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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
O ex-líder do CDS é vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (cargo que não é remunerado) e terá, após o Verão, um programa de comentário na TVI.
Gosto do pormenor de escreverem entre parênteses que o cargo não é remunerado. Como se um vencimento, nesses cargos, cheios de portas, fosse o mais importante :))) Ele e o Coelhone são best pals. Brothers in arms. A porta porca da política.
Isto é só rir, rir, rir a bandeiras despregadas...
Cheguei a casa, liguei a Tv e dei de caras com o Jorge Coelho a auto-promover-se numa entrevista. Primeiro pôs-se à disposição do novo governo, depois fez o auto-elogio das virtudes próprias de honradez, depois fez publicidade à Mota-Engil(!) As entrevistas são a pedido?
Lol, só faltam os violinos em fundo...
O consórcio AltaVia, liderado pela Mota-Engil, que concorreu para o projecto de alta velocidade do troço entre Poceirão e Lisboa, vai pedir uma indemnização ao Estado por danos sofridos.
Danos sofridos? UAU! aposto que se fizéssemos bem as contas aos ganhos do Coelhone e da Mota-Engil à conta do povo pelas mãos do PS, chegaríamos à conclusão que os danos foram todos nossos. Mas é claro que tais contas nunca se farão. Só pessoas mesquinhas como eu se lembram destas minudências.
Sim, senhor Coelhone e amiguinhos da Mota-Engil, terei imenso gosto em sacrificar o meu subsídio de férias e de Natal para que se paguem os vossos enormíssimos 'danos'.
O ministro das Finanças confirmou, esta quinta-feira, que a construção da auto-estrada Pinhal Interior - a obra mais cara do pacote de investimentos rodoviários que o Governo assumiu no Orçamento do Estado - foi adjudicada à Mota-Engil, na quarta-feira. Teixeira dos Santos justificou a decisão, sublinhando que um eventual cancelamento da obra poderia sair ainda mais caro ao Governo, com o pagamento de indemnizações.
Por outro lado, o socialista João Galamba sublinhou que este tipo de investimentos provoca «desenvolvimento» no país.
Quer dizer, com o país nesta crise vai-se gastar mais de 1 bilião de euros a construir um pedaço de estrada entre Coimbra e Tomar. Não porque seja prioritário, ou até, necessário, mas porque a cunha Coelhone continua a funcionar de tal maneira que o governo assinou um acordo em que aceita ficar refém da Mota-Engil em caso de não cumprimento - sai mais caro em indemnizações que a própria construção da estrada.
João Galamba Diz que isto provoca desenvolvimentos. Pois provoca...na conta do Coelhone e da Mota-Engil que sorvem tudo quanto é dinheiro público.
Está o país todo refém de uma dúzia de tipos, alguns dos quais, nem acabar o curso foram capazes.
Hoje, no Correio da Manhã, ficamos a saber por um artigo de opinião de Armando Esteves Pereira, das manobras do Estado para arrecadar dinheiro, com esquemas de pseudo-vendas de imóveis 'não pseudo-públicos'. Voltámos aos tempos do 'socialismo esquemático'...
Lemos ainda que o PS assaltou o Estado e usa os dinheiros públicos para comprar apoios e castigar os que não lhe prestam vassalagem. Que os promovidos no partido é tudo gente sem formação, nem técnica, nem moral. Nada que não soubéssemos já.
E, no meio disto que anda o presidente a dizer? Que os portugueses têm de ser solidários! Eu pergunto, solidários com quem? Com o Sócrates? Com os negócios que o Estado faz com os nossos bens? Com o tio do Sócrates? Com o filho do tio do Sócrates? Com o Armando Vara? Com o 'Coelhone'? Com o Dias Loureiro? Com quem, devemos nós ser solidários?
Confesso, só acredito que continuamos a ter um presidente porque a fotografia dele com frases destas à laia de legenda continua a aparecer de vez em quando nos jornais. Não fora isso e já há muito pensaria ter ele desertado dos problemas do país como fez o neo-miguel-vasconcelos, vulgo, Durão Barroso.
Em toda esta história das Arábias, não é fácil saber quem é o Simbad ou o Aladino. Mas ninguém tem dúvidas sobre quem são o Ali Bábá e os quarenta ladrões.
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