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Pauline Hanson entrou no Parlamento australiano de burka para pedir a proibição da burka por razões de segurança. O palerma do procurador geral pregou-lhe um raspanete por estar a ofender as vestas tradicionais dos muçulmanos. Calculo que ele estivesse de acordo em que se usasse a farda castanha com a braçadeira nazi no parlamento com o argumento de não se ofender a veste tradicional dos supremacistas brancos.

 

Só tenho pena que não se peça a abolição da burka pelas razões correctas que são, não tolerarmos a intolerância, o abuso e a escravidão dos nossos semelhantes. A burka não é uma veste islâmica, é uma imposição da escravidão das mulheres, tal como as coleiras de escravos o eram.

 

De cada vez que vemos uma mulher de burka ou só com os olhos à mostra sabemos todos que vai ali uma mulher sem voz pública, sem autonomia, sem liberdade, abusada, sem direitos, sem possibilidade de se livrar do jugo dos homens, sem os mais básicos direitos humanos. Defender a burka é o mesmo que defender o direito a que uns façam outros escravos.

 

O mais triste é ver as mulheres no Parlamento australiano a defender a burka... porque não vão para o Afeganistão ver como é bom...? As mulheres machistas parecem-me todas sofrer de síndrome de Estocolmo.

 

Neste momento há um movimento no Afeganistão chamado #WhereIsMyName que reclama o direito das mulheres ao seu nome. E porquê? Porque para além de impedirem as mulheres de terem uma face pública e tudo o que com ela vem -direito à opinião, à intervenção, à participação na vida pública, à autodeterminação, etc.- os homens proibem as mulheres de ter nome em público, mesmo nas campas, depois de mortas. É um sinal de fraqueza um homem dizer o nome da mulher, de modo que se lhe refere como, 'a mãe dos meus filhos', 'a cabra', etc.

Defende o uso da burka é defender a tolerância da escravatura, da intolerância, da violação de direitos humanos, etc. Mete nojo. Porque não defendem as máscaras do Klu Klux Klan? Porque são símbolos de degradação e violência, tal como as burkas o são. Quando as democracias deixam de ter valores a defender e passam a tolerar a intolerância e os símbolos de violência como mais uma maneira de ser igual às outras, não duram muito tempo.

 

 

 

 

 

 

#WhereIsMyName

 

 

publicado às 17:29

 

 

Segundo a informação recolhida pelo Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas em 2007, a Noruega, a Austrália e a Islândia são os melhores países para viver.

 

O quê??? A Austrália???!!!

 

"Na Austrália vivem duas das cinco espécies ainda existentes de monotremados e também de numerosas espécies venenosas tais como o ornitorrinco, aranhas, escorpiões, polvos, medusas, moluscos e raias. A Austrália também possui mais espécies de serpentes venenosas do que inócuas"

 

Parece que na Austrália, tarântulas gigantes andam pelos quintais das pessoas. No interior crocodilos. No oceano, tubarões.

Meu rico Portugal!

 

 

publicado às 10:26


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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