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Ministério da Educação lança plano de combate ao bullying e ao ciberbullying

 

Porque talvez interessasse saber porque é que muitos casos de bullying, não só entre alunos mas também entre professores, não é reportado e, quando reportado, é muitas vezes ignorado, tanto o dos alunos como o dos professores.

Se calhar deviam primeiro mudar o tipo de gestão da escola... a minha escola agora enviou um questionário acerca da nossa opinião sobre a gestão e a coordenação da escola. Um questionário não anónimo, a incentivar que as pessoas se responsabilizam - este pormenor da responsabilização fez-me rir, por mais que uma razão   lol .

Mesmo quando os inquéritos são anónimos (como devem ser os inquéritos deste género para terem um mínimo de credibilidade) muitos colegas, se respondem, o que não é comum, respondem falsamente e dizem-nos mesmo, 'achas que não vêem pelo endereço de email quem é que respondeu? Ou por certo tipo de perguntas acerca do departamento e do escalão? Pensas que sou doida/doido?' Imagine-se um inquérito não anónimo lol   tenho a certeza que vão ficar contentes com o resultado, que até terá o qb de críticas para passar como como coisa séria e que vai reforçar as suas narrativas.

Eu parto-me a rir com isto porque se levamos as coisas a sério é mais para chorar... de modo que volto a dizer, porque é que não começam por arranjar os fundamentos em vez de começar pelo telhado?

 

publicado às 14:27


'uma brincadeira'... a sério...?

por beatriz j a, em 05.11.18

 

 

Quando as escolas falham no dever de proteger os mais frágeis e de responsabilizar os agressores os pais dos não-agressores, mesmo que não sejam das turmas dos alunos em questão, devem juntar-se e não arredar pé até que se resolva o problema. Hoje em dia nenhuma escola quer ser sinalizada como escola com problemas disciplinares porque isso faz perder créditos junto do ME. Então varre-se tudo para debaixo do tapete. É assim que se desculpam e tratam como coitadinhos os alunos que não querem trabalhar (ninguém quer lidar com pais agressivos que ensinam aos filhos a auto-indulgência) e desvalorizam as queixas de maus tratos dos mais frágeis.

Quem é que tem segurança em mandar um filho para uma escola onde tem que defender-se como se estivera num pátio de prisão?

 

Uma aluna do quinto ano da Escola Básica (EB) de Vila Verde teve de receber tratamento hospitalar depois de, segundo a mãe, ter sido vítima "mais do que uma vez" de bullying por parte de outros alunos.

Com 12 anos, a menina tem necessidades educativas especiais (NEE). "A minha filha tem uma constituição física muito frágil e, no início do ano letivo, levava uma mochila com rodinhas para a escola porque não aguentava o peso dos livros", recordou a mãe.

 

 

A discriminação terá começado aí. "Havia colegas que gozavam com ela, tiravam-lhe a mochila e andavam com ela aos pontapés", referiu a progenitora. O facto de a criança ter 12 anos e frequentar o quinto ano de escolaridade terá sido também motivo "de gozo" por parte de outros alunos.

 

"Já detetámos algumas incongruências nos relatos que ouvimos. Abrimos um processo de averiguações, mas não está posta de parte a possibilidade de ter sido uma brincadeira que correu mal", disse ao JN Alberto Rodrigues, responsável pela Escola Básica de Vila Verde.

 

 

publicado às 11:40


Assédio moral (bullying) nas escolas

por beatriz j a, em 12.08.18

 

 

Três em cada quatro professores dizem que já foram vítimas de assédio moral

Estudo envolveu 2003 professores do pré-escolar ao superior. As direcções das escolas são apontadas como as principais responsáveis. Dirigentes não se revêem no que é relatado.

 

Heinz Leymann, pioneiro no estudo do mobbing, para descrever aquele que será muitas vezes o objectivo do agressor: “Exerce violência psicológica extrema, sistemática e recorrente, durante um tempo prolongado, para destruir as redes de comunicação da vítima, a sua reputação e perturbar o seu trabalho.” [é isto mesmo)

 

Situações como as descritas repetem-se várias vezes ao ano, segundo a maioria dos 1504 professores que dizem já ter sido assediados. E para cerca de 30%, repetem-se há mais de cinco anos. O impacto pode ser “devastador”, pode reduzir a auto-estima e ter implicações no sentido de compromisso com o trabalho, exemplifica Portelada.

 

Cerca de 83% dos professores relatam consequências na saúde. Ansiedade e insónias são as mais comuns (71% e 67%, respectivamente). Mas também frustração, sentimento de fracasso e de impotência, de insegurança e de irritabilidade. Um quarto deles já recorreu ao atestado médico.

 

O que motivou o comportamento daqueles que são vistos como agressores? Para quase 60% das vítimas, as situações de assédio devem-se ao facto de eles “não cederem a pressões”. Cerca de 42% denunciam uma “gestão autoritária” e quase 40% dizem-se “reprimidos” por proporem “novas formas e perspectivas de trabalho”.

 

Já Filinto Lima, presidente da Associação Nacional Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (Andaep), não vê “as direcções deste país como agentes agressores”. As direcções das escolas “funcionam como um órgão colegial”, diz: “Ouvimos as pessoas, consultamos o conselho pedagógico e somos controlados por um conselho geral.”

 

Que este Flinto Lima, um atraso de vida, seja o presidente da Associação Nacional de Directores diz muito sobre o que são as direcções...

Quanto a esta situação de bullying, é por demais conhecida das equipas que se vão sucedendo no ME que, no entanto, nada fazem porque lhes dá jeito quando querem, elas mesmas, fazer bullying aos professores, desconsiderando-os sistematicamente com objectivos economicistas medíocres.

 

publicado às 11:43

 

 

(inspirado, e em parte copiado, daqui: (how-to-defend-democracies-from-authoritarianism)

 

1. Quanto mais se permite ao autoritário mais ele progride. Vai arregimentando pessoas idênticas, fazendo favores e atribuindo privilégios que deixam implícita a reciprocação. Não se trata de desafiar a autoridade mas de exigir uma autoridade que não mine o sistema democrático. Nesse sentido, evitar obeceder por obedecer.

 

2. Defender a instituição e não o indivíduo. Por exemplo, se trabalha numa escola, defenda a educação e o que preserva a instituição da educação que serve os alunos. Daí a importância de defender-se do autoritarismo que contraria os objectivos das instituições. "As instituições não se protejem sozinhas e se as pessoas não as defendem elas desabam".

 

3. Resistir à tentação de sair do seu caminho ético por causa do exemplo negativo dos líderes/chefes. Quanto mais atraiçoam os princípios de justeza e ética democráticas mais nós devemos cingir-nos a eles, desde logo para nunca corrermos o risco de entrarmos pelo caminho deles.

 

4. É importante saber distinguir as palavras dos actos. Todos os autoritários falam em justiça, no povo, nos direitos dos outros mas, a prática deles é o oposto das palavras que dizem.

 

5. O autoritário faz tudo para consolidar o seu poder que é a única coisa que lhe interessa. Tudo o resto é desprezável. Enquanto há leis, usá-las até onde for necessário e lembrar-se sempre do princípio socrático segundo o qual é preferível sofrer uma injustiça que cometê-la.

 

6. Pensar por si próprio, desenvolver o discernimento, o sentido crítico e a liberdade de expressão. Sem liberdade de expressão não há democracia.

 

7. Ler As Origens do Totalitarismo de Hannah Arendt e outros livros semelhantes e aprender a reconhecer os sinais dos autoritários e as suas manipulações.

 

8. Dar a cara, por muito que custe, por muito que a diferença de forças e a má fé dos autoritários seja enorme. Alguém tem que levantar-se e se ninguém o faz não há democracia. A democracia depende do que permitirmos que lhe façam.

 

9. Se tudo é possível, nada é possível. O refúgio do autoritário é a distorção dos factos e a indiferença à verdade.

 

10. Ter uma vida privada, ter amigos e fortalecer-se em consciência. Uma consciência tranquila dá uma força muito grande.

 

11. Ler o que fazem outras pessoas em outras instituições, em outros países.

 

12. Ser corajoso não é ser audaz, é ser capaz de fazer o que está certo para evitar que se construa o que está errado. Se ninguém é corajoso a democracia está perdida.

 

 

publicado às 14:38


Bullying, ou Mobbing, no local de trabalho.

por beatriz j a, em 05.02.16

 

 

 

Bullying, ou Mobbing, no local de trabalho. 

 

É preciso que a vítima desta forma de agressão esteja consciente de que existem diversos tipos de Mobbing. Desde a destruição propositada das condições de trabalho, com o boicote ao ambiente, por exemplo, até ao isolamento do trabalhdor e à recusa de comunicação, como se uma das partes decidisse amuar, esquecendo as responsabilidades profissionais e sobrepondo considerações pessoais. 

 

É claro que a convivência com situações destas acabam por ter consequências graves. Introduzem stress, perturbações do sono, ansiedade e, nos casos mais graves, podem provocar graves depressões, com a quebra da auto-estima e da auto-confiança. Consequências evidentes: desmotivação no local de trabalho e baixa na produtividade. No fim de contas, o desinteresse, com enormes prejuízos para quem se vê envolvido numa situação dolorosa como esta. 

 

E quando se faz queixa e os altos dirigentes da tutela apoiam os agressores? E quando os que rodeiam os agressores sabem e são coniventes, uns com apoio activo e outros com o silêncio cúmplice para manter os cargos e estar na boa? E quando o próprio sistema pelo modo como está pensado estimula e favorece o bullying e o mobbing?

 

 

publicado às 23:52

 

 

 

É a primeira causa de morte de crianças entre os 10 e os 19 anos e acontece no dia 1 de Setembro, o dia de início das aulas. As escolas têm um sistema de regras e hierarquias rígido, não apenas na relação aluno/escola (e professor) mas, o que é pior, entre os próprios estudantes. Uma rivalidade feroz e uma espécie de praxes com hierarquias e castigos muito rígidos que levam a que 90% dos alunos sofram e pratiquem bullying. Não admira que achem a escola um inferno pior que a morte...

Que tipo de pessoas se estão a formar nestas escolas deste mundo onde o sucesso vale mais que a vida?

 

Tackling the deadliest day for Japanese teenagers

 

 

publicado às 09:15


Isto é uma vergonha...

por beatriz j a, em 21.05.15

 

 

Se as escolas não protejam as vítimas de agressões quando conhecem os agressores e sabem das agressões são cúmplices. Como é possível chegar ao ponto de uma garota ser vítima de agressões repetidas e continuadas e não retirarem o indivíduo da escola? E o MEC? Com as legislações de tornar extremamente difícil retirar alunos predadores das escolas, protege os agressores e também é cúmplice. 

 

 

Bullying leva pais a tirar vítima da escola

 

De acordo com Teresa Braz, mãe de F., a criança que alegadamente foi vítima de agressões, desde o início do ano lectivo que se registaram problemas entre o aluno mais velho e outros colegas, que deram origem a queixas pontuais de encarregados de educação. Até que, em Janeiro, “a maior parte dos pais das crianças da turma” subscreveu uma carta em que alertava formalmente a direcção da escola para as agressões reiteradas e apelava para que fossem tomadas medidas para evitar que a situação se mantivesse. No mesmo mês, Teresa Braz apresentou queixa na PSP e pediu o envio do processo para o Tribunal do Seixal (onde viria a ser ouvida, em Abril).

Segundo diz, apesar dos apelos “a escola não salvaguardou a segurança da filha e dos restantes alunos e as agressões continuaram”. “O D. deu-lhe bofetadas, pontapés, torceu-lhe um braço, empurrou-a, fazendo-a cair numa estrutura de cimento circular de onde tiveram de ser os colegas a tirá-la…”, enumera.

Conta que foi apenas depois de várias tentativas para resolver o problema – falando pessoalmente com o director de turma, com vários professores, com uma adjunta da direcção e com o próprio rapaz (a quem disse ter pedido que parasse de agredir a filha) – e após a décima agressão física e novas ameaças a F., a 29 de Abril que ela e o marido decidiram tirar a menina da escola.

 

 

publicado às 21:44


Alguém não entende estas dinâmicas

por beatriz j a, em 14.05.15

 

 

 

"A minha filha está em pânico, o que só por si já é bom. Para além de ter mostrado arrependimento, mostrou medo, o que pode ajudar a prevenir eventuais futuras situações", disse Jorge Ferreira, pai de uma das jovens que agride um colega de 17 anos no vídeo que se tornou viral nas redes sociais nos últimos dois dias.

 

Está em pânico porque foi descoberta e como está tudo filmado não há maneira de negar... Não sei se a publicação do vídeo foi feita agora por alguém saber que o direito à queixa prescreve e pensar que seria seguro mostrá-lo agora. É muito comum os adolescentes pensarem que a realidade é como nos filmes que consomem. O medo não ajuda a prevenir nada, só ajuda a sofisticar as práticas. Estas pessoas precisam de intervenção profissional urgente, enquanto ainda é tempo, antes que se transformem em adultos sem remissão.

 

 

publicado às 06:29


Mais um episódio desastroso

por beatriz j a, em 19.03.15

 

 

 

Segundo o apresentador, o vídeo foi feito na Croácia em 2013, durante o festival de Zagreb, e o gesto obsceno foi inserido o mês passado pela sua equipa.

O vídeo, depois de manipulado, foi divulgado domingo à noite no programa de debate político de grande audiência na Alemanha, onde participava o ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, que disse imediatamente que aquelas imagens eram falsas.

 

Mais uma tentativa de humilhação. Desta vez pública e em programa de grande audiência - falsas acusações para diminuir. A quem aproveita este bullying? Aos extremistas e radicais de ambos os lados. O ministro das finanças alemão e amigos têm muita responsabilidade nisto porque permitiram e incentivaram um clima de perseguição e diminuição permanente dos gregos para desgastar e desse modo abriram espaço ao surgimento destas pessoas sem escrúpulos; se não soubessem que tudo o que for anti-grego lhes será bem-vindo não teriam o à-vontade que têm para fazer estas coisas.

Como é que os gregos, nestas condições, ainda são capazes de espírito positivo, reuniões, tentativas de consensos e energia suficiente para trabalhar com quem lhes faz estas sabotagens constantes [os aproveitamentos daquela reportagem do Paris Match foram outra tentativa de humilhar o grego, a sua imagem, para perder credibilidade...o que aconteceu, porque as pessoas são estúpidas e têm tendência a identificar-se, por isso mesmo, com os estúpidos], sendo que os que o fazem estão apoiados no Eurogrupo e eles estão sozinhos? Enfim, têm porque tem que ser...

Ser-se vítima de bullying e ainda assim conseguir-se trabalhar e ter um espírito positivo é extremamente difícil. Quem manipula o bullying sabe disso. Este episódio será visto pelos gregos como uma ofensa, não de um indivíduo isolado, mas uma ofensa dos líderes de um povo com o objectivo claro de os prejudicar -o que fez- e precipitar o seu fracasso e saída da UE. 

O valor aqui está todo do lado destes líderes gregos. Fazer isto nas vésperas do encontro do Tsipras -nesta quinta-feira- com a Merkel, o Hollande, o Draghi e o Juncker, em Bruxelas... entravam na reunião já diminuídos... bullying...

Os alemães não os devem suportar... habituados a lidar com fogo-fátuo... e vassalos de serviço...

Tudo que têm feito na maneira como lidam com os gregos e perpetuam um esquema de funcionamento anti-democrático na UE é desastroso e se no curto prazo parece ter vantagens para os alemães que se mantêm no poder e fazem, cada vez mais, o que querem, no médio e longo prazo é desastroso para nós todos. Mais uma grande oportunidade perdida.

 

 

publicado às 05:25

 

Grimm's Tale

 

Stefan Grimm era um professor reputado da Imperial College, uma universidade inglesa prestigiada. Suicidou-se depois de o ameaçarem com processo disciplinar e despedimento por não angariar fundos milionários para a universidade. Deixou uma carta a explicar tudo isto.

 

Na carta pode ler-se:

 

I fell into the trap of confusing the reputation of science here with the present reality. This is not a university anymore but a business with very few up in the hierarchy, like our formidable duo, profiteering and the rest of us are milked for money, be it professors for their grant income or students who pay 100.- pounds just to extend their write-up status. 
If anyone believes that I feel what my excellent coworkers and I have accomplished here over the years is inferior to other work, is wrong. With our apoptosis genes and the concept of Anticancer Genes we have developed something that is probably much more exciting than most other projects, including those that are heavily supported by grants.
.

É nisto que se transformou a educação, de alto a baixo: um negócio de muitos milhões e projectos vistosos com professores de nomes sonantes que possam dar nas vistas, tipo grandes estrelas da ciência televisiva nas mãos de corporações que são donas das instituições e só as querem para ganhar dinheiro. Todos os que não encaixam na máquina corporativa são trucidados, mesmo que sejam investigadores extraordinários que trabalhem em projectos de real interesse para todos nós.

 

Quem não vê que a Europa precisa de grandes mudanças se queremos evitar que se torne numa Rússia ou China é completamente cego; a educação, que outrora era o cunho de excelência da Europa dos Direitos Humanos, decaiu na prolatarização dos professores e na indiferença dos que detêm o dinheiro por um progresso nos conhecimentos que reverta a favor da sociedade como um todo e não de quatro ou cinco DDTs.

 

Trágico, perturbador e sintomático da decadência da sociedade de ideais de liberdade, justiça e equidade que costumávamos ser.

 

 

publicado às 19:24


Exemplos

por beatriz j a, em 12.06.14

 

 

 

 

Retired Marine Capt. Wen Jones was savagely beaten when he defended a 14 year old who was being bullied by 3 males.  Now 3 months later he said he would do it all over again to send the message that "you can stand up to bullies and it's ok to do the right thing!"  Oorah Marine!LIKE and SHARE to help Capt. Jones send this important message.Click on the following link for more:  http://bit.ly/15QxMXX

Retired Marine Capt. Wen Jones was savagely beaten when he defended a 14 year old who was being bullied by 3 males. Now 3 months later he said he would do it all over again to send the message that "you can stand up to bullies and it's ok to do the right thing!"

 

 

publicado às 07:37


Ucrânia reloaded II

por beatriz j a, em 07.04.14

 

 

 

Russian Official Tells U.S. to ‘Chill Out’ Over Crimea, Maybe Practice Yoga or Something...separate their food groups and perhaps watch comedies on television...

 

 

Estas declarações deste alto funcionário dos negócios Estrangeiros russo em que chama histéricos aos EUA são assustadoras porque dão a entender que os russos não reswpeitam nenhum limite a não ser o medo. Desvaloriza a anexação como se o abuso de poder fosse uma ilusão ou uma coisa sem importância nenhuma, goza com as vítimas da sua violência e os seus defensores chamamdo-lhes histéricos e mandando-os entreterem-se ou arranjarem qualquer coisa para serem felizes.

Esta arrogância prepotente do 'porque posso e, quero, faço' é assustadora porque não se limita nem pelo dever, nem pelo Direito mais básico. Agora, porque viu que pode e nada lhe acontece a não ser protestos, vai mais longe e anda a fomentar a destabilização nas provìncias de fronteira. É a vingança do Putin por a Ucrânia ter preferido um acordo com a Europa à aliança com a Rússia e vai continuar por muitos anos. É uma forma de 'bullying' que funciona porque a Ucrânia está numa posição de fraqueza. É obsceno.

Por uma vez os EUA estão a fazer o que devem: diplomacia; mesmo que os protestos e sanções não tenham resultados práticos de pôr fim à prepotência russa, é assim que as coisas devem ser feitas, quer dizer, deve-se combater sempre dentro da legalidade e da ética, fazendo o oposto dos abusadores. O respeito e credibilidade que a Europa tinha pelo mundo fora nestes últimos 60 anos -e que está a perder- vinha exactamente de ter este modo ético de estar.

O que esta crise mostra é a insuficiência e menoridade dos mecanismos internacionais em lidar com estes casos, em grande parte porque os que têm a força, em vez de optarem por ser um modelo de ética democrática e de respeito pelos direitos humanos e dos povos, optam, geralmente, pela demonstração prepotente da força, passando uma mensagem implícita, que é percebida e imitada por outros, do que é aceitável nas relações entre nações e povos.

 

 

publicado às 22:09


🐸 Das aulas e dos alunos

por beatriz j a, em 15.01.14

 

 

 

Ontem, uma turma usou este vídeo numa apresentação de trabalho para ilustrar a tese que estavam a argumentar. Embora não tenham percebido que o vídeo é um contra-argumento à sua tese - estavam a argumentar que existe a maldade, quer dizer, que os actos maus são cometidos por pessoas más e não podem ser sempre atribuídos a perturbações ou doenças mentais- o vídeo é tão bom, neste sentido em que causa um impacto imediato nos adolescentes que, gerou uma discussão que ultrapassou o âmbito do trabalho do grupo e se alastrou à turma dum modo muito positivo.

A música e o vídeo falam sobre os ciclos viciosos duma sociedade construída sobre a violência e o poder, onde as pessoas, não sabendo lidar, nem aguentar o bullying dos outros, seja o físico (como se vê no vídeo) seja o psicológico (o que levanta calúnias sobre as pessoas e as vai sabotando dissimuladamente com o fito de as prejudicar ou até anular, socialmente), o perpetuam, passando de vítimas a carrascos, por assim dizer.

O que foi interessante foi que, na discussão que o vídeo gerou, sobre se os alunos que fazem bullying aos colegas são pessoas maldosas ou, eles próprios, vítimas que repetem o tratamento que lhes dão/deram, houve ali uma partilha de experiências entre eles -porque alguns já foram vítimas de bullying e um já teve um passado de fazer bullying-, que foi muito positiva porque usaram essas experiências, não para se acusarem, mas sim para tentarem compreender o que é que uns sentem quando são vítimas de bullying e como é que outros ganharam consciência de que faziam bullying e do mal que isso gera e mudaram o comportamento, fazendo o que o nome da banda expressa, ou seja, escaparam a um destino que parecia traçado.

Deixei-os falar e praticamente não interferi a não ser para, de vez em quando, introduzir uma ou outra questão, para alargar o âmbito da discussão.

Como os alunos ainda estão numa fase de construção em que são capazes de mudança, creio eu, este tipo de discussões empenhadas e sentidas fornecem-lhes instrumentos de compreensão de si e dos outros que abrem portas de crescimento e evolução.

Um professor que esteja atento aos alunos e não seja idiota tem sempre um pé actualizado dentro dos perímetros culturais dos adolescentes e aproveita-se deles como instrumentos pedagógicos, não só para os alunos mas, também, para si mesmo, para evoluir enquanto professor.

Assim como de vez em quando há aulas que correm mal e nos deixam muito chateados, outras vezes há aulas que correm muito bem, para além das expectativas e isso é o melhor que esta profissão tem, esta impressão de o nosso trabalho fazer diferença e, por isso, valer a pena.

 

 

publicado às 05:58

 

 

 

 

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Este vídeo não é fácil de ver mas é necessário que seja visto. Deve haver muitas situações parecidas com esta dentro das salas de aula. Porque é que esta monitora não mandou parar o autocarro junto de uma esquadra da polícia e se recusou a continuar viagem? Onde está o motorista do autocarro e porque não fez nada? Não é um adulto? Concerteza apercebeu-se da situação...
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isto para mim diz muito da aceitação que o bulllying aos professores tem tido por parte da sociedade, pese embora os discursos de indignação.
Os governos desautorizaram e degradaram a profissão de professor em praticamente todo o mundo ocidental, como meio de terem bodes espiatórios das suas insuficiências enquanto governantes. Os pais aproveitaram essa situação para pressionarem os professores a 'servirem' os filhos no modo como mais lhes convém. As direcções das escolas, em muitos casos, têm pavor dos pais e de darem nas vistas como escolas com problemas porque isso põe em causa a continuidade das equipas. Pressionam os professores para agradarem aos pais. Muitos professores têm medo dos pais e pressionam os colegas para que tudo façam, de modo a que nenhum pai se queixe de coisa alguma. No fim desta linha estão os alunos que vão crescendo para os adultos -professores e funcionários- à medida que verificam que os seus abusos não são travados e até são tolerados. Os alunos são especialistas em porem adultos, uns contra os outros...
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Os pais têm que compreender que são responsáveis pela educação dos seus filhos.
Entendo que o facto da educação ser obrigatória não implica que o Estado tenha que a providenciar independentemente de qualquer circunstância.
As crianças e jovens têm direito ao acesso a uma educação de qualidade dentro dum código de conduta de responsabilidade. Não está escrito em lado nenhum que o Estado tem o dever de financiar os estudos de jovens que se recusam a estudar e chumbam repetidamente ou que cometem crimes. Eu quero, enquanto contribuinte, participar na educação das gerações mais novas. Acredito que cada geração deve contribuir para a formação das gerações que se lhes seguem. Agora, não quero que os meus impostos sirvam para financiar os estudos de alunos que não estudam e chumbam ano após ano ou que cometem actos criminosos que ultrapassam os limites do razoável, mesmo tendo em conta a idade e o contexto de onde vêm. Acho um desperdício do dinheiro dos meus impostos, que me dá muito trabalho a ganhar.
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Se a um aluno são dadas oportunidades atrás de oportunidades e não as aproveita, chumbando repetidamente, então, se quer continuar a frequentar uma escola, que a pague (ou os pais) do seu bolso.
Se um aluno tem comportamentos criminosos como os que se vêem neste vídeo a escola deveria poder expulsá-lo. É das coisas mais destrutivas que existem, uma vítima ser obrigada a continuar a partilhar o mesmo espaço com o seu abusador. Ter que aturar a sua presença é uma constantes lembrança do acto de abuso em si mesmo. Sempre me escandalizaram os casos em que alunos abusaram violentamente de colegas e depois de um raspanete e/ou uns dias de suspensão voltam à mesma turma de tal modo que a vítima tem que sentar-se ao lado do abusador e conviver com ele. Acho chocante. Direitos que se concedem aos abusadores à custa da destruição continuada das vítimas. Uma menorização e desresponsabilização dos abusos e crimes.
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Entendo mesmo que em casos graves em que um aluno fosse expulso, nenhuma escola teria a obrigação de o aceitar como estudante, mesmo estando dentro da idade da escolaridade obrigatória. A que propósito os nossos impostos hão-de pagar a educação de alunos violentos e criminosos? E a que propósito alunos de outra escola terão de estar sujeitos à violência destes indivíduos que andam dumas escolas para outras? Não sabem estar civilizadamente entre outros seres humanos sem se comportarem como predadores, pois os pais que paguem a sua educação. Arranjem um colégio privado que os aceite.
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Sou a favor de se darem oportunidades às pessoas. Sou a favor de ter equipas para ajudar os alunos. Sou a favor dos institutos de reinserção social para lidar com casos de alunos de meios complicados que podem deixar marcas de agressividade e violência. Mas também sou a favor da responsabilidade. Onde não há responsabilidade não há liberdade e onde não há autoridade não há responsabilidade. Assim, onde não há autoridade, não há liberdade e, onde não há liberdade, uns são reféns de outros. Como se vê neste vídeo.

publicado às 13:49


Um ano na vida desta professora - 57

por beatriz j a, em 06.03.12

 

 

 

 

Hoje assisti a uma palestra sobre 'bullying' e violência no namoro. Um rapaz partilhou comigo que no ano passado fazia 'bullying' a uma rapariga mas que na altura não lhe passava pela cabeça que aquilo era 'bullying'. Uma rapariga considerou que um indivíduo beijár uma mulher contra a vontade dela não constitui violência desde que namorem há bastante tempo ou sejam casados. Claramente há muito a fazer ainda acerca destes problemas.

 

publicado às 14:22


O quê???

por beatriz j a, em 16.11.11

 

 

 

 

SOBRE PIQUETES DE GREVE

1.       A constituição de piquetes de greve com o intuito de tentar convencer, no próprio dia da greve, trabalhadores hesitantes em aderir à paralisação, é legítima e está legalmente regulada.

2.       Não tem grande utilização entre os docentes, mas seria útil inverter esta situação. Tanto mais que a sua utilização na última greve geral se mostrou positiva

3.       Assim, a direção do SPGL dará todo o apoio a dirigentes, delegados ou ativistas sindicais que pretendam constituir-se em piquete de greve na sua escola ou na sua zona, fornecendo a legislação existente, e coletes de identificação, quando solicitados.

4.       Em algumas zonas poderão ser constituídos piquetes de greve com membros de diferentes sindicatos que operem em várias empresas e serviços.

5.       Se tem condições para constituir ou participar em um piquete de greve na sua escola ou zona contacte-nos através de direccao@spgl.pt

 

                 A direção do SPGL

 

A mim, estas coisas estalinistas dão-me logo vontade de não fazer greve. Quer dizer, eu já estava com pouca vontade de alinhar numa 'luta' que não serve para nada a não ser dar protagonismo aos sindicatos, mas ainda tinha alguma hesitação. Agora, foram-se as hesitações. Lido muito mal com tentativas de intimidação e 'bulliyng' e espero que no dia 24 não me venham chatear.

Quer dizer, quando era a época de não concorrerem para titulares e apelarem à não entrega de objetivos fugiram das escolas e foram os primeiros a requerer benesses e agora que interessa à sua causa é que aparecem na escola? A tentar intimidar?

Não têm vergonha.

 


publicado às 19:43


produtividade zero

por beatriz j a, em 09.09.10

 

 

Novo ano lectivo arranca e "bullying" continua na gaveta JN

Nuno Miguel Ropio

As aulas começam sem o "bullying" estar tipificado como crime de violência escolar. E, apesar da promessa do Ministério da Educação, há cinco meses, de que o iria fazer, a Procuradoria Geral da República refere que o assunto não tem sido sequer alvo de análise.

 

A nova moda do ME é não fazer nada. Enquanto a outra não parava de asneirar esta opta por não fazer. Não fazer nada. Produziram um estatuto do aluno que é quase a mesma coisa que o que vigorava, fizeram 500 promessas, despediram milhares e depois foram de férias. Os concursos saíram todos atrasados, o fecho ndas escolas e a criação de mega-agrupamentos é a balbúrdia que se vê, mas produção...nicles batatóites... A PGR fez um estudo sobre o bullyng e o ME fez o quê? Não sei, mas calculo que o devam ter enfiado numa qualquer gaveta. Até parece que os oiço daqui:

- 'Olhe lá, o que fazemos em relação à questão do "bullying" nas escolas?'

- 'Sei lá! Estou lá para me chatear com isso! Eles que se matem todos uns aos outros que é da maneira que nos poupam problemas e dinheiro!'

 

publicado às 13:19


boas notícias

por beatriz j a, em 24.03.10

 

 

Violência nas escolas
Associação de Pais cria linha de apoio a vítimas de bullying
Desde a semana passada que a CNIPE (Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação) atende pais e alunos com queixas de violência nas escolas no 964 466 499. «É preciso que as pessoas deixem de ter medo de falar», diz Joaquim Ribeiro.

publicado às 09:22


poesia de luís de góngora

por beatriz j a, em 12.03.10

 

 

 

Ao Excelentíssimo Senhor Conde-Duque

 

Já na capela estou, e condenado

a partir sem remédio desta vida;

sinto a causa mais forte que a partida,

pla fome expulso como sitiado.

Culpa sem dúvida é ser desgraçado;

mais, minha condição ser retraída.

Delas me acuso nesta despedida,

e partirei ao menos confessado.

Examine minha sorte o ferro agudo,

que, apesar de seus gumes, me prometo

alta piedade de vossa excelsa mão.

E já que meu acanhamento é mudo,

os números, senhor, deste soneto

língua e lágrimas sejam não em vão.

 

Luís de Góngora

 

 

publicado às 19:52


frutos podres

por beatriz j a, em 05.03.10

 

 

O caso do miúdo de 12 anos que se atirou ao rio é muito perturbador. Não sei o que se terá passado naquela escola. Nestas coisas os meios de comunicação social têm tendência para a especulação inventona para vender mais. Custa-me a crer que o garoto fosse vítima de bullying há tanto tempo e com tanta gente (adultos, quero eu dizer) a saber e que ninguém tivesse feito nada. Há qualquer coisa aí, com certeza, que não está bem esclarecida; porque se é verdade que o dia a dia do garoto na escola era uma espécie de filme de terror e todos sabiam e ninguém fez nada, isso é caso para medidas drásticas.

Custa-me a crer.

O que sei é que este com este estatuto do aluno as não vamos longe.

A primeira violência começa com as turmas do 5º ano que juntam alunos de 9 e 10 anos com outros de 12 e 13, repetentíssimos, mas que, por estarem na escolaridade obrigatória, não podem ser 'postos a andar'. É uma grande diferença de idade e de tamanho, dos 9/10 para 12 e esses mais velhos, que têm já a (outra) escola toda sabem bem aproveitar-se disso para 'reinarem' nas turmas.

Daí para a frente tudo no estatuto do aluno é uma desresponsabilização constante como se todos os alunos fossem todos uns coitadinhos ingénuos incapazes de mal.

Li hoje num jornal que um miúdo de 14 anos tem andado a violar mulheres nas imediações da escola. Deve andar na escola, talvez no 7ºano ou 8º. Agora imagine-se o tipo de estragos que um rapaz desses faz dentro de uma escola, quantos indivíduos violentos existem nas escolas, e como se lida com isso com este estatuto que não deixa que se responsabilize ninguém pela simples razão que o Estado fez das escolas depósitos de crianças e adolescentes para não ter que lidar com eles.

A sociedade espera que os professores eduquem os filhos... dos outros...não os 'seus'.

As coisas que foram feitas às escolas e ao ensino nestes últimos anos começam a dar frutos...podres, como já se sabia que ia acontecer. Ou estava-se à espera que a escola melhorasse depois de arrastarem a autoridade dos professores pela lama, de virarem a sociedade contra eles de incentivarem alunos e pais a serem violentos com os professores, de inventarem leis que fazem do professor uma espécie de empregado de alunos e pais que serve para passar diplomas sem incomodar as 'crianças'?

As coisas têm sempre consequências e como destruir é muito mais fácil que construir isto ainda vai piorar muito mais antes de melhorar. Isto é o que eu acho, infelizmente.

 

 

publicado às 06:02


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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