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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Costa prometeu o fim da austeridade e das políticas cegas de PPC mas Costa foi mais longe que a troika quando já não havia troika.
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O conselho de administração do Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA) admitia, no passado dia 6, haver "dias inteiros sem um único pediatra ou obstetra na escala de serviço da maternidade de Portimão" durante os meses de verão
Ordem dos Enfermeiros teme que se atinja, este ano, o recorde de profissionais a emigrar.
Costa prometeu o nepotismo e o compadrio? Pelos vistos... pois isso cumpriu...
... a acumulação de cargos não é incompatível mas é eticamente controversa, salientando que André Matias de Almeida não deve representar empresas com as quais tem contacto através dos cargos que exerce nos fundos.
A 1ª faz-nos questionar, 'que raio de gente é que assina acordos destes na UE' e porque é que não sabemos de nada? A 2ª faz-nos questionar, 'que prioridades queremos para o nosso país? Banqueiros contentes?'
(Ricardo Cabral)
Em resumo, a operação financeira anunciada pelo Governo não é assim tão positiva como parece.
Uma poupança de menos de 90 M€ por ano até 2021 e que desaparece completamente após 2024, em contraponto com o compromisso do Governo de manter uma almofada financeira que poderá custar 200 M€ por ano, durante um prazo indefinido, mas que poderá ser longo, não se afigura de facto uma medida de política económica avisada e prudente.
Estes pormenores deveriam ser conhecidos, para que, perante a decisão de avançar com a referida amortização antecipada de dívida ao FMI, a opinião pública portuguesa soubesse que “não há bela sem senão” e que os nossos parceiros europeus estão com frequência a “prejudicar-nos” por portas travessas…
Quem defende, então, o interesse do devedor Portugal?
O Governo de Portugal e o IGCP, em particular, não o parecem fazer neste caso. Parecem, pelo contrário, num caso típico de síndrome de Estocolmo, terem os interesses alinhados com os interesses dos credores de Portugal.
7900 milhões de euros é muito dinheiro parado a ganhar mofo…
No artigo do PÚBLICO antes referido, até parece que o IGCP se queixa que 7900 M€ é muito pouco dinheiro e é um montante insuficiente (“relativamente reduzido”). Mas 7900 M€ corresponde a quase 4% da riqueza produzida anualmente em Portugal!
Acresce que, na realidade, as Administrações Públicas têm muito mais dinheiro parado: 25 mil M€ (12,5% do PIB) em Setembro de 2018, incluindo os referidos quase 8 mil M€ do IGCP.
Em 2011, o défice orçamental foi de 13 mil M€ (7,4% do PIB). Em 2018, o défice orçamental será próximo de 0% do PIB. Mas o volume de depósitos das Administrações Públicas parece imune e indiferente a essa realidade e à subida do rating da República entretanto ocorrida, independentemente do seu custo para o erário público.
Esta “almofada financeira” pública que, faz anos, não há maneira de descer e os resgates obscenos à banca constituem os principais desperdícios de dinheiros públicos do passado recente.
Custa reconhecer mas, nestas duas dimensões, o actual Governo tem desapontado!
... é que a educação é logo a primeira vítima nestas coisas.
A Conta Geral do Estado de 2016, publicada na segunda-feira, concluiu que a despesa que não foi descativada (ou seja, que não foi autorizada apesar de estar prevista) no ano passado ascendeu a 942,7 milhões de euros, sendo a fatia mais importante a relativa à aquisição de bens e serviços (553,5 milhões de euros), seguindo-se a reserva orçamental, uma verba prevista em todos os orçamentos do Estado para fazer face a imprevistos, (224 milhões de euros).
"O ministro das Finanças várias vezes disse que cativações não afectam saúde nem educação, mas a verdade, e confiando obviamente na boa palavra do ministério, é que nós não sabemos como é que as cativações foram distribuídas, que serviços, que ministérios afectaram", disse. Para a deputada bloquista, um dos problemas das cativações é que elas "não são claras no momento em que o Orçamento do Estado é aprovado".
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