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conselheiros? Para quê?

por beatriz j a, em 16.05.10

 

 

Discurso Directo com Vítor Bento

"O modelo social em que vivemos não é sustentável" DN

por JOÃO MARCELINO (DN) e PAULO BALDAIA (TSF)

Defensor de uma maior concertação de políticas a nível da União Europeia, Vítor Bento centra o seu discurso no crescimento e alerta para a eficácia do investimento. Fala em reduções nos salários e diz que é necessário renegociar o contrato social.

 

Leio estas entrevistas e fico mesmo desanimada. Este indivíduo é Conselheiro de Estado, tem ocupado cargos de importância no Tesouro, na SEDES e a sua conversa resume-se a dizer que 'estamos mal' (obrigada mas já sabemos); 'os políticos e o povo não sabiam porque com a entrada no euro desligámos o alarme da taxa cambial, mas nós, especialistas, sabíamos que isto estava a descambar' (!!!!??? então porque não disseram? Para quê então ocuparem lugares chave da economia do país ou serem conselheiros de ministros e presidentes?); 'temos que cortar os salários e subrir os impostos' (porque não defender que os trabalhadores trabalhem recebendo apenas o suficiente para comprar pão e água?); 'temos que cortar despesas' e os exemplos dados são a educação e a justiça (a justiça? Porque não defender logo o fim da democracia? A educação? Porque não defender logo a escravização do povo?)

É desanimador constatar que as figuras que tomam decisões neste país não têm uma única solução para os problemas a não ser defender mais do mesmo: empobrecer as pessoas.

O título da entrevista sugere que o entrevistado tem algum modelo alternativo, mas não. Na prática, o que ele chama 'este modelo' é o modelo em que as pessoas têm ordenado, direitos associados ao trabalho, acesso à educação e à justiça. É isso que ele diz que tem que mudar.

É desanimador.

 


publicado às 14:18


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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