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Ontem em Ponte de Lima

por beatriz j a, em 19.12.13

 

 

 

(do blog do Umbigo)

 

… em que, pelas informações que me foram chegando, a direcção declarou entrar em greve quando um apparatchik qualquer do MEC mandou os seus elementos vigiar a prova perante a adesão total do corpo docente ao protesto.

A existirem represálias por parte da tutela o caso configurará evidente castigo político, pois o que se passou foi o legítimo exercício do direito à greve por quem ainda é professor.

O que lamento? Que outr@s não tivessem tal verticalidade e coragem, acagachando-se.

 

[comissários políticos do MEC? Isto é uma vergonha...]

 

 

publicado às 12:45


Completamente de acordo!

por beatriz j a, em 21.10.12

 

 

 

 

 

(do blog do Umbigo)

 

 

Seria de supor que o MEC tivesse optado por manter tamanha estrutura para evitar gastos suplementares como os daqueles estudos encomendados, em tempos de Maria de Lurdes Rodrigues, a João Pedroso, pois com tantas direcções e divisões é quase impossível pensar num qualquer aspecto da Educação que não encontre espaço em tal organigrama.

Mas eis que… descobrimos que, para além da nomeação de especialistas e adjuntos, o MEC está a gastar neste ano de 2012 mais de 16 milhões de euros em estudos e pareceres e que, para o ano, se prevê um gasto próximo dos 13 milhões. Ou seja, mais de 1,3 milhões de euros por mês este ano e mais de 1 milhão no próximo ano.

 

 

Num contexto de redução brutal dos rendimentos dos professores e dos orçamentos das escolas, de lançamento para o desemprego de milhares de docentes com anos de serviço e de racionamento dos apoios sociais ás famílias, para não falar no vergonhoso regatear do pagamento de indemnizações pela caducidade dos contratos, isto é politicamente obsceno.


Até porque os grupos de trabalho de que se conhece a nomeação se afirmam funcionar de modo quase gracioso, ou assim querem fazer crer os seus membros.

 

Será que certos estudos não poderiam ser assegurados pelos meios humanos existentes em tão gorda estrutura orgânica do MEC e da DGE?

 

Ninguém sabe fazer esses estudos ou receia-se que as conclusões não sejam as inicialmente previstas?

Ou será que estes encargos milionários são com outros estudos e pareceres?

 

Quando poderemos saber em que foram gastos todos estes milhões, quem os recebeu e para quê? A tal coisa da accountability e de os contribuintes não entenderem que se gaste o dinheiro dos seus impostos sem critério é só para os outros?


Será que, para além disso, não encontraremos situações de duplo pagamento por trabalhos já feitos ou a fazer para outras instituições?

 

Acredito que não, mas gostava de ter a certeza.

 

Porque se Nuno Crato não conseguiu, ou não quis, implodir o MEC, poderia ao menos saber racionalizar e rendibilizar o seu uso.


Porque se estamos num tempo em que os cidadãos são obrigados a justificar todo o rendimento auferido e todos os parcos tostões das deduções à colecta,  o MEC não pode gastar à tripa forra sem qualquer transparência…

 

O Inverno, quando aparece, é apenas para a maioria das formigas, porque as cigarras têm os seus proventos assegurados?"



publicado às 23:00

 

 

 

O blog do Umbigo tem andado a desenterrar os textos que desde o início dos anos 90 inundam as escolas, as acções de formação de professores e as mentes (ouso dizer desvairadas) dos que decidem na educação. Como ele diz, 'se sobrevivemos a isto (sendo o isto um cardápio de pedagogias idiotas para o insucesso - algo entre o poétic-lírico e a flauta de Hamelin, digo eu), sobreviveremos a tudo'.

 

Se sobrevivemos a isto (p.54), sobrevive(re)mos a tudo:

Nestes termos, os aspectos de referência fundamental do professor deixam de ser o programa com os respectivos objectivos e a classificação periódica, para passarem a implicar predominantemente:

  • a relação pedagógica, como encontro intersubjectivo em que todos, enquanto sujeitos, são iguais, abolindo gradualmente a distância professor-aluno pela reciprocidade educador-educando (em que cada um é, simultaneamente, ambas as coisas);
  • em vez dos conteúdos cognitivos dos programas serem a meta a atingir, tornam-se um instrumento ou meio privilegiado ao serviço dos sonhos e carências de cada educando-comunidade e mergulham na vida concreta, tentando libertar-lhe os anseios e abrir-lhe caminhos (pô-la a caminho);

Por favor, quando certos opinadores criticarem os professores porque não são isto ou aquilo, porque o sistema não sei o quê, deveria não sei o que mais, tenham sempre em contra que desde o início da década de 90 nos quiseram inculcar que os professores não são professores e que os aspectos cognitivos da aprendizagem não eram metas a atingir, eram meios para alcançar uma espécie de nirvana, quiçá, kerouaquiano.

Como acham que é possível ser submetido a isto e resistir sem danos (colaterais ou centrais) no sistema nervoso?

Semos heróis por estarmos ainda funcionais, é o que é!

Pior… se fizessemos o inventário de quem depois dava formação nestes tons, ainda tínhamos imensas surpresas, porque isto caiu que nem sopas no mel em alguns ambientes organizacionais que muito PRODEP (I, II e III) consumiram para replicar esta conversa (ens)sonsa.

publicado às 18:39


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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