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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
“To me it’s not just killing an animal, it’s the hunt,” she told the “Today” show Monday. (Sabrina Corgatelli, another hunter)
Não sou contra a caça, desde que não seja de espécies em risco ou de animais cuja morte põe em risco grandes comunidades. Até há pouco tempo era uma das actividades principais do ser humano com vista à sobrevivência. Hoje em dia permite-se abater animais que já não têm lugar no grupo ou que põe em risco o equilíbrio do grupo. E compreendo o gosto pela caça. Mas o que estas pessoas fazem não é caça.
O leão que o dentista matou foi atraído com carne, encandeado com luzes e, paralisado e cego, foi atingido por uma flecha. Ainda assim não foram capazes de o caçar e deixaram-no a morrer durante dois dias até estar às portas da morte, após o que lhe deram um tiro... isto não é caçar. O que faz a rapariga que matou uma girafa e costuma matar animais de grande porte é a mesma coisa: tiro ao alvo, não caça. Não tem valor nenhum nem vejo gozo em matar só por matar.
A caça é um jogo. Uma ou duas pessoas seguem o animal, muitas vezes durante dias. O instinto do animal pode fazê-lo perceber que está a ser caçado e por sua vez tentar fugir ou apanhar o seguidor. A certa altura enfrentam-se e o caçador, se não quer ser morto, tem que matar. Compreendo a adrenalina, o prazer do jogo e a sensação de ter derrotado um grande animal predador. Mas não é isto que estas pessas fazem. Hoje em dia os batedores fazem tudo, desde perseguir o animal até atraí-lo em condições que permitam que seja morto sem risco enquanto o cliente bebe uns martinis na tenda com ar condiconado ou no lodge. O que os clientes fazem é pagar uma fortuna para fazer tiro ao alvo e tirar uma selfie para se impressionarem consigo próprios e impressionarem os amigos, claro. Isto nada tem que ver com caçar.
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