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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Desde o governo da Rodrigues que os professores são considerados lixo. É certo que somos muitos e à nossa conta pagaram-se mais de 5 mil milhões de euros de crise mas é claro que isso foi merecido porque afinal nós somos... lixo. Despediram-se com estratagemas de aumentar trabalho cerca de 30 mil professores mas é claro que isso foi merecido porque afinal nós somos... lixo. Tiraram-nos o direito à pausa entre aulas e temos que pagar ao Estado uma ida à casa de banho, beber um café ou comer qualquer coisa num intervalo ( que normalmente usamos para trabalhar...) mas é claro que isso foi merecido porque afinal nós somos... lixo. Damos aulas de apoio, criamos projectos para o desenvolvimento dos alunos e isso é considerado actividade não lectiva, ou seja, tempos a acrescentar ao horário do professor mas é claro que isso é merecido porque afinal nós somos... lixo. Fizeram um apagão em mais de dez anos de trabalho enquanto nos obrigaram a continuamente fazer formações pós-laborias, pagar sobretaxas, fazer reuniões pós-laborais de borla, etc. mas é claro que isso foi merecido porque afinal nós somos... lixo.
Há dinheiro para pagar a toda a gente e alguns já tiveram progressões há dois anos com o tempo todo contado, como os militares e os juízes mas é evidente que essas pessoas são trabalhadores válidos ao contrário dos professores que, como toda a gente sabe, são lixo.
Há uns anos foram-nos retirados direitos com o argumento de que tínhamos que ser iguais ao resto da função pública, agora recusam-nos direitos com o argumento de que não somos iguais à função pública. Pois não somos... toda a gente sabe que neste país os professores são... lixo.
Descongelar carreira docente com pagamento integral dos novos escalões custaria tanto quanto o que o Estado prevê gastar em toda a Função Pública.
Não contabilização do tempo de serviço dos últimos sete anos para descongelamento das carreiras motiva protesto da FNE. O sindicato anuncia que vai convidar as restantes organizações sindicais a juntarem-se ao protesto.
O JN foi comprado pela Cofina? É que cada vez está mais parecido com o CM...
A CM começou bem com a questão do BES e o PPC esteve mal nesse assunto porque quer defender o indefensável mas depois esteve mal na questão das pensões. Embrulhou-se. Penso, aliás, que na questão do chamado plafonamento do pagamento das pensões, estou de acordo que não é aceitável que pessoas, como os políticos, às centenas, de resto, que trabalham meia dúzia de anos e se reformam aos 50 com reformas de 100, 120, 130 mil euros, ou mais, por ano, tenham essas reformas escandalosas pagas por todos nós.
O PPC esteve mal porque continua a defender a inevitabilidade desta austeridade e o dogma da não renegociação dos prazos e formas de pagamento da dívida como se a vida diária e concreta das pessoas não fosse importante o suficiente para travar essa batalha.
Enfim, tocaram em três assuntos o que tem a ver, penso, com este tipo de moderação que os deixa à solta a repetir-se porque cada um quer ter a última palavra.
Sobre a educação... nada, niente, népias, nicles... e muitos outros assuntos.
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