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É o costume...

por beatriz j a, em 24.01.19

 

O crimes prescrevem e o próximo ministro (ou já este) nomeiam-os para destruir os bancos a seguir.

Eventuais crimes de gestão danosa da CGD em risco de prescrição

PGR confirma abertura de inquérito, mas ainda não constituiu arguidos, e há crimes que prescrevem passados cinco anos e outros ao fim de dez anos.

 

publicado às 15:44

 

 

Os mesmos bancos e se calhar as mesmas pessoas a quem o Centeno e o Costa continuam a dar centenas de milhões de euros à pala, sempre que os pedem... é por estas coisas que não há dinheiro para quem trabalha...

 

Acordo escondido nas PPP contornou Tribunal de Contas e salvou 705 milhões em compensações para as subconcessionárias

De acordo com o relatório citado pelo Correio da Manhã (apenas disponível para assinantes), no âmbito da investigação às PPP “foi detetada a existência de um acordo entre os bancos financiadores, as subconcessionárias e a Estradas de Portugal consagrando um conjunto de ‘compensações contingentes’, as quais são devidas às concessionárias sem reservas ou condições”. De acordo com um técnico da Estradas de Portugal (EP) que foi inquirido no processo, estes acordos paralelos ao processo oficial “nasceram na administração da EP com a colaboração de assessorias, sempre com o aval da tutela”.

 

Estes contratos paralelos “foram oral e sumariamente referidos mas nunca disponibilizados”, disse à investigação um técnico do antigo Instituto de Infraestruturas Rodoviárias, e foram criados para contornar um eventual chumbo do Tribunal de Contas que já tinha chumbado o visto prévio aos contratos na primeira fase do concurso. De acordo com o jornal, os acordos agravavam em 705 milhões de euros os encargos com as PPP.

 

Os antigos ministros das Obras Públicas, Mário Lino e António Mendonça, e o ex-secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, foram mesmo escutados no âmbito da investigação, mas não são os únicos ex-governantes cujas decisões estão sob investigação. Também o ministro das Finanças daquele período, Fernando Teixeira dos Santos, está no centro do processo. O inquérito tem por base indícios de associação criminosa, gestão danosa, fraude fiscal, corrupção ativa, tráfico de influências e branqueamento de capitais. [um governo de criminosos?]

 

 

 

publicado às 07:13

 

 

Abusos sexuais em grande escala. Colónia não foi fenómeno isolado

 

Na noite de Ano Novo, em Colónia, Alemanha, mais de 200 mulheres fizeram queixa por assédio sexual e duas por violação. O que aconteceu não é caso isolado: está a surgir um padrão.

 

A Alemanha tem tanto medo de ser vista como xenófoba que esconde os problemas em vez de os enfrentar. E o resto dos países seguem-lhes as pisadas... 

 

 

publicado às 05:34


Como se fabrica um assassino

por beatriz j a, em 12.08.14

 

 

 

 

 

Esta imagem foi publicada, em primeira mão, na internet, pelo alegado pai e com a legenda “That’s my boy!”

 

A foto de uma criança – que se presume ser australiana – a segurar a cabeça decepada de um alegado soldado sírio surgiu no final da semana passada na internet e chocou o Mundo. O rapaz será filho de Khaled Sharrouf, um cidadão australiano muçulmano que se no ano passado se juntou à “jihad” ao lado do então denominado Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL, na sigla inglesa), hoje em dia rebaptizado simplesmente como Estado Islâmico

 

 

publicado às 20:22


Fogos

por beatriz j a, em 20.07.12

 

 

 

 

Os que põem fogos deviam ser presos para o resto da vida se, por causa deles outras pessoas perderam casas, haveres e meios de sustento, para si e famílias. Mesmo que não tenham morrido. Mais, as famílias desses criminosos, sendo eles menores, deviam ficar sem um tostão, obrigadas a dar tudo o que têm às vítimas dos incêndios.

 

publicado às 14:20


Construir e destruir

por beatriz j a, em 10.07.11

 

 

 

Não é incrível que um jornal criado em 1843 seja destruído numa dezena de anos por um criminoso, um ganancioso nojento que primeiro o transformou num tablóide e depois manteve as vendas à custa de devassar a vida de pessoas particulares prejudicando-as e dando-lhes cabo da vida? Este é o grande problema que dá cabo das democracias. A veneração ao dinheiro.

Este Murdoch era um intocável que dava palestras de ética ao povo... e ninguém se metia com ele por causa do dinheiro e do poder dele. Dar cabo dum jornal que já levava um século e meio e deixar os trabalhadores no desemprego. Ainda agora o vi na TV. A rir sobre o assunto.

 

publicado às 22:21


esbanjar dinheiro que não é deles

por beatriz j a, em 03.12.10

 

 

 

por retenção de fundos da UE

120 escolas profissionais em risco

Cerca de 120 escolas profissionais do Norte, Centro e Alentejo ainda não receberam qualquer verba dos fundos comunitários do Programa Operacional de Potencial Humano (POPH), prevista desde o início do ano lectivo. Em causa estão 30 milhões de euros que foram retidos pelo Estado até estarem concluídas as negociações sobre as novas tabelas de financiamento, que terminaram na semana passada. E já há escolas a não conseguirem pagar os salários.

 

 

 

ajustes directos a empresas de consultoria externa, para realizarem estudos cuja necessidade não ficou sempre comprovada.

Nele se lê que as 69 empresas que o TC auscultou adjudicaram, na globalidade, em 2007, cerca de 102,7 milhões euros na aquisição de serviços externos de consultadoria, dos quais 99,5 milhões foram adjudicados a entidades em nome colectivo e 3,3 milhões de euros a consultores em nome individual.

 

Não se ensaiam nada em roubar o dinheiro da educação. Aí, para se gastar um tostão é necessário mil papéis e legislações e comprovativos e avaliações e etc., mas para dar sem contrato a consultores amigos há rios de milhões amigos.

Mas que gente...e são estes bandidos que nos vêm impôr modelos de gestão e avaliação de garrote com palavras de (falso) mérito e excelência...transformaram todo o país num sistema medíocre de corrupção e compadrios e fraudes. Presos, era onde alguns deviam estar, se esbanjar o dinheiro que nos custa a ganhar fosse crime e não divertimento, se quem nos trata como se fossemos vacas leiteiras fosse responsabilizado pelo que faz. Não admira que o país esteja insolvente.


 

publicado às 05:32


Precedentes

por beatriz j a, em 01.05.09

 

 

Jornal Expresso

 

Caso Freeport

Charles Smith recebeu 80 mil euros por marcar reunião com Sócrates

Documentos mostram como e por que razão foi pago o dinheiro que o consultor disse ter ido parar ao PM.

A primeira tranche, que ao câmbio da altura correspondia a 80 mil euros, foi transferida do

Freeport  para as contas da Smith&Pedro - a consultora de Manuel Pedro e de Smith - no dia 24 de Janeiro de 2002 como prémio de "boa fé" (good faith payment) pelo facto, na prática, de os dois terem assegurado dias antes uma reunião entre o grupo inglês e o então ministro do Ambiente e actual primeiro-ministro, apurou o Expresso.

 

E não se demite! Este indivíduo que nos governa - ele e os seus apoiantes que têm assento nos lugares de poder públicos duma ponta à outra do país e que estão envoltos em fumos negros e pestilentos de corrupção, práticas sexuais infames, abuso de poder, etc., abriram um grave precedente ao não se demitirem em face da gravidade das acusações que sobre eles pesa.

Não falo de acusações daquelas que surgem ao serviço de oposições com agendas eleitorais como motor - falo de acusações com indícos fortíssimos: videos, gravações, acordãos repetidos de tribunais sobre condutas infames, contas cheias de dinheiro que não sabem explicar, casas compradas com dinheiros inexplicáveis, vidas de luxo com ordenados públicos, etc.

O sistema do país permitir que, face a tais acusações com tão fortes indícios a apoiá-las, os visados continuem a exercer o poder, abre um precedente para as próximas legislaturas: temo que a partir de agora, nenhum primeiro ministro ou ministro ou autarca seja demitido ou se demita, seja porque razão for. Talvez se for apanhado em flagrante a matar alguém: e mesmo assim poderá alegar que é uma montagem, um holograma ou qualquer absurdo que lhe apeteça.

Uma das coisas que mais me impressionou quando li o Arquipélago de Gulag de Soljenitsine - li-o há muitos anos, era ainda adolescente - foi o relato que ele faz do transporte dos presos políticos para os campos e das celas de algumas prisões. Eram misturados com criminosos comuns -assassinos de toda a espécie, inclusivé canibais- e a viagem era feita sob o comando daqueles criminosos. Faziam-no de propósito: era para que percebessem, desde a primeira hora, que não podiam esperar justiça ou sequer decência, da parte de quem os tinha condenado.

Ultimamente lembro-me muito destas passagens deste livro, talvez pela trágica ausência de esperança que releva um sistema onde cada vez menos podemos esperar justiça e onde sabemos que já não há decência naqueles que dela deviam dar exemplo.

 

 

publicado às 10:00


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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