjunta daquela incompetente prevaricadora, entachada profissional, ignorante e provinciana? que horror!!)

 

 

publicado às 21:40


O factor C

por beatriz j a, em 24.01.15

 

 

 

Portas mete girl no banco de Fomento

Militante centrista na gestão do banco de Fomento é casada com o autor da reforma fiscal.



Maria João Nunes, vogal da Comissão Concelhia do Porto do CDS e técnica do departamento de Turismo da Câmara Municipal do Porto (CMP), não tem experiência de gestão bancária nem ligação a empresas. 

Nos últimos 10 anos, a sua carreira repartiu-se pelo gabinete municipal de turismo e cargos autárquicos em juntas de freguesia. Licenciada em Direito, Maria João tem a particularidade de ser casada com Rui Morais, autor da reforma fiscal tão elogiada pelo CDS e Paulo Portas. 



É por estas e por outras que somos governados com 'impudor', como diz o outro, por uma cambada de incompetentes que ao fim de uns anos está milionária na mesma proporção em que estamos todos mais pobres.

 

 

publicado às 19:31

 

 

 

Portugal é uma meritocracia ou a república da “cunha”, do nepotismo e do amiguismo?

 

“O discurso meritocrático nas empresas é muitas vezes um discurso ideológico, que visa encobrir práticas de clientelismo, familiar e político”, diz João Rosas. “Os exemplos são trágicos. É impressionante verificar como os mesmos nomes de família aparecem repetidamente nas administrações e lideranças. Nos conselhos gerais das empresas, chega a ser risível. Na EDP, por exemplo. Há pessoas que não fazem nada, e são muito bem pagas por isso. É uma forma de pagamento feito aos poderes familiares, políticos.”

 

Tudo se passa como se não houvesse forma de escapar a isso. As grandes empresas são obrigadas a trocar favores com as famílias poderosas e com os representantes do poder político, económico e financeiro, sob pena de verem a sua actividade prejudicada.

 

Segundo João Rosas, essa obrigação é muitas vezes fictícia. Não é real, mas mostra o medo e as dependências que regem a relação dos poderes, ao mais alto nível. “Acho que essas práticas não compensam, mas eles acreditam que sim. Acham que ficariam em desvantagem se não procedessem assim. Em Portugal, ainda há a convicção de que ter uma linha telefónica directa para o primeiro-ministro é uma grande vantagem. Mas talvez isso não seja verdade.”

 

Pelo sim, pelo não, grande parte das grandes empresas cumpre este ritual de promiscuidade. Por vezes em total contradição com a sua filosofia e práticas habituais abaixo das altas esferas.

(...)

ao nível de director, todas as grandes empresas empregam filhos de ministros, de presidentes.” Mesmo quando, em tudo o resto, funcionam segundo os mais elevados padrões meritocráticos. É o tributo a pagar por operar num país de tradição clientelar. “É preciso agradar ao poder político. Ao nível da elite, todos se conhecem e vivem da troca de favores.”

(...)

Frederico Cardoso, ele próprio quadro intermédio de uma grande empresa portuguesa, explica à Revista 2 como o problema está na circulação da informação. “Quem toma as decisões sobre pessoal, de promoções e atribuição de altos cargos, é a administração. Mas fá-lo segundo a informação que lhe chega e que é filtrada pelos quadros intermédios. Estes deturpam os dados, por forma a que nenhum resultado brilhante dos seus inferiores chegue ao conhecimento dos superiores.”

 

As lutas intestinas entre os quadros médios são ferozes. O aliado de hoje pode ser o inimigo de amanhã e vice-versa. “Alguns desses directores vieram de baixo, conquistaram um lugar muito razoável em termos financeiros e de prestígio e não estão dispostos a perder isso. Fazem o que for preciso para manter a sua posição. Na nossa empresa, não há avaliações credíveis. A única forma de ascender é através do relacionamento pessoal com algum administrador. Todos lutam por esse acesso e contra a possibilidade que outros o obtenham.”

 

Se, nos níveis inferiores da empresa, surge alguém com capacidades extraordinárias, “encostam-no logo. O que ele tem de fazer é sair para outra empresa ou montar a sua”. A menos que beneficie de uma das experiências, que foram feitas na empresa, de promoções em ziguezague, em que a ascensão se faz sempre para outro departamento. No mesmo, é difícil ultrapassar o superior imediato sem sofrer represálias.

 

Teresa não se recorda de quando começou a almoçar sozinha. De início, dava-se com toda a gente, mas, quando os grupos se começaram a formar, ela não ficou em nenhum. Essa situação não afectou o seu rendimento na empresa, apenas o seu bem-estar. “Não houve nenhuma situação de bullying ou assédio moral, nada disso”, disse à 2. “O que aconteceu foi que eu não estudara na mesma universidade de nenhum dos meus colegas. Também não era da mesma terra, nem tinha relação familiar com nenhum deles, como acontecia com alguns. Lentamente, naturalmente, afastei-me. Ou afastaram-me.”

 

Quando surgiu o despedimento colectivo de um terço dos trabalhadores, Teresa estava entre os escolhidos. “Entre os grupos próximos da direcção, ninguém foi despedido. Acharam que todos eles são indispensáveis, mas eu tenho a certeza de que foram influenciados pelas preferências pessoais. Não iam despedir os amigos. A mim, não se importaram de dar a notícia.”

 

Maria é professora do ensino secundário há 20 anos. Na expectativa de progredir na carreira, matriculou-se num curso de mestrado, que concluiu com média final de 18 valores. Mas entretanto as carreiras docentes foram congeladas. E as funções de mais interesse e responsabilidade existentes na escola são distribuídas pelo director de forma discricionária. Não se trata de ganhar mais dinheiro, mas apenas de cargos, como o de coordenador de departamento ou de projectos do conselho pedagógico, que conferem prestígio e um quotidiano mais estimulante. Pois todos os anos o director atribui esses cargos a quem quer, sem ter em conta o facto de alguns colegas terem mestrados ou doutoramentos. “A formação que fizemos, totalmente à nossa custa, não conta para nada. Apenas conta a opinião do director, que se baseia nas suas simpatias pessoais”, diz Maria. Dantes, os directores das escolas eram eleitos, bem como os titulares de cargos de chefia. Agora, o director é nomeado, e ele próprio nomeia. “Não há legislação nenhuma que diga que deveriam ser escolhidas as pessoas de acordo com a sua formação. Por isso o director faz o que quer. Distribui os melhores cargos, os melhores horários, as melhores turmas pelos seus amigos. É claro que quem quer ter uma vida um pouco melhor tenta fazer-se amigo do director.”

 

Num contexto de compreensão das tramas sociais relevantes, as pessoas traçam as suas estratégias de ascensão ou sobrevivência, o que é normal, considera o presidente da CReSAP. Admite que essas estratégias nem sempre estão imbuídas da desejável nobreza ou rigor moral. Talvez se tenha aperfeiçoado um mecanismo que consiste na união solidária dos medíocres, para impedirem os mais competentes e originais de emergir. “Essas estratégias existem”, mas em última análise integram-se nas chamadas soft skills.

 

Catarina, professora de Psicologia, foi convidada para trabalhar num grande hospital privado pertencente a uma instituição religiosa. Como lidava com muitos casos de obesidade, dedicou-se ao estudo dessa área, incluindo a investigação para a sua tese de doutoramento. Abriu um serviço de consultas de psicologia de obesidade no hospital.

 

Como teve muito êxito, e as consultas eram pagas à hora, o hospital propôs-lhe pagar um salário fixo, ainda que sob regime de recibos verdes. Durante dois anos, Catarina cumpriu horários, desenvolveu um serviço de tão grande sucesso que, em 2008, a direcção do hospital lhe apresentou uma outra psicóloga, para a ajudar, em regime de estágio profissional.

 

Passaram a ser duas psicólogas, embora Catarina fosse considerada a responsável, assinando todos os documentos, etc. A estagiária era no entanto sobrinha do director clínico do hospital e filha de médicos ligados à instituição religiosa proprietária do hospital. “Dê cumprimentos aos seus pais”, ouvia-se frequentemente nos corredores, à passagem da estagiária.

Um dia, em 2011, Catarina foi chamada de súbito à direcção, para ser informada de que, devido aos cortes orçamentais, decidira-se reduzir a equipa de psicólogos para um elemento, e a escolhida fora a estagiária. Catarina ficou em choque. Reagiu emocionalmente (demasiado, acha hoje), pensou que fora ela a construir todo o serviço, chorou. Nem teve tempo para protestar, ouviu apenas: “Sinto muito, a decisão está tomada.”

 

 

publicado às 09:44

 

 

 

Banco de Portugal contratou por convite filho de Durão Barroso

 

A regra no banco é contratar por concurso salvo situações de "comprovada e reconhecida competência profissional".

.

 

A minha questão é a seguinte: como podemos confiar que o regulador regule os outros de modo a cumprirem as regras se ele próprio é primeiro a dar o exemplo de não cumprir as regras?

 

Quanto ao filho do outro... um tipo que precisa dum privilégio destes para arranjar um emprego... se calhar não é grande coisa...

 

E com todas estas coisas que se têm sabido o regulador continua no posto de cal e pedra...

 

Uma pessoa até tem medo de ir dormir. Amanhã quando acordar o que mais terá ele -o regulador- feito? Quantos filhos terá contratado às nossas custas? Quanta liquidez terá dado e a quem...?

 

Horror total...

 

 

publicado às 19:50

 

 

A nomeação de Armandina Soares para o Conselho Nacional de Educação (CNE) está a gerar polémica entre os professores. Isto porque a sua escolha é vista como uma recompensa por a directora do Agrupamento de Escolas de Vialonga ter sido uma acérrima defensora da política educativa da anterior ministra. E também porque é encarada como um sinal de que há a intenção de continuar na mesma linha. ( no DN )

 

Todos os dias vejo os jornais e blogs à procura de notícias sobre educação, para ver em que ponto estão as 'negociações' e se os sindicatos já viraram as costas à ministra 'bolo rançoso com cobertura de açúcar'. Nada! Nem um pio! Pensei...bem, meteu-se o Natal e entre prendas e rabanadas está tudo em suspenso. Qual quê! A máquina contra a educação e os professores não pára e não dorme e neste mesmo mês ofereceu tacho à indivídua que apoiou a outra de má fama e todas as suas políticas.

Para quem tinha ainda dúvida das (más) intenções desta ministra, está aqui a 'prova provadinha': premiou uma das piores entre pares. Não que isto espante. Isto é agora o pão nosso de cada dia nas escolas: vermos serem premiados os piores de todos e vermos a instauração do reino das cunhas e favores, a começar pelos que nos governam. Mas revolta!

Os sindicatos andam caladinhos. Porque é que não põem o assunto na Assembleia da República? Porque perdiam protagonismo. Ainda veremos tudo se gorar para que suas excelências satisfaçam a vaidade do protagonismo e auto-importância televisiva.

 

 

publicado às 10:04


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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