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Isto está lindo...

por beatriz j a, em 25.09.18

 

Tancos: diretor da Judiciária Militar detido. Suspeito de conivência com assaltante

Militares da PJM e da GNR são suspeitos de terem forjado a "recuperação" das armas roubada em Tancos em conivência com o assaltante.

 

publicado às 17:22


Isto é só rir...

por beatriz j a, em 02.05.18

 

Auditoria envolve ex-presidente da ADSE em esquema de desvio de dinheiro e favorecimento de empresas

Nesses dois anos, o ex-presidente da ADSE poderá ter estado envolvido na prática de vários crimes. A TVI detalha que, em 50 fornecedores e prestadores de serviços de saúde associados à PT-ACS, 40 estavam em situação de irregularidade, por se tratarem de empresas fantasma, ou por não ter havido processos de consulta ao mercado para aquisição de bens e serviços. Havia, inclusive, empresas cujos sócios eram colaboradores da própria PT-ACS. Carlos Liberato Baptista terá dado aval a tudo isto, assinando os contratos e comprovativos necessários.

 

Esta terá sido a causa para a sua saída discreta da PT-ACS para o Instituto de Acção Social das Forças Armadas, onde desempenhou a função de vogal, responsável pela gestão do sistema de saúde dos militares (ADM), segundo a TVI. Aguiar Branco, na altura ministro da Administração Interna no Governo de Pedro Passos Coelho, diz que o nome de Carlos Liberato Baptista foi sugerido pelo Ministério da Saúde para a gestão do ADM.

 

Carlos Liberato Baptista assumiu o cargo de director-geral da ADSE em Janeiro de 2015, na sequência de um concurso da Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública (Cresap), tendo sido o nome seleccionado pelo Governo de Passos Coelho/Paulo Portas entre os três finalistas apresentados.

 

Em Janeiro de 2017 foi convidado pelo Governo de António Costa para continuar à frente dos destinos do sistema, assumindo então a presidência do instituto criado para gerir a ADSE. Voltou a passar pela Cresap, que deu parecer favorável à nomeação.

 

Sabendo que estava metido em esquemas e possivelmente crimes continuou a ser escolhido pelos governos para dirigir outros serviços e até sugerido para ministro. Agora tinha sido escolhido para... deixa ver... roubar a ADSE e levar o sistema à falência...?

E a Cresap, como se vê, é um organismo muito importante para a escolha de pessoas competentes e sérias para os cargos... deu-lhe aval positivo duas vezes.

 

publicado às 06:11


O Kevin Space é que tem razão

por beatriz j a, em 12.04.16

 

 

Justiça investiga suspeitas de venda de dados confidenciais a advogados e empresas

As suspeitas de corrupção passiva e activa do Ministério Público, que conta nesta investigação com a colaboração da Polícia Judiciária, recaem sobre técnicos de administração tributária, inspectores tributários, chefes de finanças, um director de serviços da Autoridade Tributária, um director de finanças adjunto, um membro do Centro de Estudos Fiscais e Aduaneiros, advogados, técnicos oficiais de contas e empresários. Segundo a PGR, na sequência destas diligências houve já lugar a mais de uma dezena de detenções.

 

Às vezes parece que as séries políticas vão longe demais nos enredos da corrupão e do crime. Depois uma pessoa vê as notícias...

 

 

publicado às 14:14


Porque é que os violadores não param?

por beatriz j a, em 27.04.15

 

 

 

Porque o crime compensa... se violar uma menor leva três anos [quer dizer que se for uma adulta leva... o quê?... três horas...??] Calculo que os dez anos só levam os que já deram cado de umas dezenas de miúdas... e os que violaram poucas, vão com pena suspensa, vêm cá para fora e vá de estragar a vida a outra pessoa, para se divertirem. 

 

Menina de 12 anos que engravidou após ser violada pelo padrasto está impedida de abortar

 

O alegado violador já foi detido pela PJ de Lisboa e terá confessado o crime, sendo hoje presente a um juiz. A lei prevê pena de três a dez anos de prisão por abuso sexual de menor de 14 anos e, se houver gravidez, o crime é agravado de seis a 20 anos.

 

 

publicado às 18:55


Quando o factor C corre mal

por beatriz j a, em 14.01.15

 

 

 (ouço dizer que na Administração Pública quase todos os concursos são 'concurso fotografia')

O Tribunal de Condeixa-a-Nova condenou hoje o dirigente nacional do PSD e ex-secretário de Estado Paulo Júlio a uma pena de dois anos e dois meses de prisão, suspensa por igual período, por um crime de prevaricação.
 
 
 

publicado às 19:52


Quem diria...

por beatriz j a, em 01.09.14

 

 

 

Tough case to crack: the mystery of Britain's falling crime rate

 

Decline in heroin use, unrecorded cybercrime and greater civility are some of the reasons suggested for the drop in offending

 

The experts are just as baffled as the public: like the economists who failed to foresee the global financial crisis, criminologists were taken by surprise by what happened during the years of recession that followed the crash. Public spending was cut, unemployment rose, incomes were squeezed, families resorted to food banks. And yet, against all expectations, the number of recorded offences fell.

cobain crime UK incidents

This phenomenon is not unique to Britain: crime has been falling steadily across much of the western world.

But while most senior police officers, social scientists and Home Office officials accept that crime is falling across Britain, they rarely agree on the cause. Some highly respected criminologists believe so-called acquisitive crime must have risen during the recession, and argue that the surveys are asking the wrong questions: that new forms of crime – often perpetrated online – are not being acknowledged.

 

 

 

publicado às 06:51


Quem sustenta os terroristas?

por beatriz j a, em 16.06.14

 

 

Muitos são sustentados pelos milionários dos países que atacam, dispostos a pagar qualquer preço por peças de arte obviamente roubadas...

 

New Evidence Ties Illegal Antiquities Trade to Terrorism ...

NG

 

 

publicado às 09:45


Um problema importante

por beatriz j a, em 11.08.13

 

 

 

 

If criminality is rooted in biology, and not volition, is virtue any more meanningful than depravity?

 

publicado às 21:48


Factos que falam por si

por beatriz j a, em 19.12.12

 

 

 

 

As estações de TV americanas que passam séries de sucesso para adolescentes muito violentas cancelaram os episódios desta semana... é evidente que tiveram medo das críticas, pois sabe-se que o rapaz que matou aquelas pessoas todas em Newtown era viciado em vídeojogos extremamente violentos.

Há imensa documentação e experiências feitas no domínio da influência modelar da violência, seja em filmes, videojogos ou outros programas da TV, no comportamento das crianças e adolescentes mas, continua a fomentar-se o seu vício por questões capitalistas, usando o argumento de que não está provado que exista uma relação de causalidade entre os jogos e programas violentos e os comportamentos violentos, porque há quem os veja e jogue e nunca tenha feito mal a ninguém. Este é um argumento falacioso: é claro que aqueles que têm um acompanhamento e controlo por parte dos pais, que têm famílias não violentas e que não têm uma pré-disposição biológica para a violência jogarão os jogos com menos riscos de imitarem os seus comportamentos. Mas, todos os outros que tenham outras tendências e circunstâncias de vidas propícias serão altamente permeáveis à influência da violência dos jogos e programas.

Proibiu-se o álcool e o tabaco mas vendem-se, para crianças e adolescentes (idades em que as pessoas são mais vulneráveis e influenciáveis), jogos, filmes e programas que têm como único objectivo matar pessoas e, de preferência. com a maior demonstração de violência possível.

A quantidade de séries de TV que mostram crimes e estratégias de crimes de extrema violência é quase insuportável, assim como é insuportável o discurso determinista da moda evolucionista-genética que desculpabiliza, e com isso normaliza esses comportamentos, com o argumento de que são pessoas sem partes do lobo frontal, ou com a amígdala super-desenvolvida e tal, dando a entender que é tudo uma questão de pre-determinação genética, algo compulsivo que os obriga àqueles comportamentos.

Às vezes os culpados são vistos como vítimas da indiferença da sociedade, que os terá levado àquele limite. Ora, embora certas deficiências biológicas ou circunstâncias sociais  possam e devam atenuar a responsabilidade de um crime, não podem apagá-la, como se toda a doença mental retirase a liberdade de acção às pessoas.

Assim como todos aqueles que se dedicam a fomentar a violência nos jovens através de jogos ou filmes ou o que seja têm uma parte de culpa, ainda que indirecta, nos crimes que estes fazem.

Andamos nós nas escolas a promover o diálogo e a tentar desconstruir os comportamentos de violência e anda toda a indústria do entretenimento a tentar fomentar esses comportamentos violentos.

Porque é demais evidente que os 'media' influenciam comportamentos: que outra razão haveria para as empresas gastarem milhões e milhões em publicidade nos meios de comunicação social e entretenimento se isso não influenciasse as pessoas e as levasse a modificar os seus comportamentos?

 

publicado às 04:28


Crime e Herança de milhões...

por beatriz j a, em 10.09.11

 

 

 

Lima chama advogado que veio da polícia que o investiga

João Ribeiro Filho trocou a defesa de Lima pela chefia do órgão que coordena as polícias. Sete meses depois, volta a ser seu advogado.

 

Advogados a leilões...

 


publicado às 06:53

 

 

 

Rei da Suécia nega envolvimento com prostitutas

O rei da Suécia, Carlos XVI Gustavo, negou as notícias que o têm associado a clubes de strip tease e ao mundo do crime organizado.

O desmentido surge quando têm vindo a público vários escândalos envolvendo a família real. De acordo com as sondagens a maioria dos suecos é favor que Gustavo, de 65 anos, no trono há 37, abdique a favor da filha, Vitória.

 

Acho que era o Descartes que dizia que a aprendizagem da História é contrária à aprendizagem moral, na medida em que ensina como heróis os piores exemplos morais. E, na realidade assim é. Ensinam-nos a admirar indivíduos que invadiram países, mataram e oprimiram povos inteiros com grande violência e por aí fora, só porque tiveram sucesso ou poder.

Isto acontece a todos os níveis. Por exemplo, esta semana ouvia uma pessoa na TV a dizer, sobre o Pinto da Costa, que era preciso reconhecer ser ele um grande dirigente porque o Porto ganhou quase todos os títulos que tem com ele. Que os tenha ganho, por suposição, com recurso a subornos, prostitutas, gente que dá sovas e ameça pessoas e etc., é coisa que não parece ser relevante nesta avaliação, quando a questão é exactamente essa: todo o sucesso é de mérito e invejável ou existe sucesso vergonhoso que devia ser considerado fracasso devido aos meios utilizados para o alcançar?

Quanto a mim nenhum sucesso impressiona que seja erigido sobre corrupção ou crime.

Passa-se em todo o lado este fenómeno. O rei da Suécia, esse país sempre citado pelas virtudes de liberalismo, democracia e igualdade social, está metido com strippers, prostitutas e crime organizado!? Toda a sociedade tem uma educação retorcida. Um rei mete-se nestas coisas para quê? Não lhe chega o poder e riqueza que tem?

Isto é que mina a educação dos povos. Exalta-se a não violência mas depois pratica-se a violência como atalho para o sucesso e veneram-se

as pessoas que o fazem! As mesmas pessoas que falam no mérito ganham os lugares de poder à custa de cunhas e trafulhices.

É triste ver que o sacrifício que gerações fizeram para criar riqueza, paz e qualidade de vida na Europa esteja em franco retrocesso por causa duma ideia de sucesso distorcida.

Desde que o mundo para lá da cortina de ferro se desfez todo o planeta se converteu ao capitalismo e ao sucesso a qualquer preço.

 

publicado às 20:22


o conhecimento tem muito de projecção

por beatriz j a, em 10.01.11

 

 

 

O caso do assassinato do Carlos Castro é perturbador. Acabo de ouvir na TV muita conversa sobre a fama e sobre se ele era gay ou prostituto (homossexualidade instrumental, chamou-lhe um psicólogo...) e com a pressão dum certo tipo de vida e tal... mas nada disso explica a brutalidade do crime. Se é verdade o que li sobre o tempo que o rapaz confessou que levou a agredi-lo (uma hora) e o modo cruel e repugnante como o fez, das duas uma: ou o rapaz estava com uma camada de droga alucinogénica, psicotrópica, ou qualquer coisa nele não bate seriamente bem.

Podemos visualizar um cenário qualquer que descambe em violência e que leve uma pessoa, num acesso de raiva descontrolada matar alguém: dar-lhe com qualquer coisa, ou disparar uma arma ou esfaquear, ou até bater-lhe descontroladamente até o matar e tal, mas torturar barbaramente durante uma hora?

De facto pensamos que conhecemos as pessoas mas isso é uma ilusão e muitas vezes há processos de desequilíbrio muito grave a decorrer dentro das pessoas que não são aparentes e que se desencadeiam em ambientes favoráveis, como os vírus encapsulados que se mantêm latentes e despercebidos num alvéolo qualquer dos pulmões e um dia, num ambiente específico, eclodem.

O conhecimento tem muito de projecção: projectamos nos outros aquilo que somos ou aquilo que queremos que os outros sejam. Depois, às vezes, têm-se grandes surpresas, ou choques, como neste caso. E é muito perturbador.

 

 

publicado às 20:30


pedofilia não é uma coisa rara

por beatriz j a, em 26.04.10

 

 

Santarém

“Sinto desejo irresistível por crianças”

Ex-chefe de secretaria de escola de Alcanede confessa abuso sexual de alunos menores.

 

Que os pedófilos escolham profissões onde possam ter acesso fácil a crianças não me espanta. O que me espanta é a quantidade de pedófilos que existe. Eu sei que a pedofilia está classificada como uma perversão sexual - parafilia, como se diz, hoje em dia- mas não me parece ser a mesma coisa que gostar de fétiches ou de levar palmadas. É uma coisa de outra ordem muito diferente. É da ordem do crime, e do crime hediondo.

Comecei a aperceber-me da quantidade de pedófilos que existem, aquando do caso Dutroux, o serial kiler belga que raptava, molestava e matava crianças.

Nessa altura estava a viver em Bruxelas e não se falava de outra coisa porque Dutroux confessou fazer parte duma rede de pedófilos que ocupavam cargos na polícia, nos tribunais e no governo belga. Houve pressões superiores e tentativas de sabotar as investigações. O que acabámos por perceber é que a pedofilia não é, como eu pensava, uma coisa rara. Pelo contrário, é mais comum do que parece e isso levanta questões perturbadoras acerca do ser humano.

O Freud ligava estas coisas a experiências de sexualidade traumatizantes da infância mas punha tudo no mesmo saco. A mim parece-me que tem de se distinguir umas perversões de outras. A maior parte das perversões, sejam classificadas como patologias ou meros desvios à norma, não são imorais. São jogos, mais ou menos compulsivos, mais ou menos violentos, mas controlados, entre adultos, onde não há crime nem ofensa contra ninguém. Tudo é pedido e consentido. No entanto, há perversões que já são de outra categoria francamente imoral e criminosa, como é o caso da pedofilia, que não pode, penso eu, ser vista como 'apenas' mais uma perversão ou desvio.

Dizer, como se tem ouvido muito nestes dias, por causa da igreja, que o celibato leva à pedofilia, por questões de tentação, etc., parece-me um grande erro de perspectiva. O celibato (que poderá ser ele próprio uma perversão) não causa tentações pedófilas porque a pedofilia não é uma tentação. Tentação é comer chocolates, ou fumar um cigarro. O impulso sexual não é dirigido, naturalmente, para crianças; logo, estas não são objecto de tentação a não ser para uma mente criminosa e imoral. Ou amoral. enfim, há qualquer coisa muito avariada (não sei se com possibilidade de reparação) nessas pessoas.


 

publicado às 12:59

 

 

Expresso

Mail com livros de Sousa Tavares colocados na Net por "vingança" continua a circular

Uma mensagem de email com as versões integrais de três livros de Miguel Sousa Tavares continua a circular na Internet, conjuntamente com uma mensagem que diz tratar-se de uma vingança dos professores. Um dos responsáveis já tem uma queixa nas autoridades.

Miguel Sousa Tavares diz que o e-mail anda a circular há cerca de um ano e que já conseguiu identificar um dos professores responsáveis, tendo colocado um processo por usurpação de direitos de autor.

"O Ministério da Educação devia identificá-los (os responsáveis pelo e-mail) e expulsá-los. Não devia ensinar crianças, quem comete crimes destes", declarou ao Expresso.

 

Nunca recebi nenhum mail deste género nem subscrevo ou concordo com 'vinganças'. Não conheço nenhum colega que tenha recebido mails destes. Conheço professores que liam o MST e que, pura e simplesmente deixaram de o ler.

Quem manda estes mails, não fala em nome dos professores, mas em seu próprio nome.

Agora, noto, e acho sintomático, que o MST tenha a reacção de dizer que o Ministério da Educação devia perseguir, identificar estes professores e expulsá-los!

Desde quando o ministério da educação tem como missão a perseguição e identificação de crimes de 'direitos de autor', só porque são cometidos por professores? Concerteza que ele não pensa que o autor deste crime é criminoso por ser professor, não?

O ministério da saúde deverá perseguir médicos que tiram cópias de livros, só por serem médicos? Então perseguir e descobrir autores de crimes não é trabalho da polícia? Pois é, só que o ministério da educação nestes últimos 4 anos comportou-se, com a maior das naturalidades como perseguidor e carrasco dos professores, de tal modo que já se lhe encomenda trabalho de polícia dos professores sem que isso pareça estranho a alguém.

Pois eu acho estranhissímo. E, embora não tenha nenhum desejo de vingança contra MST ou outra pessoa qualquer, não deixo de notar que MST parece ter grande desejo de vingança dos professores.

 

 

 

publicado às 19:03


ensino privado, ensino público

por beatriz j a, em 31.08.09

 

 

jornal i

A perversa construção do mercado na educação

por João Rodrigues, Publicado em 31 de Agosto de 2009

 

 

No entanto, a fragilização dos docentes inscreve-se numa política mais vasta que é tão coerente quanto pouco debatida: trata-se de substituir a lógica cooperativa dos mecanismos democráticos de gestão colegial pela lógica do comando empresarial, na figura de um director todo-poderoso, associada à perversa promoção da concorrência entre escolas.
 

Esta última é favorecida pela crescente municipalização do ensino público no nosso país. A escola tenderá a ficar refém de directores pouco escrutinados e da lógica clientelar de muitos municípios. Em conjunto, terão, no futuro, poder para contratar e despedir pessoal docente e não-docente cada vez mais precário. Juntem a isto o crescente peso do ensino privado, promovido pelo escandaloso aumento do financiamento público directo (que passou de 30 milhões de euros em 2000 para 221 milhões em 2007) e pelos regressivos benefícios fiscais às despesas privadas em educação, ou os pouco informativos rankings de escolas que, apesar de se prestarem a todas as manipulações, captaram o imaginário social.
Estão assim reunidos alguns dos ingredientes para uma receita de desastre feita de incentivos à selecção e exclusão dos alunos pelas escolas públicas, imitando as práticas das escolas privadas, de acordo com o capital económico e cultural das famílias, determinante no sucesso escolar, ou com as necessidades dos alunos. O reforço da uniformização das escolas - escolas para ricos e escolas para pobres -, num país desigual e com taxas recorde de pobreza infantil, será imparável. A qualidade do ensino e dos desempenhos degradar-se-á à medida que as relações cooperativas se tornarem mais difíceis numa escola obcecada pelo controlo, pela mensuração intrinsecamente redutora e pela concorrência.
A esquerda que defende a escola pública democrática, exigente e de qualidade terá de ser capaz de reverter este processo. Podemos começar com simplicidade: acabar com o financiamento directo e indirecto ao ensino privado.


Economista e co-autor do blogue Ladrões de Bicicletas

 

 

É isto que ele diz,sem pôr nem tirar. Mas impressiona ver a injecção de milhões no ensino privado em simultâneo com o desinvestimento no ensino público - e, claro, as consequências que estão à vista de todos que não são 'burriciegos' como se diz na gíria taurina.

Estes 4 anos de Sócrates e Mª Lurdes Rodrigues foram um crime no que respeita à educação - o maior desrespeito pelo direito à educação, pelo direito à oportunidade duma vida melhor. A indiferença pelo destino dos outros.

Mete nojo, isto.

 

 

 

publicado às 19:07


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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