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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Falava à bocado com um amigo a propósito do artigo da Catalina Pestana que pus aqui no blog porque dá o tom exacto da degradação a que chegou a vida política do país. A certa altura ela compara este período com o do PREC, mas eu acho que estamos muito pior. É certo que havia muito caos e muita coisa era mal feita, com as lutas pelo poder a serem, por vezes, ferozes, mas a par disso havia muito idealismo. Agora é só corrupção e ganância e cinismo e muito desprezo pelos que menos têm. Gente de muito baixo nível governa-nos e dita o nosso futuro. E no entanto o país está cheio de pessoas com valor. Mas não quiseram assumir responsabilidades e deixaram que lhes fechassem os caminhos.
Se o Sócrates ficasse em N.Y. a fazer companhia ao corninhos, livrávamo-nos desses dois miseráveis. Fazem-me sempre lembrar o joker no crapôt: quando por acaso uma carta não está imediatamente disponível alguém agarra num joker e põe-no no lugar da carta. É um recurso que entope o baralho e não se deve, por isso, usá-lo, a não ser em último caso, quando não há mesmo possibilidade de ir buscar a carta certa. Pois neste momento temos todos os jokers em jogo a substituir as cartas mais importantes do país. E com isso o jogo está todo entupido.
SOL
José Sócrates assumiu ontem, no Porto, dois compromissos eleitorais no âmbito da política social: bolsas de estudo para os alunos do Secundário cujo rendimento per capita do agregado familiar seja inferior ao valor do limiar da pobreza, ou seja, menos de 400 euros.
Este agora promete tudo, claro. Se fosse preciso até prometia ir acabar o curso.
Como se as pessoas se esquecessem das bandidagens, das piratarias e quejandos que aprontou, nomeadamente na educação, que é hoje em dia para ricos.
Compromissos! Tchh... como se este indivíduo tivesse alguma credibilidade para fazer compromissos ou dar garantias... mas já alguém o viu, alguma vez, a cumprir alguma coisa? A ser verdadeiro com alguma coisa?
Porque é que não te pisgas, como o corninhos?

6 Julho 2009 - 00h30
O ex-ministro da Economia, Manuel Pinho, ainda não pagou o jantar que deu no Solar dos Presuntos, onde estiveram presentes cerca de 45 pessoas, entre assessores, secretários de Estado e sindicalistas. O evento teve lugar no dia 4 de Julho, dois dias após o responsável pela pasta da Economia ter protagonizado a cena dos ‘corninhos’ dirigida ao deputado comunista, Bernardino Soares, e que lhe valeu a demissão do Ministério.
Segundo apurou o Correio da Manhã, o ministro foi de férias e deixou recado junto do restaurante no sentido de que pagaria a conta quando regressasse.
Ser ministro é bestial! E nos dias que correm qualquer borra-botas passa por lá. Aliás, parece que ser caloteiro e borra-botas é mesmo condição sine qua non.
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