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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Nenhum professor gosta de corrigir e classificar testes, mesmo que não o confesse. Talvez no 1º ano de dar aulas, a 1ª vez que faz um teste ache a sua piada mas é uma piada que passa logo. Dar aulas é giro. É um desafio pôr os miúdos a interessarem-se e a querer aprender. Preparar aulas também é giro. Ler, pensar como abordar um assunto com uma turma com certas características ou pensar uma estratégia para alunos particularmente complicados. Fazer testes também pode ser giro [na segunda feira, uma garota duma turma do 10º, acabou o teste e disse-me, 'professora, gostei imenso do seu teste. Não sei se tenho boa nota mas foi muito giro fazê-lo'. Nunca me tinham dito isto...]. Geralmente ponho lá coisas com humor e para obrigar a pensar e isso tem a sua piada. Agora, corrigi-los... djesus!
Se uma pessoa tem, por exemplo, três turmas do 10º ano, em cada avaliação temos que ler, corrigir e classificar noventa respostas mais ou menos idênticas sobre os mesmos assuntos, sendo que a maioria diz os mesmos disparates. Quando somos mais novos é mais fácil. Lembro-me de fazer directas a ver testes e no dia a seguir ir dar seis aulas na boa. Só que a partir de uma certa idade isso já não funciona muito bem.
Classificar testes é um grande massacre que dura horas -mais ou menos 5 horas por turma- e cada professor tem a sua estratégia para resistir mas todos arranjamos pretextos para procrastinar: ir fazer um chá, mandar uma mensagem a um amigo e falar cinco minutos, ir ao FB ver coisa nenhuma... sei lá, conheço uma pessoa que limpa a casa toda, deixa-a num brinquinho... hoje, por exemplo, cheguei a casa e saí para ir almoçar com uns amigos. Depois do almoço lembrei-me que era inadiável ir ver de um cortinado para uma janela. Depois voltei a casa e vi mais cinco testes duma turma que já tinha começado a corrigir ontem à tarde. Ao fim de cinco testes liguei para a médica dentista higienista e pedi para mudar a consulta da limpeza. Já limpei os dentes. Voltei para casa e vi mais dois testes. Agora lembrei-me da extrema urgência de escrever este post... ai, ai, ai...
1º Ir ao frigorífico buscar os restos de legumes que para lá andam.
2º Cortá-los aos bocados e pôr no tabuleiro do forno com um dente de alho, ervas (coentros e mostarda negra), sal, pimenta, azeite e vinagre (de estragão ou outro qualquer). Enfiar no forno bem quente a grelhar aí uns 12 minutos.
3º Comê-los de qualquer maneira: quentes, mornos, frios, sozinhos, como acompanhamente disto, daquilo, de tudo e mais alguma coisa 👌
(hoje é dia de corrigir testes e cozinhar, alternadamente)
Corrigir testes e trabalhos, parte II... massacre...

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