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Precários universitários

por beatriz j a, em 13.06.16

 

 

Doutorados pagos a 650 euros/mês

 

As universidades caminham a largos passos para um sistema parecido com o das escolas básicas e secundárias. 

Neste país a única profissão rentável é a de banqueiro da CGD.

 

 

publicado às 04:42


Tantos anos a fazer isto e está cada vez pior

por beatriz j a, em 16.11.15

 

 

Directores dizem que concurso dificulta substituição de professores de baixa

 

Na minha escola há muitos professores novos, contratados. Hoje falei com algumas colegas. Duas vêm de muito longe, uma vem de Braga, outra do Porto. Passam parte da tarde e da noite de sexta a viajar para cima e a tarde de Domingo a viajar para baixo. Outra é de Aveiro. Tem filhos pequenos de modo que custa-lhe estar aqui toda a semana para além do gasto que representa. Outra vem do Entroncamento mas está cá porque ir e vir de carro -gasolina e portagens- é muito caro e os professores não têm nenhum suplemento de deslocação (ouviu senhora 'esquerda'?). Indo pela estrada nacional chega lá já noite dentro e teria que levantar-se às cinco da manhã ou assim para estar a horas nas aulas; para além de que ficava sem tempo para trabalhar porque um professor faz muito trabalho em casa. Esta tem dois filhos, o mais novo com oito anos... a mais velha tem treze anos e tem estado doente. Todos os anos andam de bolandas...

 

 

publicado às 19:45


Procura-se

por beatriz j a, em 07.10.14

 

 

 

 

 

 

publicado às 04:00


Total falta de respeito pelas pessoas

por beatriz j a, em 04.10.14

 

Professora de Bragança colocada em Santarém foi agora mandada para o Algarve

Céu Bastos mudou-se com a filha de Bragança para Constância, no distrito de Santarém. Agora, foi informada da revogação do contrato e foi colocada no Algarve.

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Com o essencial para a mudança no carro, Céu Bastos andou dois dias à procura de escola para a filha (o Agrupamento de Constância não tem 11.º ano) e de casa para arrendar, acabando por encontrar ambas em Abrantes (a 15 quilómetros). No dia 15 de Setembro apresentou-se no Agrupamento de Escolas de Constância, onde começou a trabalhar com os alunos e as professoras titulares.

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Na sexta-feira, às 17h17, recebeu um email informando-a da desvinculação da colocação em Constância e do lugar disponível em Vila Real de Santo António, a que se seguiu outro, perto das 19h00, com a opção de Portimão, tendo de decidir, até segunda-feira, qual dos dois aceita. "Sinto-me revoltada. Arrastar a minha filha nisto é angustiante. A mudança já foi complicada. Ela está no 11.º ano, essencial para a média de entrada na Universidade, tem testes marcados. Agora é obrigada a ir para Vila Real de Santo António, no outro extremo do país", disse Céu Bastos, sublinhando não ter palavras para descrever a situação em que se encontra.

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Ao "terramoto" em que foram transformadas as suas vidas junta-se a questão financeira, já que, por ter sido colocada a 12, só terá o seu primeiro salário a 23 de Outubro, tendo que acrescentar novas despesas às que entretanto foi forçada a assumir. "Mais que a despesa económica, que nos obriga a viver momentos muito maus que nos levam a chegar ao fim do mês não com a conta a zeros mas a negativo, é a parte emocional. É desumano", desabafou, lamentando que quem está nos gabinetes "não faça ideia do que se passa no terreno".

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"Ter andado dois dias com o carro cheio, a dormir em residenciais, a procurar escola para a minha filha e casa para alugar, primeiro em Vila Nova da Barquinha, depois no Entroncamento e finalmente em Abrantes. Quando finalmente estávamos estáveis, a morar perto da escola dela, este mail foi surreal. É desumano". A situação de Céu Bastos e da filha é para a presidente da Câmara Municipal de Constância, Júlia Amorim, "indescritível" e "revoltante" e para a directora do Agrupamento de Escolas de Constância, Anabela Gracio, "inacreditável", com a agravante de o Ministério não querer assumir o ónus da anulação, colocando-o nos directores.

 

Quantos mais não haverá por aí em situação idêntica? E o MEC quer saber disso para alguma coisa?

 

 

publicado às 18:44


Acho bem

por beatriz j a, em 05.12.13

 

 

Fenprof confirma greve contra a prova

por Pedro Sousa Tavares


Sobre o acordo que dispensa da prova de 18 de dezembro os docentes com cinco ou mais anos de carreira, Mário Nogueira defendeu: "não dispensaram 20 mil: entregaram a cabeça de outros 20 mil".


Talvez já seja tarde demais, mas agiram bem porque seria uma grande traição e indignidade abandonarem os colegas só porque são mais novos e não têm maneira de defender-se sozinhos. Um autêntica facada pelas costas que foi o que fez a FNE.


publicado às 20:03


Para este ano?!! Como assim??

por beatriz j a, em 27.11.13

 

 

 

Para este ano, os professores conseguiram acordar com o Ministério da Educação a não aplicação das 40 horas na componente letiva, mas, a partir de setembro, com o início do ano letivo, temem que a situação se altere.

Num universo de 100.000 professores, o Governo poderia conseguir um ganho de 200 mil horas com a medida se usasse duas horas para aumentar o tempo de trabalho com as turmas.

 

Então isto foi negociado para ser negociado ano a ano? Então nem isso foi conseguido na greve do ano passado? Mas o que é que os sindicatos fazem de tanto capital que lhes dão os professores?

 

Hoje falei com uma data de colegas contratados. Estão tão revoltados com a cena da prova de pseudo-acesso a uma profissão que já exercem há anos... e toda a cena humilhante de se sentarem em bancos da escola a fazerem de alunos dos seus colegas... é que uma coisa é a pessoa estar a fazer a especialização para o ensino e ser avaliado por professores que o tutelam, ou até, estar num período probatório em início de carreira, outra coisa é ser um professor em plena igualdade de circunstâncias com outros colegas e ser tratado como aluno deles... é ofensivo. É a mesma cena dos titulares que o Crato tanto criticava. Só que, infelizmente, muita gente gosta de títulos e revê-se nesse papel e o MEC sabe que pode contar com isso.

 

publicado às 14:33


Um bocado irritada

por beatriz j a, em 02.09.13

 

 

 

10 mil docentes sem emprego e escolas em risco de não começar o ano a tempo


Li que as rescisões na função pública vão deixar de fora as autarquias... need I say more? É claro que isto vai sobrar para os professores, como é costume.

Hoje cheguei à escola e dei de caras com um colega contratado que esteve lá no ano passado, no meu grupo; por um momento insano pensei que ele tinha ficado lá outra vez. Perguntei-lhe. Ele riu-se... da minha estupidez, acho. Respondeu que não, que os contratados estão à espera que saiam as listas agora em Setembro. Foi à escola buscar papéis, mas, por ora, está desempregado. Dá aulas já há muitos anos. 'Somos descartáveis', disse-me ele.

Eu é que tenho mau feitio, dizem-me colegas, mas queria ver alguém dizer que estava enganada quando me chateei com o resultado da greve de Junho. Tantos dias de greve, para quê? O que fizeram os sindicatos com todo esse esforço colectivo? Serviu para quê? Para ficar tudo na mesma: desemprego, desemprego, desemprego, mais horas de trabalho, menos salário, menos autonomia, menos tudo... Lindo serviço.



publicado às 16:42


Dúvidas

por beatriz j a, em 07.03.12

 

 

 

 

Hoje uma colega contratada -há 16 anos!!!- foi pedir reposição do salário porque esteve doente e disseram-lhe que os contratados não têm direito a reposição de salário em caso de doença...hã? Não percebo. As pessoas têm os mesmos deveres, descontam para a ADSE, para a Caixa de Aposentação e etc., e depois não têm os mesmos direitos?

 

publicado às 14:57


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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